Fábrica de Chapéus
SARKIS
- HISTÓRIA -
Praticamente a Indústria de Chapéus Chirolli de propriedade do Sr. Ângelo Chirolli, montada em 1915, foi o embrião da Fábrica Sarkis. Essa fábrica estava localizada pelo menos em 3 endereços, sendo uma delas a casa que existia na esquina da rua Manoel Pereira com a Duque de Caxias, perto da padaria do Pedro Colferai. Essa chpelaria funcionou durante algum tempo na rua José Bonifácio na casa onde depois funcionou a "Sapataria Dudu". Angelo Chiroli foi casado com Rosália Colferai, irmã do padeiro Pedro Colferai. Somente em 1920 que a Industria de Chapéus Sarkis se instalou em Itapira, tendo como proprietários Sarkis João e seu filho João Sarkis. Essa fábrica de chapéus do ângelo Chiroli foi adquirida pela família Sarkis para dar continuidade a sua produção. Então, sob nova direção, logo a propriedade se tornou pequena demais devido a expansão da fábrica Sarkis.Nessa época havia uma área pantanosa que ficava entre as ruas José Bonifácio e Alfredo Pujol, Largo da Estação nº 1 (atual rua Manoel Pereira). Por ali passava dois córregos, cujas águas inundavam tudo quando chovia muito. Formava se ali um alagaciço de grandes proporções dificultando a produtividade da empresa.. Em 1917 o prefeito Francisco Vieira determinou que se aprovasse pela Câmara provimento para a drenagem, aterro e execução de serviços de engenharia para corrigir esses problemas. Somente após vencidos esses obstáculos naturais, pode se então erguer os pavilhões para a construção da Indústria Sarkis inaugurada no dia 12 de outubro de 1922.

Funcionários da Fábrica de Chapéus de Ângelo Chiroli. Essa fábricamontada em 1915, foi praticamente o embrião para a construção da Fábrica de Chapéus Sarkis
A foto foi tirada em 23 de janeiro de 1923 após a venda para a família Sarkis.
Nesta foto podemos reconhecer: O primeiro em pé da esquerda para a direita o italiano e corpulento Ângelo Chiroli; a terceira e a quarta pessoas sentadas na primeira fila são: Salim Costa, e Ofélio Marconi, e na segunda fila as três primeiras mulheres são Alice Cintra, Júlia Jacob (Barison) e Benedita de Oliveira.

1ª Foto - Este sobrado de linhas exóticas, era parte da Fábrica Sarkis. Alí residiu com sua família o sr. Sarlis João
2ª Foto - Sócios fundadores da Fábrica de Chapéus "Sarkis João & Cia." . Podem ser vistos encima Sarkis João o seu filho João Sarkis Filho e embaixo seu outro filho José Sarkis
3ª Foto - Belíssimo quadro em tela, pertencente ao acervo da família Sarkis. Vemos aí todo o esplendor da Fábrica de Chapéus ocupando todo o quarteirão.
Quem não se lembra da Fábrica de Chapéus Sarkis, cujas instalações ficavam ali em frente ao Cartório do Mauricio Sabbag, ocupando todo o quarteirão onde estão localizados o prédio de apartamentos: Edifício Residencial Celencina Caldas Sarkis, o Edifício Jatiuca, o Edifício Oxford e o Sarkis Comercial Center. Naquela época centenas de operários trabalhavam diuturnamente na produção dos famosos chapéus Sarkis, que eram inclusive exportados para vários estados brasileiros.Essa grandiosa indústria de chapéus foi fundada em 1911 pelo Sr. Sarkis João e seu filho João Sarkis. Nascido na Síria em 1870, Sarkis João veio para o Brasil tendo estado primeiro em Campinas,
depois São Joaquim, onde foi proprietário de importante casa comercial.Vindo para Itapira aqui estabeleceu-se tendo fundado então a referida indústria que funcionou muito modestamente na produção de chapéus de lã e pelo. Aos poucos, devido a boa qualidade desses produtos, e sendo bem aceito pelo mercado consumidor a fábrica necessitou expandir-se. Saindo das acomodações acanhadas onde se encontrava, a fábrica mudou-se em 1924 para o prédio construído para esse fim. A construção foi complementada em 1930, com a instalação na sua parte central, em forma de torre, da residência da família Sarkis, que antes morava numa das casas do Sr. Arsênio Fernandes, onde funcionou a "Foto Suzuki", hoje ocupada por uma imobiliária. E bom salientar que o projeto e a construção da Fábrica, do sobrado e até da chaminé foi obra do Sr.Vitorio Coppos. José Sarkis outro filho de Sarkis João atuou juntamente com seu irmão na administração da fábrica até 1938. Ainda em expansão outras fábricas foram incorporadas ao patrimônio do clã Sarkis.Foram adquiridas as fábricas de Chapéus Guarani de Limeira e uma fãbrica de Sao João da Boa Vista.João Sarkis Filho faleceu em 1944 e seu único filho, Sebastião Jader Sarkis, a viúva D. Celecina Caldas, seus filhos e genros assumiu a direção da empresa , sob a chefia de Sebastião Jader Sarkis. No entanto, apesar de sua extrema dedicação, o desuso do chapéu em todo o mundo e principalmente no Brasil forçou a desativação das linhas de produção. Aos poucos a desativação foi total e em meados da década de 60 já nada restava da grandiosa Fábrica de Chapéus Sarkis. A parte central onde existia a torre e que servia de residência à família, passou afuncionar como restaurante com o nome de "Sobradão".
Hoje, só resta, como mostra a foto, apenas um cantinho do que foi o grande prédio da fábrica.Bem em frente ao Círcolo Italiano, esse pedacinho de saudade, ainda teima em resistir aos avanços urbanos, onde suas paredes de fundo vem servindo como abrigo de ônibus e se prédio ocupado pela "Constrular". Na 2ª foto, mais antiga, ainda pode se ler a palavra SARKIS, já desaparecida na 1ª foto, cuja marca foi conhecida internacionalmente e hoje só é lembrada pela perpetuação de seu nome através do Sarkis Comercial Center .
Algumas lembranças ainda inebriam a nossa mente.Uma das coisas que ficaram bem marcadas eram as enchentes que vez ou outra alagavam as dependências internas da fábrica e as ruas adjacentes. O córrego lava-pés que passava por baixo da indústria, não dava vazão as torrenciosas chuvas e acabavam por inundar a empresa causando-lhe frequentemente sérios prejuízos.Esse córrego lava-pés que tanto transtorno já causou naquela Itapira dos anos 50 e 60, nasce praticamente de um lençol freático lá na biquinha dos Freitas, onde hoje é o bairro "Tola Cavalo"ou Vila Keneddy.Esse lençol freático subterrâneo procede das minas d'água que afloram lá pelos lados onde ficava a chácara dos Caversan (Cavarzan).É provável ainda que tenha a mesma origem hidrológica da mina dos Salgados, que tinha esse nome porque ali moravam os primeiros descendentes da grande familia Salgado de Itapira, dai ser chamada antigamente de "Vila dos Salgados", Essa "Vila" ficava então, onde hoje é a Rua Joaquim Inácio da Silveira, entre a Praça 9 de Julho indo até o quarteirão de baixo na Rua Duque de Caxias. Esses olhos d'água que emergiam dessas minas, confluiam-se e formavam um riacho que acabava por passar pelas ruas XV de Novembro, descendo a rua da Padaria São Jorge indo desaguar por entre as casas que ficavam em frente a Fábrica Sarkis. Quando chovia muito então havia o transbordamento das águas para o interior da fábrica. Esse riacho ainda serpenteia fazendo curvas ora aflorando ora já fechados pelas construções.Passa mais abaixo pelo fundos do supermercado Cubatão que fica em frente ao Circolo italiano.Daí passa por baixo e ao lado do Shopping e acaba desaguando no riozinho da rua 7 de Setembro, seguindo paralelo à Av. Rio Branco e por fim terminado no Ribeirão da Penha.

1ª Foto - Foto de fins de 1904 (esquina da "Rua da Estação" bem antes da construção da Fábrica Sarkis. Vemos o córrego lava-pés e o boeiro alí construído, para dar vazão as águas da chuva e do próprio córrego.
Havia frequentemente transbordamentos de água que causavam muitos transtornos e preocupações
2ª Foto - Vista aérea onde podemos ver todo o quarteirão ocupado pela Fábrica Sarkis (1935) ao fundo vemos o escadão sobre a via férrea da Mogiana bem abaixo em frente
à Fábrica, à esquerda está Cartório do Maurício Sabbag.Na rua no canto a esquerda vemos o sobrado do Gino Piva, a Fábrica de enxadas do Albano Pegorari, a casa do Albano Pegorari, e a Casa do Luigi Galdi.
Mas voltando ao Sarkis e às suas lembranças: uma outra coisa que muitos ainda se lembram era quando o apito das 11 horas indicava a hora do almoco.Quando o portão da fábrica se abria para dar saída aos seus 400 funcionários, era um "Deus nos acuda". Todos queriam sair de uma só vez e muito apressados se esparramavam pelas calçadas e ruas "atropelando" quem estivesse à frente.Hoje daqueles que tem entre 65 e 75 anos de idade muitos foram operários da Fábrica Sarkis. Lembro-me com grande saudade quando no dia primeiro de cada ano íamos à frente da grande mansão da família Sarkis pedir tão costumeiro"Bom Princípio do Ano". Lá em baixo ficávamos aguardando o sr.João Sarkis Filho nos brindar com balas e dinheiro.Lá de cima na sacada do casarão, ele fazia questao de jogar para baixo, além das guloseimas as famosas "manoelitas"(um merreis, um cruzeiro ou"destao"como chamávamos as notinhas azuis de "Hum mil reis").As vezes vinha lá de cima no meio das "manoelitas" uma nota de 2 mil reis (amarelinha) ou ainda muito raramente uma de 5 mil reis (marronzinha).Com que alegria e algazarra disputávamos a famosa "aleluia de dinheiro" que o sr.João nos proporcionava todos os anos.
Nesta foto podemos ver os diretores e funcionários da Fábrica de Chapéus Sarkis em 1925.
Na 1ª fila estão sentados, da esquerda para a direita: Maria de Almeida, Benedito Miranda, Sarkis João, João Sarkis Filho, Paulo...(?), Sebastião Ferreira de Mello e José Sarkis. Na 2ª fila, na mesma ordem: Teresa "Lila" Ravetta, Julieta Risolla, ...Salgado, Pasqualina Pegorari, (?), (2), ...Cescon, Alice Cintra, Lázara Faria, Nella Belan, Alzira Martins, Josefa Mariotoni (?), Brasilia Rogatto. Na 3ª fila: (?), (?), Clélia Ravetta, (?), (?), Mafalda Nozari, Carola Sarkis, Rosa Fecci, Benedita de Oliveira, ...Caversan, ...Oliveira, ...Oliveira. 4ª fila: (?), (?), Santo Breda Sobrinho, *?), Alécio Barizon, (?), (?), (?), (?), Miguel Costa (atrás), José Cintra Neto (Juquita), (?), Azis Nicolau (?), Altino Martinho de Oliveira, (?), Doracy Faria, Benedito ...(Calunga). 5ª fila: Antonio Martinho de Oliveira (Tonicão), José Anastácio (Pepino), (?), (?), (?), (?), Antonio Spécie, (?), (?), (?).
A identificação dos nomes dessa foto foi feita por Amonclair Cintra epertence ao seu acervo. Transcrito de J.Mandatto.

Duas fotografias que mostram o momento da saída para o almoço dos funcionários da fábrica Sarkis
Hoje ainda quardo dois chapéus que pertenceram ao meu pai (um de feltro e um de palhinha).No interior de suas abas pode-se ler a famosa marca "Sarkis" com as letras em vermelho. Conta Paulino Santiago que certa vez fora solicitado seus préstimos profissionais de fotógrafo pelo Sr.João Sarkis Filho, que queria documentar algumas inovações no interior da fábrica.Pois bem, lá chegando foi recebido pelo seu gerente geral (Waldomiro Barrios) que muito educadamente solicitou-lhe que esperasse.Paulino ficou aguardando ate estar frente a frente com o sr.João Sarkis.Quando João adentrou a sala para o encontro com o nosso intelocutor, parou e após uma rápida passada de olhos por cima de sua cabeça simplesmente virou-se nos calcanhares dizendo ao seu gerente que nao o atenderia por este estar sem chapéu.Paulino imediatamente mandou pedir-lhe entao um chapéu para que pudessem completar a conversa.Diante da negativa da resposta, quem deu nos calcanhares foi o Paulino e não executando dessa maneira a encomenda.
Chapéu

Modelo de chapéu de lã e caixa com a famosa marca "Sarkis"
Propaganda

Propaganda apelativa para o uso dos Chapéus Sarkis veiculados no jornal "Cidade de Itapira" em 1941
Esportes
- "O SARKIS FUTEBOL CLUB" -

Foto danificada do arquivo Paulino Santiago (década de 30)
Podemos reconhecer: da esq.p/dir. agachados Paulo Ulbricht, (?), Abrão Costa, Tatico Cintra, Dr. Decio Galdi e José Maria.
Em pé na mesma ordem: Oscar Pires e José Coelho de Oliveira, (?) e deitado no centro o Cilinho ( goleiro).

1- Foto à esquerda Agachados: Piriquito, João Galdino, Jair Amaral, Cristovinho, Carlucha e Tide Baldassini.
(Foto da década de 40, cedida por Armando Mantoan e já publicada por Arlindo Belini)
2 - Foto à direita - Equipe do”Sarkis Futebol Clube” da década de 40.
Esta foto foi tirada em frente à Fábrica Sarkis.Podemos reconhecer os seguintes jogadores:
deitado com a bola, o Cilinho (goleiro). Da esq. p/ a dir. agachados: Cidoca, Santim Breda, Oscar Pires Andrade, Abrão Costa e Romildo Barizon.O 3º à esquerda todo de branco é o José Maria (gerente da Fábrica)

Equipe do “Sarkis Futebol Clube” da década de 50.Vemos em pé Eca Lovatto,
Nelson Bazzani, Boró, Tonhão (goleito), Bastião de Jesus, Doraci Miranda (motoroi) e Joaquim Coradi (coradinho).
A Fábrica de Chapéus Sarkis também se desenvolveu nos esportes.Foi fundado em 01 de Fevereiro de 1935 a primeira equipe de futebol: o "Sarkis Futebol Clube", além de equipes de bola ao cesto (cestobol na época), hand-ball bem como jogos de salão.A sede social esportiva ficava na rua Alfredo Pujol e era administrada pelos dirigentes da fábrica e pelos funcionários.O clube possuiía 2 campos esportivos: o estádio municipal, que ficava junto ao parque "Juca Mulato" e o campo do Paulista, no alto da Santa Cruz, onde hoje‚ é o campo do ESO. Naquela época o Clube já contava com 398 associados. Seus presidentes de honra eram os srs. Sarkis João, deputado Francisco Vieira, Anacleto Magalhaes Pereira, Dr.Achiles Galdi e Joao Batista Rossi. A primeira diretoria em 1935 era composta dos seguintes: João Sarkis, presidente; Natal Gozi, vice-presidente;Tulio Zanovello; Oscar De Gol e João Alves da SIlva, 1º, 2º, e 3º secretários; José Cintra Netto e Aziz Nicolau, 1º e 2º procuradores; José Sarkis, Antonio Martinho, Oscar Pires e Achiles Milan, diretores esportivos e Santo Breda, capitão do quadro principal.Naquele ano de 1935 o Clube disputou 16 jogos com times de toda a região e o saldo foi bastante favorável, tendo o seguinte resultado: 10 partidas ganhas, 4 empates e 2 partidas perdidas, tendo 44 gols a favor e 12 contra. As fotos mostram as equipes que brilharam em nosso solo itapirense nas décadas de 30, 40 e 50.
- O CONCURSO DE BELEZA -

Coroação das beldades eleitas da Fábrica de Chapéus Sarkis, nos idos de 1946 em solenidade realizada no Club XV de Novembro.
Ao centro, em destaque, Ivone Bonamelli, tendo ao seu lado portando a bandeja de coroas, Meri Leitão.
Da esquerda para a direita – as princesas: Diva de Lazari, Juventina (Tina), Diolete Fiorini e Ana Molinari.
Devido ao grande número de funcionárias do sexo feminino a Fábrica de Chapéus Sarkis tinha no seu quadro de operários muitas jovens cuja graça e beleza eram de cair o queixo.Foi assim que em 1946 através de um concurso onde participaram e votaram todos os funcionários foram eleitas respectivamente rainha e princesas as senhorinhas: Ivone Bonamelli (sra.Irineu Recchia); Diva de Lazari (sra.Wilson Breda), Juventina Artuzzi (Tina), Diolete Fiorini (sra.Alécio Gotti) e Ana Molinari (sra. Luciano Venturini. As solenidades da coroação foram realizadas com grande pompa no Clube XV de Novembro.
- A PRAÇA JOÃO SARKIS FILHO -

Busto erigido em memória de João Sarkis Filho em 18 de Janeiro de 1945.
A foto mostra o referido monumento ainda no interior da Fábrica.
Sua transferência se deu em 1961, quando da inauguração da Praça em sua homenagem.
A praça João Sarkis Filho foi criada pela lei número 93, de 28 de Maio de 1961 e está localizada entre o antigo Supermercado do Mixtro, hoje Supermercado do Cubatão e o Círculo Italiano.Ali se encontra o busto daquele que foi um dos mais produtivos e importantes líderes da indústria chapeleira do país.Foi um dos fundadores da Associação Comercial de Itapira. É importante salientar que o busto de João Sarkis Filho que se encontra na praça que levou o seu nome encontrava-se no interior da fábrica cuja homenagem póstuma já lhe havia sido outorgada em 1945.
Lê-se portanto na placa alusiva ao evento o seguinte: "· Memória de João Sarkis Filho que foi a personificação do trabalho, da per- severança e do carinho.Saudosa homenagem da sua família. Itapira 18 de Janeiro de 1945.Quando a lei número 93, em 1961 criou a Praça em sua homenagem seu busto foi para alí transferido.
Muitas e muitas histórias se passaram alí no interior da fábrica e que se eternizaram na memória de seus diretores e funcionários.Durante o trabalho as pessoas iam se conhecendo a ao longo do tempo iam se transformando em sólidas amizades. Ainda hoje vemos muitos que se tornaram cunhados e compadres devido a grande afinidade que os uniu através do trabalho.Muitos casamentos ocorreram entre funcionários de cujo bojo aí estao hoje os quarentões também já casados e até com netos.Unem-os a lembrança dos dias de grande labor e deleitam-nos hoje com suas historias mescladas com muita seriedade e muito humor.Fatos pitorescos, tragicos e tragi-cômicos, muitas ocorrências e acontecimentos marcaram a vida de todos que tiveram a grata satisfaçao de trabalhar na fábrica. Nao fora ela, muitas amizades, casamentos e muitos fatos históricos hoje não existiriam.Permitiu que por mais de 50 anos muitas familias se beneficiassem direta ou indiretamente de suas atividades.Permitiu também revelar que seus diretores eram homens decididos inteligentes e dotados de grande potencial administrativo.E que apesar do Paulino Santiago não ter recebido o tão cobicado e sonhado chapéu do João Sarkis todos eram dotados também de uma generosidade impar porém cmedidas e muitas contadores de muitas histórias sobre a Fabrica de Chapéus
Aí está portanto um pouquinho mais do que aprendemos com a história.Está sempre dinâmica nunca se esgota e acrescenta sempre momentos, fatos, relatos, informa‡äes e registros documentais que faz de nós pretensos e humildes historiadores acreditar no esgotamento dos assuntos e no ineditismo de nossos relatos.Que saibam todos que nunca deixaremos de acrescentar com nossas pesquisas sempre um pouquinho mais do que já foi dito sobre o passado das coisas e das pessoas.Devemos retornar sempre ao veio ou filão do que já foi escrito e assim estaremos seguramente contribuindo com a verdadeira história de nossa terra e da nossa gente.
"Mestre‚ é aquele qu aprende e não aquele que ensina".
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