CRONOLOGIA
JURÍDICA DE ITAPIRA
(DE
1813 A 1901)
Momento Jurídico
Encerrou-se dia 23 do corrente no Salão do Júri do Fórum local a
Semana Jurídica – 98, coordenada e com patrocínio da OAB – sub-secção de
Itapira. Tal evento teve a sua frente seu presidente Antonio Carlos Martins
juntamente com o patrono do evento o Dr. Paulo de Almeida Serra, competentíssimo
magistrado da Justiça de nossa cidade e de São Paulo.
Estiveram aqui dignos
palestrantes que trazendo a luz e argumentando sobre os caminhos do Direito e da
Justiça, permitiram a causídica platéia absorver os rumos e a evolução dos
direitos nas questões das responsabilidades civis especificamente na área da
saúde, (Desembargador Francisco de Assis Vasconcellos Pereira da Silva, do
Tribunal de Justiça de São Paulo); dos aspectos interpretativos sobre o Código
de Defesa do Consumidor, (Procurador de Justiça Daniel Pereira Cintra); dos
reclamos de aprimoramento do Poder Executivo como um todo (professor, procurador
de Justiça e catedrático da Universidade De Campo Grande, MS) Mauri Valentim
Riccioti); dos enquadramentos constitucionais no Projeto do Código Civil (Juiz
de direito da Terceira Vara Cível de SP, Márcio Boscaro); do Direito e o
entrelaçamento extremado com suas Fantasias, (Promotor itapirense Carlos
Henrique Maciel).
Aproveitando
portanto a importância desse momento jurídico, e da
expressividade notória de seus participantes, o autor se permite também
integrar-se nesse acontecimento ao elaborar a presente matéria.
História - Cadeia, Câmara e Fórum
Neste antigo casarão funcionava a casa de Leis de Itapira – Câmara Municipal e Cadeia. Este prédio de data anterior a 1893 funcionou até 1905 e estava localizado ao lado da Igreja Matriz com frente para a rua Municipal (Ver livro de Itapira de Odete Coppos, pág.18).Confome JM a construção deste prédio se deu entre 1858 a 1860 e inicialmente funcionavam, a Câmara, a Cadeia e uma Escola. A instalação do Fórum em nossa cidade se deu a 8 de março de 1880 e funcionou no local mencionado acima. Posteriormente foi dado o nome ao prédio do Fórum ao Juiz Dr. Manoel Augusto de Ornellas, no dia 20 de agosto de 1858, pela Lei Estadual de nº 4.808. Tal projeto fora apresentado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo pelo deputado Márcio Porto conforme Projeto de Lei nº220 de 31 de abril de 1958, quando então fez referência ao homenageado.O Juiz Manoel Augusto de Vasconcellos, bacharelou-se em 1884 e após ter prestado serviços em várias cidades. Veio para Itapira onde por mais de 15 anos atuou como magistrado. Faleceu e foi sepultado em Itapira.

Prédio onde funcionou a Câmara, a Cadeia e uma Escola entre os anos1858 a 1905.
O primeiro réu julgado nesse prédio de Leis foi José Francisco de Camargo que em julho de 1875 assassinou com golpes de foice o escravo Lúcio, O Réu foi absolvido.

1ª e 3ª Fotos laterais do Fórum. Uma de frente para a Rua Rui Barbosa e a outra de frente para a Santa Casa, na Rua Duque de Caxias. O novo prédio do Fórum de Itapira terminou sua construção em 1960 e a inauguração se deu no dia 24 de outubro de 1961.
2ª Foto - No centro vemos a foto do Juiz Dr. Manoel Augusto de Ornellas que teve seu nome dado ao Fórum Municipal de Itapira.


Cronologia Jurídica
ITAPIRA,
ainda era conhecida como Bairro dos Macucos e esteve subordinada juridicamente
a Mogi Mirim desde os primórdios
de 1813 quando o primeiro Juiz de Vintena Francisco Clemente de Faria foi
nomeado. A administração da Justiça como se sabe tinha atribuições
contenciosas regidas pelas Câmaras Municipais. Somente a partir de 17 de Maio
de 1829 através da lei de 1º de
Outubro de 1828 é que a Câmara se tornou um órgão meramente administrativo.
Porém os juizes Ordinários foram mantidos até 1832,quando o Código do
Processo Criminal veio suprimi-lo e substituí-lo pelos Juizes Municipais,
nomeados pelo Governo Provincial, que escolhia baseando-se em uma lista de cidadãos
propostos pela Câmara Municipal.
Esse mesmo Código do
Processo Criminal também vinha substituir os corregedores e ouvidores por
Juizes de Direito.
A partir de 3 de Dezembro de 1841,por força de uma nova lei os Juizes Municipais passaram a ser de nomeação do governo provincial e ademais deveriam ser bacharéis em direito.
JUIZES DE VINTENA: Os juizes de vintena foram criados em Mogi
Mirim e começam a aparecer em 1813, Dessa forma eram nomeados para o exercício
de suas atribuições jurídicas para os lugares onde se encontrassem mais de 20
vizinhos (Daí o nome – Juiz de Vintena). Esse índice populacional era
considerado por constituir-se num novo povoado. O valor das causas que julgavam
estabelecia-se de acordo com o número de vizinhos: 20 a 50 vizinhos: causas até
cem réis;50 a 100 vizinhos: 200 réis;100 a 150 vizinhos:300 réis; 150 a 200
vizinhos: 400 réis (vide a Ord. do
L.I.TIT, 65 573).Tais juizes de vintena foram suprimidos na primeira organização
judiciária do Império.
Convém lembrar ainda que o artigo 162 da Constituição do Império
criou os Juizes d e Paz, que ficaram sendo os juizes das pequenas demandas. Hoje
são meros juizes de casamento; funcionavam nos distritos de paz, hoje distritos
e sub-distritos. Na República, consoante a nova organização judiciária,
desapareceram os Juizes municipais apenas mantidos os Juizes de Direito.
A POLICIA Durante o regime das Ordenações, a polícia era
exercida pelos almotacés e alcaides. Dispunham eles do auxílio das companhias
de ordenanças comandadas por um capitão-mor e compostas de três companhias,
cada uma com um capitão, um tenente e um alferes (V. João Mendes Júnior, in
“Revista Histórica do Município de Moji-Mirim”, in “Almanaque de
Moji-Mirim e Mogi Guaçu para 1889”, pág.5).
Mais tarde, surgiram os
delegados de polícia em lugar dos almotacés e alcaides, e foi criada a Guarda
Nacional, que veio tomar a vez das companhias de ordenanças. A Guarda Nacional
foi extinta já em pleno período republicano, com a lei do serviço militar
obrigatório, no governo de Afonso Pena, 1903.
JUÍZES
DE VINTENA
1813
- FRANCISCO CLEMENTE DE
FARIA
1816–
JOSE DE SOUZA DIAS
1817–
FRANCISCO CLEMENTE DE FARIA
1824–
MANUEL DE SANT’ANA
1828–
DANIEL JOSÉ RODRIGUES
1845
EM
18 DE MARÇO INSTALOU-SE AQUI O CARTÓRIO DE ORFÃOS, SENDO NOMEADO O SR.JOAQUIM
MANOEL THOMAZ QUE PRESTOU
COMPROMISSO PERANTE A FIGURA DO
JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO DA COMARCA DE MOGI MIRIM SR.FRANCISCO JOSÉ DE
AZEVEDO.
1847
CRIADA
A FREGUESIA DE N. S. DA PENHA (OU PENHA DE MOGY-MIRIM, CONF.O “ALMANACH
PAULISTA“ DE 1917 DE JORGE PIRES DE GODOY) EM 08 DE FEVEREIRO DE 1847.
1858
CRIADA
A VILA DE NOSSA SENHORA DA PENHA EM 02 DE MARÇO DE 1858 ATRAVÉS DA LEI
PROVINCIAL Nº4, TENDO SIDO INSTALADA A CÂMARA EM 20 DE SETEMBRO DESSE MESMO
ANO.EM AGOSTO AINDA DESSE ANO FORAM NOMEADOS OS PRIMEIROS FUNCIONARIOS
MUNICIPAIS: JACYNTHO JOSE DE ARAUJO CINTRA, SECRETÁRIO;JOÃO BATISTA DE ASSIS
GLÓRIA, FISCAL; JOSÉ MANOEL SOARES, PROCURADOR E JOSÉ FRANCISCO, PORTEIRO.
860
A 1864
JUÍZES
DE PAZ: JOSÉ MARIANO DE TOLEDO, BENTO JOSÈ DE ARAÚJO CINTRA, JOÃO BATISTA
PINTO E JOAQUIM DA ROCHA CAMPOS
NETTO
1864 A 1868
PARA
O JUIZADO DE PAZ ENTRARAM OS SRS. JOSÉ MARIANO DE TOLEDO, DR.
JOAQUIM FLORIANO DE ARAÚJO CINTRA E JOSÉ THEODORO PEREIRA DA SILVA.
1869
A 1872
JUÍZES
DE PAZ: CAP. BENTO JOSE DE ARAUJO CINTRA, TENENTE FRANCISCO DE ASSIS DE ARAUJO
CINTRA, FRANCISCO ASSIS SOARES E FRANCISCO ANTUNES GARCIA.
1871
PELA
RESOLUÇÃO Nº41 DE 30 DE ABRIL DE 1871 MUDOU O NOME DA CIDADE PARA PENHA DO
RIO DO PEIXE.
1873
A 1876
JUIZES
DE PAZ, SRS. ALFERES JOSÉ AUGUSTO DE ARAÚJO CINTRA, TENENTE JOAQUIM DA ROCHA
CAMPOS NETTO, ANTONIO DOMINGOS DE OLIVEIRA CESAR E DR. JOSÉ JOAQUIM DE MORAIS.
1877 A 1880
JUÍZES
DE PAZ ANTONIO DOMINGOS DE OLIVIERA CESAR, JOÃO JOSÉ ESPINOLA, VICENTE JOSÉ
RAMALHO E JOSÉ AUGUSTO DE ARAÚJO CINTRA.
1879
CRIADO
O TERMO DA PENHA DO RIO DO PEIXE EM 17 DE OUTUBRO DE 1879.NESSA OCASIAO
RECEBERAM NOMEAÇÃO PARA 1º, 2º E 3º SUPLENTES DO JUIZ MUNICIPAL
RESPECTIVAMENTE OS SRS. JOÃO BATISTA CINTRA, DELFIM JOSÉ DA ROCHA CAMPOS E
JOAQUIM FLORIANO PEREIRA DA SILVA.
PRIMEIRA
SESSÃO DO JURI REALIZADA EM ITAPIRA ANTES DE SER COMARCA FOI NO DIA 08 DE MARÇO
DE 1880.FOI PRESIDIDA PELO DR. JOÃO GONÇALVES DE OLIVEIRA, JUIZ DE DIREITO DE
MOGI MIRIM, SERVINDO DE PROMOTOR O DR. PEDRO NUNES LEÃO VELLOSO E ESCRIVÃO
INTERINO JOSÉ PIRES MONTEIRO.
A
PENHA DO RIO DO PEIXE FOI ELEVADA A CIDADE PELA LEI Nº89 DE 27 DE JUNHO DE
1881.FORAM EMPOSSADOS JUNTO COM OS VERADORES PARA O PERÍODO LEGISLATIVO OS JUÍZES
DE PAZ: JOAQUIM DA ROCHA CAMPOS NETTO, ANTONIO CARLOS DA CUNHA CANTO, JOAQUIM
FLORIANO PEREIRA DA SILVA E JACYNTHO BUENO DE ARAÚJO CINTRA.
1883
JUÍZES DE PAZ: TENENTE JOAQUIM DA ROCHA CAMPOS NETTO, TENENTE JOAQUIM FLORIANO PEREIRA DA SILVA E MAJOR JOSE AUGUSTO DE ARAÚJO CINTRA.
1883
- INSTALAÇAO DA COMARCA DE ESPÍRITO SANTO DE PINHAL EM ITAPIRA.ESSA COMARCA
FORA CRIADA PELA LEI Nº.62 DE 28 DE MAIO DE 1881, PORÉM A SUA INSTALAÇÃO SÓ
OCORREU EM 30 DE OUTUBRO DE 1883.NESSE ATO COMPARECEU O PRIMEIRO SUPLENTE DE
JUIZ MUNICIPAL EM EXERCÍCIO O SR. DR. JOAQUIM AUGUSTO GOMES DA CUNHA. APÓS O
DISCURSO DE INSTALAÇÃO DA REFERIDA COMARCA, HOUVE A TRANSMISSÃO DA JURISDIÇÃO
DE JUIZ MUNICIPAL AO SR. VEREADOR MANOEL DA ROCHA CAMPOS CARDOSO. ESTE ASSUMINDO
A JURISDIÇÃO PLENA DE JUIZ DE DIREITO DA COMARCA, DANDO POSSE E JURAMENTO AO
PROMOTOR NOMEADO DR. JOSÉ JOAQUIM DE MORAIS.DIREITO AO SR. VEREADOR
1889
EM
3 DE FEVEREIRO FOI DISSOLVIDA A VEREANÇA, SUBSTITUÍDA POR UM CONSELHO DE
INTENDÊNCIA COMPOSTO DOS SRS. JOÃO JACKSON KLINKE, PRESIDENTE; JOÃO MAFRA,
ANTONIO DA COSTA DANTAS, ANTONIO CANDIDO FERRAZ SALLES E JOAQUIM PIRES MONTEIRO.
1890
DECRETO
Nº 40 DE 01 DE ABRIL DE 1890 MUDOU O NOME DA CIDADE PARA ITAPIRA
1892
A
COMARCA DE ITAPIRA FOI CRIADA PELA LEI ESTADUAL Nº 80, DE 25 DE AGOSTO DE 1892
1893
A 1895
JUÍZES
DE PAZ: JOÃO BATISTA DA ROCHA, ANTONIO EDUARDO DE ALMEIDA E RAPHAEL ANTUNES
GARCIA.
1896
A 1898
JUÍZES
DE PAZ: ANTONIO LOBATO VELHO, TENENTE MAXIMIANO PEREIRA DE OLIVEIRA E CAPITÃO
BENTO DE OLIVEIRA ROCHA.
JUIZES
DE PAZ: ANTONIO LOBATO VELHO LOPES, CAP. BENTO DE OLIVEIRA ROCHA E O FARMACÊUTICO
JOÃO PEREIRA MACHADO.
O
CARTÓRIO DE PAZ DE ITAPIRA FOI INSTALADO NO DIA 15 DE JANEIRO DE 1889 PERANTE O
JUIZ DE PAZ DAVID JOSE PEREIRA DA SILVA.O PRIMEIRO CASAMENTO FOI CELEBRADO EM 31
DE JULHO DE 1889 E OS NOIVOS FORAM BENTO DE OLIVEIRA ROCHA E D.ANA BRASILINA DA
CUNHA.O PRIMEIRO NASCIMENTO REGISTRADO FOI A 20 DE JANEIRO DE 1889, DE ELYSIO,
FILHO DE JOÃO CLIMACO PEREIRA E D.MARIA ERMANTINA AUGUSTA PEREIRA.O PRIMEIRO ÓBITO
REGISTRADO FOI O DE ANA ASTROGILDA DE ALMEIDA, FILHA DE
JOSE CALIXTO DE ALMEIDA.
Foro e Fisco Policial

Autoridades Municipais de 1935
De cima para baixo e da esquerda para a direita vemos: Afonso Celso Vieira, Juiz de Paz; Dr. Raul Otávio da Fonseca, Promotor; Belmiro Ferreira de Oliveira, 1º Tabelião; Benedito Alves Lima, Escrivão do Júri; Noé de Oliveira Rocha, 2º Tabelião; Eugênio Rodrigues Bomes., Escrevente do Cartório do Júri; Lafayete Vieira. Solicitador; Dr. Heraldo Cintra de Andrade, Advogado; Pedro Ferreira Cintra, Contador; Américo Breda, Aux.do 1º Ofício; Mário e Antonio Rodrigues Gomes, Escrevente e Ajudade Habilitado do Cartório de Paz; José de Mello Vieira, Oficial de Justiça.

Autoridades Municipais de 1935
De cima para baixo e da esquerda para a direita vemos: José Theodoro Pereira da Silva, Ataulfo de Ulhoa Canto (Coletores Federal e Estadual); Pedro Ferreira de Mello Alvarenga, Escrivão da Coletoria Federal; Sebastião Aristeu Ferreira, Escriturário da Caixa Econômica; Dr. José Augusto Valle de Almeida, Delegado de Polícia; Durval Vieira de Souza, Escrivão da Coletoria Estadual; Farmacêutico Antonio Serra e Lázaro Pereira da Silva, 1º e 2º suplentes do Del. De Polícia; Joaquim Bento Ferreira Alves, Escrivão de Polícia; Sargento, Comandante do Destacamento; José Botero, Carcereiro e Sargento Lázaro do Nascimento, Aux.do Comandante.