- TEATRO EM ITAPIRA -
(Theatro Sant'Ana)
(Primeiro Ato)

A história do Teatro em Itapira remonta aos idos de 1895 com a inauguração do Teatro Santana.Seu construtor e fundador foi o sr. Vitorino Proost de Souza, filho de Custodio Antonio de Souza e D.Ana Cintra (D.Nicota), filha do sr.Jacinto Jose da Silva e de D.Helena de Morais sendo esta filha de um dos fundadores de Itapira João Batista de Araújo Cintra. Nos bastidores encontrava-se a figura de Mario Pereira da Fonseca: um homem de amplos horizontes, de uma cultura invejável e que providenciou para que a construção e a fundação do Teatro Santana se efetivasse.Mais abaixo trataremos dessa figura expressiva de nossa sociedade.O Teatro Santana ficava na Rua XV de Novembro ao lado do antigo prédio onde funciona hoje a Radio Clube de Itapira, nos fundos do Cine Paratodos. A peça que marcou a estréia do Teatro Santana se chamava:

1 - Vitorino Proost de Souza construtor e fundador do Teatro Santana
2 - Dr. Mário Pereira da Fonseca fundador do Teatro Recreio (ficava onde é o CCI)
3 -Adalberto de Ulhôa Cintra - Estreou o Teatro Santana com a peça "Revista dos Costumes e dos Fuxicos locais"
"Revista dos Costumes e dos Fuxicos locais", de autoria do sr. Adalberto de Ulhôa Cintra(1871/1907), natural de Mogi Mirim,(filho do Dr. Antonio Pinheiro Cintra,(Barão de Jaguará), pai dentre outros de D.Adalgisa de Ulhôa Cintra esposa do Sr.Anacleto Magalhães Pereira, pais estes, do Guilherme Anacleto Vieira Cintra Pereira, o Gui, falecido em 1996.Adalberto também foi pai, pelo seu primeiro consórcio, da saudosa D.Gilmery esposa do sr. Paulo Ulbricht. A referida peça de costumes envolvia a alta sociedade local com críticas apimentadas e muito humorismo. Esta peça foi entregue à Cia.Moreira de Vasconcellos subindo a casa em 10 de Novembro de 1898. Adalberto faleceu assassinado em 1907.

1 - Menotti Del Picchia
2 - Affonso Celso Vieira
Fundaram um grupo teatral, cujo palco foi montado no quintal da casa do prof. Giacomo Stavale

Na foto vemos:
Sentados da esquerda para a direita: Brasílio Vieira de Souza, josé Del Pichia (irmão de Menotti e }Arthur Ferreira Alves ("Arthur Venâncio); em pé, na mesma ordem: Francisco Manoel Pereira, Estulano Pereira da Cruz, professor Jácomo St
Nessa mesma época, pelos idos de 1901, Menotti Del Picchia e seu colega de escola (Grupo Escolar "Dr.Julio Mesquita"), Afonso Celso Vieira, fizeram suas incursões pelo teatro e fundaram um grupo teatral, cujo palco fora montado no quintal da casa do prof. Giacomo Stavale. Giacomo (amante que era do Teatro), e que em clima doméstico já havia organizado o seu teatrinho familiar, viu com bons olhos a iniciativa precoce desses dois jovenzinhos.Menotti chegou mesmo, nessa época, a escrever um pretensioso rascunho do "Conde de Monte Cristo", cujos escritos agradaram mesmo só os familiares, mais pela sua precocidade. Já despontava em Menotti o futuro escritor que viria a ser. Após essa fase, o Teatro em Itapira passou a viver na obscuridade ate que Dr.Mario Pereira da Fonseca, advogado, homem culto e amante das artes, fundou o Teatro Recreio.(que ficava onde hoje é o Centro Comércio e Indústria). Dr.Mario era filho de José Theresio Pereira da Fonseca e de Maria Francisca da Fonseca. Casou-se com Carolina Cintra, neta de um dos fundadores de Itapira João Batista de Araújo Cintra. Foi pai dentre outros do Dr.Mario da Fonseca Filho, décimo sétimo prefeito de Itapira em 1947 e 1948 que foi casado com D.Ítala Boretti, prima de D.Romilda da qual trataremos abaixo. Era avô do Marito e tio avô do Toy e do Betusca. Foi também o fundador em 1907, juntamente com outros republicanos do Jornal "Cidade de Itapira"
Theatro Recreio

Fundação do Theatro Recreio
(07 de setembro de 1907)
Em 20 de Novembro de 1910 A. Bianchi e Cia., foram os primeiros empresários do teatro Recreio (acreditamos que A. Bianchi seja o Sr. Ângelo Bianchi, tio avô do saudoso César Bianchi Dr. Mario foi responsável pela reforma completa da antiga Igreja Matriz de N.S da Penha, foi um dos fundadores da Santa Casa de Misericórdia e do Asilo São Vicente de Paulo. Foi um desportista cabendo a ele estimular os jogos de Futebol e de Tênis em nossa cidade.Batalhou pela construção do Clube XV de Novembro.Como se tudo isso não bastasse era amante da boa música e conseguiu formar uma orquestra composta de maestros, alguns dos quais de renome como Prof. Bourdot, Julia Max, Julio Doria e outros.(Álbum de Itapira, 1935). Em 07 de Fevereiro de 1907 foi organizado um grupo teatral denominado Grupo Dramático 7 de Setembro. Esse Grupo se apresentou no que seria o "Theatro Recreio", que foi fundado em 7 de setembro de 1907. Pouco sabemos sobre as atividades e sobre a história do Grupo Dramático 7 de setembro. Tenho razões para pensar que esse Grupo tenha sido o que atuou nas dependências da Sociedade Italiana (após a sua recente inauguração em 23 de setembro de 1905) e que deu origem em 1920 ou 1924 ao G.T.I.B. (Grupo Teatral Ideal Beneficente), através de seus descendentes Giuseppe Marella e Romilda Boretti.Trataremos desse assunto nos parágrafos abaixo. Sabemos que em 1916 o itapirense Eduardo Bourdot Filho levou ao palco uma peça satírica onde criticava as coisas e as pessoas de nossa cidade.

Fotos em 2 momentos de Batista Júnior " Rei da Ventriloquia" e suas filhas:
Dirce e Linda Batista, cantoras itapirenses de muito sucesso
Batista Junior, o rei da ventriloquia, pai das cantoras itapirenses Linda e Dircinha Batista, participou desse espetáculo.O resumo histórico acima exposto sobre as origens do Teatro em Itapira e a participação de grupos teatrais s se firmou mesmo e com muita riqueza de detalhes quando um grupo de jovens idealistas de origem italiana entrou em cena. Buscando nas raízes de sua pátria de origem o amor pelas artes cênicas esses jovens começaram a se movimentar para a formação de um grupo teatral.Nessa época precisamente em 23 de Setembro de 1905 foi fundada a Sociedade Italiana –“Societa Italiana di Mutuo Soccorro Fratellanza e Lavoro"-, localizada a Rua João de Morais, 400, onde hoje esta a Câmara Municipal de Itapira. Aproveitando-se desse fato os jovens artistas do teatro começaram a ensaiar suas pecas dentro desse prédio recentemente inaugurado. Posteriormente com a construção de um palco tudo ficou mais fácil para as suas representações e foram em frente.Esse Grupo Teatral pode ser aquele fundado em 07 de Fevereiro de 1907 denominado Grupo Dramático 7 de Setembro ao qual me referi acima. Somente em 25 de Setembro de 1924 conforme cartaz de propaganda da época), e que os prováveis descendentes desses jovens italianos se firmaram como Grupo Teatral realmente e fundaram o G.T.I.B. (GREMIO TEATRAL IDEAL BENEFICENTE). A respeito do GTIB iremos discorrer no capítulo abaixo quando então conheceremos um dos grupos mais expressivos e importantes na História do Teatro em Itapira.
(Segundo Ato)

Família Marella
Vemos acima, da esquerda para a direita: Harley Marella e sua esposa Rennê; Cremilda e seu esposo Wanderlis Marella
Sentados vemos D.Romilda Boretti e José Marella (fundadores do GTIB)
Dando continuidade aos aspectos históricos que envolvem o Teatro Amador em nossa cidade, poderemos observar nos parágrafos abaixo que o G.T.I.B. (Grêmio Teatral Ideal Beneficente) foi sem sombra de duvidas o ponto de partida para o desenvolvimento da arte cênica em Itapira, tendo permanecido em atividade por muito tempo levando peças ao palco de muitas cidades da região.Descobriu talento e congregou uma plêiade de jovens atores que arrebatou emoções por todos os lugares onde se apresentou. Os grandes idealizadores e iniciadores dessa fase do Teatro Itapirense vieram principalmente das famílias FECCI, MARTELLINI, MARELLA,TRANI,DEL CORSO,BORETTI E OUTROS. Fundou-se então nessa época, o "Social Teatro ", dentro da própria sede da Sociedade dos Italianos. "Os primeiros atores vindo dessas tradicionais famílias levaram ao palco sua primeira peça: "Vida e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo", extraída de um livreto que contava a vida de Cristo.Essa peça foi reprisada algumas vezes e apesar de muito bem aceita pela platéia sempre ocorriam alguns inconvenientes cômicos tais como: "a martelada no dedo do Nicola Fecci, que representava o Cristo, na cena da crucificação e que motivou um palavrão bem ao estilo italiano; ou ainda o sono, meio "furbio", com ronco e tudo, do Nicola Trani, que representava o Lázaro,e que não acordou quando deveria ser ressuscitado pelo Cristo (Nicola Fecci).Cansado de chamá-lo e cutucá-lo, sem que a platéia percebesse, acabou perdendo a paciência e lascou um: “Acorda “porco cani”, bem ao estilo italiano. Fora isso tudo sempre dava certo. A partir daí entre 1918 e 1924 e que aparecem os nomes de GIUSEPPE MARELLA E ROMILDA BORETTI. Esses dois nomes despontam então como os idealizadores e fundadores do Grupo Teatral Ideal Beneficente que como o próprio nome indicava era realmente beneficente tendo contribuído intensamente com a renda de suas apresentações para o auxilio das entidades assistenciais principalmente da Santa Casa, Asilo Sao Vicente, Casa da Crianca, Banda Lyra e outras entidades de nossa cidade e das cidades onde se apresentaram. Giuseppe Marella nasceu no dia 10 de Julho de 1897 era filho de João Marella (João Graminha)e Amabile Bellan. Era irmão de Aristides, Adalgisa, Angelin, Humberto, Maria, Zilda e Rosina; Giuseppe casou-se com Dona Romilda Boretti no dia 20 de Maio de 1917 tendo os filhos Harley e Wanderly Marella. Wanderly já e falecido e o Harley que foi professor por muitos anos no "Julio Mesquita", é casado com D. René Azevedo (esta filha do saudoso e também professor Benedito Flores Azevedo). Harley e D.Renê são os pais do Tadeu da Rita e do Fran. Dona Romilda Boretti, nasceu 26 de Maio de 1904 e era filha de Vittorio Boretti (1883-1958), e de Elvira Mazzer. Era irmã de Romeu, Helio, Nilo, Cirino, Irineu, Orlando (falecido na infância), Liane, Catarina e Diva Boretti. Possuidora de uma genealogia vastíssima e muito rica em detalhes tanto a família Boretti quanto a família Marella deverão merecer estudos genealógicos específicos "a posteriori". Antes de tecermos comentários a respeito da vida teatral dos nossos dois personagens principais, faremos um passeio pelas outras virtudes que o Bepe Marella possuía além do amor pelo Teatro. Conforme escreveu “João do Norte” na sua coluna "No Tempo da Vovozinha", Bepe Marella era o homem dos "sete ofícios". Excelente futebolista, jogou na posição de "beque" desde 1917 no famoso S.C.I (Sport Club Itapirense), a menina dos olhos do Cel. Francisco Vieira. Em 1920 a formação do time era assim composta: Renato, Joanico e Marella; Quim, Quinzote e Pedro Fernandes; Didi Cintra, Quinzinho, Joaozinho, Zinho e Zezinho. Afastou-se do futebol após a derrota de seu time em 09 de Abril de 1922 contra o Palestra Itália pela contagem avassaladora de 10 a 1... José Marella era um amante da música e com seu violão tinha participação ativa nas orquestras que se apresentavam nessa época. Em 1915 atuou na "Orquestra Pinguça" ao lado do Gino Piva, Odorico Job, Albertino Morais, Celestino Correa, Antonio Pimentel e o regente e pistonista Orestes Zerbinatti. Na Banda Lyra tocava bumbo ou pratos.

Confunto "Jazz Band Fubá", mudado para Jazz Band Follies
Na foto, na primeira fila, sentados da esq.para a dir.: Eugenio Netto, Aristides Marella, Tite Cremasco, Mauro Simões, Eduardo Avancini e Antonio Avancini.
Na segunda fila: a terceira e a quarta são as irmãs Florize e Marcelina Boretti (as duas primeiras pessoas, assim como a quinta, não foram identificadas); a seguir estão Roilme Della Mura, Estela Boretti, Marcelo Orlandi, Ivete Boretti, Lilá Ravetta, Elza Bianchi(?), Nancy Boretti e Angélica Stringuetti.
Na terceira fila: Badih Farah, Francisco Rocha Pereira, Tico Boretti, Roberto Rocha (?), “Doca”(?), Agenor Aguiar e Walter Bianchi.
No Jazz Band Fubá, grupo formado pelas famílias Cremasco, Avanzzini e Cipolli com a direção do Tunim. Bepe era um exímio baterista, Tite Cremasco tocava violino, Nini Cremasco tocava violão e o Tunin Avanzzini tocava bandolin. Esse grupo posteriormente mudou o nome para Jazz Band Follies e assim se compunha o conjunto: Tunin Avanzzini (Piston); Zé Même (Pandeiro); Antonio Lazzarini (Baixo Tuba); Wilson Guinezzi (Bateria); Milton Guinezzi (Banjo); Eugênio Neto (Violino); Geraldo Guinezzi (Piston); Aldo Boretti (Trombone de Chave); Dário Longhi (Sax e Clarinete); Antonio Rodrigues Gomes (Niquinho)(Sax Alto e Clarinete); Renatinho Oliveira (Sax Tenor e Clarinete). Nos folguedos carnavalescos a figura de Bepe Marella se destacava. Era um terrível folião tendo participado da "Banda Maluca"...corporação musical formada por 20 palhaços que faziam tudo ao contrário e às avessas provocando homéricas gargalhadas do povo. Essa banda completamente estranha era regida pela não menos estranha figura do Bepe, que usando uma batuta desproporcionalmente grande, com traje a rigor, "pincenez", corcunda postica e dois grandes chumaços de algodão nos ouvidos provocava o delírio da platéia. O barulho e a desafinação eram terríveis e só competiriam mesmo com a turma do “Nheco vai, Nheco fica” dos dias de hoje.

“Bloco
da Pulenta”
Vemos
nesta foto da esquerda pra a direita, na primeira porta com a mão na cabeça o
Tininho Alfaiate, sua filha Rute esposa do Dr. Geraldo Job e um menino
desconhecido.Na segunda porta um desconhecido e a esposa do Tininho D. Olga
Vicentini; No carro sentados no banco da frente vemos o sr. Araújo e seu irmão;
Na parte de trás com a sanfona e lenço branco no pescoço o José Marella; um
menino desconhecido; Com o violão o Alberto Cremasco, irmão do Tite Cremasco;
O Guido Atílio (Tite) Cremasco, pai do Plínio (ambos fundador e sucessor
respectivamente da conceituada indústria Metalúrgica de Itapira “Cremasco Máquina
Agrícolas Ltda.”): e sentado no estribo o René Boretti, pai do Quico
Boretti.
Outro bloco em que Bepe participou foi o chamado "Bloco da Polenta". A foto desse bloco carnavalesco (cedida por Dr.Paulo Fernandes, do acervo fotográfico do Paulino Santiago) foi tirada em frente a alfaiataria do Tininho por Jacob Audi (pai do Helio Audi) e ilustra este texto. Também a "Banda a Prestação", fez muito sucesso nos carnavais do passado.Nessa "banda" satírica e irreverente participaram o Helio de Morais, O Nilo Boretti, o José Marella, o Romeu e o Irineu Boretti, o Antonio Puggina, o "Dito Ventania", o Albertino de Morais pais do Valter e da Odete de Morais, o Aristides Marella, o Mauro Simoes e outros que não foram lembrados.Bepe Marella era um excelente musico.De uma letra (escrita em seus momentos de inspiração e esquecida numa gaveta durante muito tempo), nasceu a linda marcha patriótica que orgulhosamente cantamos nas solenidades. "Salve! salve, povo de Itapira"... Nasceu assim o Hino Oficial da Cidade, após é claro, passar pelo crivo do maestro Ivahy do Nascimento e do não menos culto Dr. Mario da Fonseca.

1 - Primeiro dramalhão produzido pelo GTIB em 1922 e apresentado no cine Pedrini de Mogi Mirim em 1937
"A Filha do Saltimbanco"
2 - Cartaz da apresentação da peça "A Orfã de Goiás"em 1926

3 - Cartaz de apresentação da peça "O Feitiço da Vovó" no Cine Paratodos em 1951.
Note-se que a arrecadação pela apresentação dessa peça foi para a aquisição de um
Mausoléu ao saudoso José (Bepe) Marella fundador do GTIB
Inúmeros cartazes de apresentação das peças do GTIB, fazem parte do acervo de Paulino Santiago e são descritos abaixo.

Entradas para assistir as peças apresentadas pelo GTIB
(poltrona e Balcão)
No entanto foi pelo teatro que a sua alma mais trabalhou tendo nos legado um grande filão histórico cuja extensão iremos discorrendo abaixo: o primeiro dramalhão que foi apresentado pelo grupo foi: "A Filha do Saltimbanco" em quatro atos, de Batista Diniz. Essa estréia fora marcada por um intenso nervosismo já que era a primeira vez que o grupo se apresentava diante de um público exigente e que lotava as dependências do Teatro. No entanto quando as cortinas se fecharam e novamente se abriram, o publico estava em pé. Sucesso total! Os jornais da época noticiaram e o aplauso foi geral. Estava consolidada a arte teatral em Itapira. Os atores que se apresentaram nessa magnífica estréia foram: o Romeu Boretti, irmão do Nilo e da D.Romilda; o Riccioti Del Corso, primo do Menotti Del Picchia e tio do Orlando Dini; o José Marella, esposo de D.Romilda, pais do Harley Marella; Catarina Boretti, também irmã de D.Romilda; o José Anastácio (Pepino), pipoqueiro. O diretor cênico foi o sr.Francisco de Siqueira Brígida (pai do Vlademir Siqueira); o ponto foi o sr.José Martellini, pai da Evelina (esposa do saudoso Nabile Jacob). Ainda no ato de variedades se apresentaram como cantoras Catarina Boretti, irmã da Elenir do Dr. Natanael Ferreira Nobre. José Anastácio, o pepino, (pai da Dora Anastácio, esposa do Orlando Cestaro), Nair Orlandi, filha do Otavio Orlandi, Edmee Boretti, tia do Quico. A partir desse primeiro sucesso o G.T.I.B., passou a ser bastante conhecido tanto em Itapira quanto na região.O Grupo se apresentou em Mogi Mirim, Lindóia, Socorro, Monte Sião, Mogi Guacu, e Posse de Ressaca sempre com o espírito de beneficência, auxiliando as entidades assistenciais locais. As apresentações foram se sucedendo e os cartazes de propaganda, os ingressos, e os escritos documentais (zelosamente guardados por Paulino Martins Santiago) atestam a fama crescente desse grandioso Grupo Teatral. O G.T.I.B apresentou inúmeras pecas teatrais sempre comandado pelo José Marella e D.Romilda. Desde o princípio em 1920 (início das atividades) até 1951 o Grupo fez subir ao palco conforme nos atestam os cartazes da época as seguintes peças além do "Filha do Saltimbanco" citado acima; no Teatro Recreio em 1922". A Orfã de Goiás"; na Soc.Italiana (Social Teatro), em 1926 "Amor Louco"; no Social Teatro em 1928, "Um Erro Judiciário"; no Teatro Recreio em Abril de 1930", " Arthur, ou “Sacrifício de Mãe" reprisada em Agosto do mesmo ano; Teatro Recreio 1933, "Coruja Opulenta"; em 25 de Setembro de 1934 reprise (comemorando o décimo aniversário" do GTIB) "Um erro Judiciário"; no teatro da Soc.Italiana, em Setembro de (?) com "Os Filhos da Canalha" e também ai, em data (?) com "A Honra do Operario"; e finalmente no Cine Paratodos em 28 de Outubro de 1949 com a peça "Bicho Do Mato", e em 09 de Novembro de 1951 com "Feitiço da Vovó". Fora de Itapira já ultrapassando fronteiras o glorioso G.T.I.B. de Bepe Marella e Dona Romilda se apresentou no Cine Recreio de Posse de Ressaca em 10 de Agosto de 1930 com "Arthur”, ou “Sacrifício de Mãe"; em Lindóia, em 8 de Setembro de 1930 com "Amor Louco"; em Monte Sião, no Teatro Progresso em 15 de Julho de 1934 com "Rosa do Adro"; no cinema Pedrini, na cidade de Mogi Guacu, em 15 de Julho de 1937 com a peça, “Filha do Saltimbanco”; em Mogi Mirim, no Cine Teatro S.José, em 16 de Abril de 1937 com a peça "Pelaio"; ainda em Mogi Mirim em 21 de Maio de 1945 com "O Coração Não Envelhece"; no Cine Brasil, na cidade de Socorro, em 08 de Agosto de 1946, com "O Interventor"; também em Socorro, no Cine Eden, em 21 de Setembro de 1946 com "O Interventor"; e ainda nessa mesma cidade em 11 de Novembro com "Feitiço da Vovó"; em Mogi Mirim no Teatro São José em data (?), com "O Filho da Desgraça". Podemos deduzir através do relato acima e pela intensa atividade desse histórico Grupo Teatral que não houve jamais e em, época alguma na História de Itapira um Grupo Teatral que expressasse tão bem e por tanto tempo a maravilhosa arte de representação cênica. Em 05 de Maio de 1946 o jornal paulistano "Jornal de São Paulo" incluía Itapira nas suas páginas dando enfoque específico ao GTIB destacando a atuação de seus atores quando da apresentação da peça "O Interventor" no cine Paratodos. Muitos foram os atores que com o brilho de sua apresentação deram mais cor e vida a nossa história. Além dos que já citamos acima lembramos de Alberto Cremasco, irmão do Guido, Aristides Marella, irmão do Bepe, Humberto Zillioto, Lila Ravetta, João Torrecillas, Achiles Boretti, Badih Farah (fundador da Radiluz), Antonio e Bernardo Puggina, Floripe Cremasco, Irineu e Liane Boretti, Aurelio Simionato, Odete Morais, Ginete Cestari, Clarinha Parnes, Cezira Targine, Clara Martins Santiago, Paulino Martins Santiago,(que forneceu todo o material para este trabalho), José Machado, José Queluz, Renê Boretti, Fortunata Cestari (Netinha), Marcílio de Oliveira, Maria Teresinha Boretti, Nelson Ferraz,(o Maripa) David Jose de Morais, Lia Boretti, Elsa Simoes, Lurdinha Zago, Liney Cestaro, Maria Francisca Lopes, Amelia Botero, Aradi Vidotti, Herminio Vasconcellos. José Martins Santiago, (pai do Paulino), Eugênio Netto, Cirilo, Antonio, Alice, Miriam e Ignes Boretti, José Primo Avanzini, João Passarella Netto, Maria Elídia Coradi, Milter Finazzi, Lurdes Lorenzetti, Ivone e Mauro Simões, Eliete Maciel, Cecilia Boretti e Luisinho Stringuetti e muitos outros. Também outros personagens participaram em atos de variedades, como cantores, números de magia com o conhecidíssimo mágico Orlando Cavarzan, cômicos, piadistas, bailarinas, números de piano esquetes e outros números solo.A parte musical sempre contava com a Orquestra Ideal regida pelo maestro Ivahy B.do Nascimento, a banda Lyra, O Jazz Band Fubá, o Jazz Band (Follies) sob a direção de Antonio Avanzzini, a Orquestra do Tocha e o conjunto musical Geraldo e seu Ritmo. Todo apogeu retrata a glória que o sustenta, no entanto a queda se torna iminente pela descontinuidade. Foi o que aconteceu com o glorioso G.T.I.B.. Velhos fundadores se afastaram e filhos de antigos italianos foram se formando em profissões diversas, exigindo outras responsabilidades, trabalhos árduos, novos diretores com outros interesses e outra visão... Até que em 15 de Julho de 1937 a peça, "Filha do Saltimbanco", apresentada no Cine Pedrini de Mogi Guacu, selou o destino do G.T.I.B. Na sequência abaixo,daremos os últimos retoques na maquiagem e voltaremos em cena quando então no terceiro ato iremos conhecer o desfecho desse eletrizante espetáculo teatral proporcionado pelo GTIB nos palcos de Itapira e da região.
(Terceiro Ato)
Abrem-se as cortinas, casa cheia, o ponto toma o seu lugar, o cenário ainda o mesmo, emoldura a mobília do palco, e sob as luzes da ribalta principia o terceiro ato. Os atores iniciam o bailado mágico e o jogo das cenas e contracenas tem início...Paulino Martins Santiago com muita propriedade chamou essa fase do GTIB de primeira fase.E tem razões para isso porque sete anos depois, precisamente em 24 de Novembro de 1944 "ressurge das cinzas como Fênix misteriosa" o GTIB na sua segunda fase campeando e procurando novos horizontes onde pousar. Sete anos se passaram, novos ares, novo tempo e novos atores. Era o recomêço. Reuniões, ensaios e finalmente a estréia no Cine Teatro Paratodos da mesma peça que marcou o final da primeira fase do GTIB.
"A Filha do Saltimbanco". Seu diretor geral: JOSÉ MARELLA, ensaiador Francisco Siqueira Brigida, ponto Clovis Franco de Almeida, Maquinista, José Pereira, atores: Paulino Santiago, Romilda Boretti Marella, Renê Boretti, Airton Siqueira, Marcílio de Oliveira, Maria Teresinha Boretti, José Marella e Romi Toledo. Na segunda parte se apresentaram: Miltes Finazzi, Lourdes Lorenzetti, Ivone e Elsa Simões, Maria Teresinha, Lia e Cecília Boretti, Aylton Riberti, Arci(ou Acyl) Peres (o Zé Coqueiro), e o José (Bepe) Marella. Podemos observar, portanto que a primeira fase do GTIB foi de 1924 (início dos ensaios em 1918, primeiras reuniões para a formação do grupo em 1920, uma peça já levada ao palco em 1922 e finalmente a efetivação como Grupo Teatral em 25 de Setembro de 1924), até 1937. A segunda fase teve inicio em 1944 e foi até o ano de 1951 porque precisamente na madrugada do dia 31 de Julho daquele ano deixou de existir o seu criador Giuseppe Marella. Grande perda! Um enorme vazio tomou conta de todos, calou-se a voz do Teatro, o ponto emudeceu, as cortinas não se abriram, os cenários perderam o colorido e a platéia chorou. No dia 09 de Novembro desse mesmo ano foi levada ao palco do Cine Paratodos a peça: "O Feitiço da Vovó, do escritor Oduvaldo Vianna, comedia em 3 atos. A arrecadação era mais uma vez beneficente, só que agora era para a aquisição de um Mausoléu para o grande ator e fundador do G.T.I.B: - JOSÉ MARELLA. Nessa segunda fase do GTIB o Sr. Paulino Martins Santiago se revelou um verdadeiro mestre, tanto como diretor geral quanto como ator e considero oportuno tecer alguns comentários sobre a sua pessoa. Dividindo com a sua profissão de Fotógrafo desempenhava múltiplas funções no teatro, orientando, acalmando, incentivando, aconselhando e principalmente representando tendo sido um excelente ator. Deve portanto merecer as nossas sinceras homenagens pela grandiosidade de sua alma e de sua modéstia. O GTIB deve muito ao Sr.Paulino que além desses qualificativos ainda zelou pela história do Teatro tendo conservado as provas documentais que mo- tivaram o presente relato histórico. A própria instituição do Troféu "Paulino Santiago", (em 1981), que premia os melhores grupos do Teatro Amador em nossa cidade, por si só traduz a importância que Paulino tem para a nossa cultura em geral e especificamente a teatral.Vale lembrar que a Instituição do Troféu "Paulino Santiago" foi promovida pela Prefeitura Municipal através do Dep.de Educação e Cultura que foi brilhantemente dirigido pelo Thiers Camargo.As festividades foram realizadas no dia 26 de Dezembro daquele ano e os grupos teatrais que receberam o Troféu foram: o Grupo Tearte, com Luis Carlos Fiorim, Selma Batista e José Marchesini Neto. A peça foi "Greta Garbo”. Quem diria acabou o Irajá"; o Grupo “Decifra-me ou te Devoro”, com Luis Carlos Passarela, Antonio dos Santos e Silvia Ramos. A peça foi "A História é uma História e o homem é o único animal que ri"; o Grupo Monteiro Lobato, com Selma Viola, Rosangela Mandatto, Paulino Santiago, Antonio Carlos Pereira de Morais, Marcelo Fernandes, Leonel Delalana Junior, Marcos Cabral, Pedro Santiago, e Faraco Galego.A peca foi "Libel, a Sapateirinha”; O Grupo "Romilda Marella", com Antonio Santos, Maria Helena Gattei, Paulino Santiago, Wanderlei Formigari, Maria Aparecida, Maria Angela Faraco Galego, Rosana, Mildred Angélica de Oliveira, Maria Neide de Oliveira, Oneleda Crivelaro, Rosangela Aparecida Soares e Silvana Mandatto. A peca foi "A Revolução das Mulheres". A apresentação ficou a cargo do Thiers Camargo e da Cristina Trigo Martins.

Paulino Santiago
Discípulo e contemporâneo dos fundadores do GTIB
Continuador da arte teatral em Itapira até seu falecimento em 07/10/2003
Ainda sobre os valores culturais e artísticos de Paulino Santiago lembramos que esse digno vate de nossa cidade dedica-se também à pintura, com mais de 200 telas produzidas e à escultura com mais de 50 peças de argila esculpidas. Foi repórter fotográfico dos jornais "Cidade de Itapira", "Folha de Itapira" e "Gazeta Esportiva". Fundou em 1940 o jornal "O Farol" em parceria com seu amigo José Cintra Machado. No dia 20 de Setembro de 1989 foi laureado com a importantíssima honraria "Tenente Coronel Francisco Lourenço Cintra em sessão solene na Câmara Municipal de Itapira. Além das pecas já citadas em que Paulino participou destacamos ainda: "O Auto da Compadecida", "Libel, a Sapateirinha", "O Medico a Forca"," A Revolução das Mulheres", "A noite do Riso", "O coração não envelhece", "O Inimigo Íntimo, "Não me conte esse pedaço", "O amigo da Onca", “Gaspar...o Cacete", "Um pouco de tudo" e "Morreu o Lulu " (esta última de sua própria autoria). Paulo Martins Santiago, nasceu em Itapira em 25 de Janeiro de 1919, filho de Jose Martins Santiago e de Maria Cestaro. Casou-se com D.Maria de Lourdes Alvarenga, (filha de Teodoro Alvarenga e de Zilda Orlandi), tendo desse consorcio os seguintes filhos: André Luis, respeitado profissional da arte fotográfica tal qual o pai, Rita Acássia, Paulo Júnior, José Teodoro e Luis Otavio. Tem duas irmãs: D.Ilda casada com o sr.Antonio Salomão e D.Clara (Clarinha), casada com o advogado Dr.Benedito Leite de Morais.Eis aí, portanto um pouco da vida e obra deste que podemos chamar de filho primogênito do GTIB.Os parágrafos abaixo confirmam a importância personalíssima que representa o Paulino Santiago para a nossa sociedade, senão vejamos: Dona Romilda, autora das duas letras, finais da sigla GTIB (o I de ideal e o B de beneficente), e que dividiu com seu esposo, agora falecido, 50 por cento da responsabilidade pela criação do Grupo, (já que na mesma sigla de GTIB o G de grupo e o T de teatro era de autoria dele), deu por encerrada as suas atividades teatrais. Nessa época também a Prefeitura desapropriou o prédio da Sociedade Italiana, já que o mesmo estava inativo e transferiu para lá a Câmara Municipal. Somente no ano de 1970 e que Paulino Santiago, juntamente com o saudoso Renê Boretti, retomaram as rédeas do teatro amador. Congregando ideais, muito esforço e muito tempo , dão início ao que podemos chamar de terceira fase do GTIB. A continuidade, portanto estava nas mãos desses dois vates itapirenses que se completaram e se irmanaram no sentido de legar a posteridade desprentenciosamente um pouco da grandeza de seus ideais. José (Bepe) Marella deixou com o Paulino a sua caixa de maquilagem e pediu a ele que sempre que fosse representar algum personagem, no Teatro, mesmo que não a usasse a levasse sempre consigo como lembrança.E assim Paulino vem cumprindo a promessa. Se, tem teatro a caixa vai junta. Foi fundado então o “Grupo Romilda Marella” numa justa homenagem àquela que foi juntamente com seu esposo José(Bepe) Marella a fundadora do GTIB. A partir dai, novamente começaram os ensaios: novos atores novas idéias...Tudo pronto e sob direção do Paulino Santiago subiu ao palco (com a homenageada presente), no Clube XV de Novembro a peça "O Intruso", uma comédia de três atos onde representaram os atores Rizieri Brianti, Miriam Baggini Lima, Paulo Martins Santiago, Stella Teresa Bosso, José Osmar Paschoal, Renê Borretti, Zulmira Bosso, José Luis Palandi, Silvana Rosy Mandatto, Geraldo Cintra Machado e Valdir Nunes. A direção geral ficou a cargo do Abel Barbanti. Houve nessa época muita polêmica entre os componentes do grupo, ressentimentos, mágoas, dissidências e principalmente o falecimento do querido ator Renê Boretti, em 2 de Maio de 1982, que marcaram um novo período de inatividade. Renê levou um pouco da alma do teatro itapirense junto consigo. Outra grande perda. Continuou existindo, no entanto o verdadeiro espírito teatral através dos seus principais representantes.O Grêmio Teatral "Romilda Marella” continuou com as suas incursões apesar de alguns melindres terem afetado seus puros e verdadeiros princípios. Mais ou menos nessa época em 1978 a Prefeitura de Itapira na gestão de Totonho Munhoz promoveu um Curso de Teatro e trouxe para Itapira para dirigir as questões culturais, especificamente o Teatro, o prof.Thiers Camargo, da cidade de Campinas. Thiers contribuiu expressivamente para reavivar a cultura teatral em nossa cidade e muito se deve agradecer ao Totonho, que nessa época era o prefeito, pela sua sensibilidade e pela sua presteza em despertar os interesses culturais em nossa cidade. Reunindo-se com os representantes do Teatro de Itapira Thiers, orientou,organizou e dirigiu as atividades teatrais sempre procurando trazer novos conhecimentos e melhorar a performance dos nossos atores (dicção, postura, procedimentos gestuais, cenários etc.).Com isso outro grupo de teatro dirigido por Luis Carlos Passarella juntamente com o “Grupo Romilda Marella” passaram a concorrer entre si beneficiando a ambos. Participaram pelo Grupo do Luis Carlos Passarella os brilhantes atores Luis Carlos Fiorin, Antonio Carlos P.Morais, Selma Regina Batista, Maria Angela Faraco Galego, Antonio dos Santos Silvia Ramos e José Marquezzini Neto. Nesse mesmo ano o "Grupo Teatral Romilda Marella" subiu ao palco com a peça "O Judas em Sabado de Aleluia", comédia em um ato de Martins Pena. O elenco estava assim representado: Jose Luis Pimenta, Paulo Martins Santiago, Selma Regina Batista, Dr.Emir Fesal Sabbag, Angela Regina Chagas, Laércio Froes (José Carlos de Oliveira), Aristides Brayon, e o diretor Thiers Camargo. Esse mesmo grupo levou aos palcos itapirenses seis outras peças dentre as quais a gozadíssima comédia "O Crime da Cabra", "Romaria das Noivas". Thiers ainda dirigiu a Escola de Teatro de Itapira por mais ou menos 4 anos tendo depois voltado para a sua cidade de origem. Dando continuidade a Escola Municipal de Teatro o Dep. de Cultura Esportes e Turismo voltou às mãos do prof.Oscar Soares de Campos Filho (Cali) e um novo ciclo do Teatro tem início.Dessa maneira entra em cena novamente o “Grupo Romilda Marella”. Foi levada ao palco do Anfiteatro do ESO nos dias 6 e 7 de Outubro de 1994 uma excelente peça. Tratava-se de uma gozadíssima comédia em dois atos: "Morreu o Lulu". O coordenador foi Jose Luis Palandi, a direção artística ficou com a Leninha Gattei e a Maria Angela Faraco. Os atores foram: Paulino Santiago, (autor da peça), Nelson Demiciano, Luis Fernando Fogaca, Aparecida de Jesus,Maria Angela Faraco e Leninha Gattei. A última peca que temos conhecimento foi levada ao palco (uma das datas que temos), em Águas de Lindóia, no dia 23 de Julho de 1994 e intitulava-se "A Borboleta Preta", comédia em dois atos. O diretor geral foi o Paulino Martins Santiago, o diretor artístico foi o Ramon Sartorelli, o diretor cultural foi o Marcelo de Castro. Os cenários ficaram por conta de José Luis Palandi e João Silvio Ferrari.O elenco de atores foi representado por Ramon Sartorelli, Marcelo de Castro, Erica Leite, Valeria Bueno, Niceia Fernandes, Daniela Fragoso e Paulino Santiago. A primeira apresentação de "A Borboleta Preta", foi nas dependências da Clínica de Repouso Itapira,(Clínica Cristália), e foi reprisada onze vezes (até o final do ano), dado o sucesso que fez aqui e em várias cidades da região. É de se salientar que nessa época o "Grupo de Teatro Romilda Marella", já atuou como Escola Municipal de Teatro "Romilda Marella", tendo o total apoio do DECET, diretamente ligado a Prefeitura Municipal. Dessa maneira, e com o calendário de apresentações cheio (já que tinha confirmada apresentação nas cidades de Jacutinga, Monte Sião, Mogi Guacu, Águas de Lindóia, Jaguariuna e Vinhedo) a Escola de Romilda Marella já era um nome consagrado nas lides teatrais da região. Através do GTIB Paulino Santiago tornou-se hoje também um nome consagrado no Teatro Amador de Itapira. Já é nome de troféu pela sua atuação na segunda fase; já fundou o “Teatro Romilda Marella”; já inaugurou a terceira fase do GTIB. Quiçá a primeira fase PAULINO SANTIAGO venha à tona! Nesse sentido já estamos observando uma mobilização que certamente resultará numa retomada para a continuidade das atividades teatrais em nossa cidade. Hoje ambos fundadores José Marella e D.Romilda Boretti são falecidos, ele no dia 31 de Julho de 1951 e ela no dia 30 de Julho de 1987. Almas gêmeas viveram pelos mesmos ideais e foram sepultados no mesmo dia e mês dos respectivos anos de falecimento. Foram embora com eles a perseverança, a luta, o ideal, a simplicidade, o improviso, o humor; no entanto, legaram-nos na integridade de seus princípios, a história, a cultura, a sabedoria, a experiência e um discípulo-contemporâneo que é o Paulino Santiago em cujos ombros se depositou a tarefa de levar adiante essa arte milenar que é o Teatro.Ambos com toda essa plêiade de atores e artistas deverão permanecer na História do Teatro de Itapira e da região. O G.T.I.B. foi um marco que posicionou o Teatro dentro da cultura em nossa cidade. Foi mais do que um Ideal Beneficente foi um ideal humano onde o Grupo Teatral, apenas representou os anseios de seus criadores no palco da vida. Com grata satisfação sabemos hoje que o Circolo Italiano de Itapira através do patrocínio da Prefeitura Municipal ganhou um espaço físico cultural onde estão sendo desenvolvidas importantes atividades culturais e artísticas. Totonho mais uma vez plagiando sua própria iniciativa de 20 anos atrás volta a contribuir expressivamente com a Cultura e a Arte propiciando que novos valores artísticos se evidenciem Aí está portanto o que podemos considerar uma resenha sobre os fatos históricos que nortearam a vida teatral em Itapira. Os responsáveis diretos para a concretização desse trabalho foram o Sr.Paulino Martins Santiago, o Dr. Paulo Fernandes e o Sr.Harley Marella (filho de José Marella e Romilda Boretti). O Sr.Paulino Santiago por tudo o que representou e representa ainda no contexto artístico em nossa cidade e que além de fornecer a maioria do acervo documental e fotográfico aqui exibido ainda prestou assídua assistência relembrando fatos e momentos de descontração e humor no cotidiano dos bastidores; O Dr. Paulo Fernandes pela brilhante idéia que teve em querendo homenagear tão ilustres personagens do teatro itapirense possibilitou-me a oportunidade de homenageá-los também; O sr. Harley Marella pela gentileza em fornecendo a foto da família e lembrando fatos interessantes sobre a vida de seus saudosos pais aqui reverenciados.
Fontes consultadas:
1) - "Álbum de Itapira", 1935 de João Netto
Caldeira.
2)
- "Relíquias de minha terra natal", 1959, de Jacomo
Mandatto.
3)
- "O Livro de Itapira", 1995 de Odette Coppos.
4)
- "Dic. das Ruas de Itapira, 1960 de Jacomo Mandatto
5) - "Genealogia dos Cintra", 1949, do Mons. Antonio Paes Cintra.
6)
- "Genealogia Paulistana de Silva Leme", 1904 de Luis Manuel da Silva
Leme.
7) - "Archivo Nobiliarchico Brasileiro", 1918, de Smith de Vasconcellos (Barão de Vasconcellos).
8) - Notas, escritos documentais, jornais e numerosos cartazes de propaganda de 1922 a 1994,
fornecidos gentilmente pelo seu
Paulino Santiago.
9) - Edição Com. dos 80 anos do Grupo Escolar "Dr Julio Mesquita" - (sobre Menotti Del Picchia...) do Jacomo Mandato
10) - Fotos cedidas pelo Prof. Harley Marella, Dr. Paulo Fernandes, Paulino Santiago e André Santiago.
11) - Estudos genealógicos sobre as famílias Boretti de Charles de Freitas.
12) – Inúmeras Revistas, jornais e “sites” na internet sobre a História do Teatro.
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