U
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O
barão de UBÁ foi João Rodrigues Pereira de Almeida
Adenda
Colaboração de Anamaria Nunes
Em suas Viagens pelo Brasil, Augusto de Saint Hilaire nos apresenta um homem de grande valor e influência naquele tempo: João Rodrigues Pereira de Almeida, figura do alto comércio no Rio de Janeiro e dono de Ubá em 1816, quando hospedou nessa fazenda o ilustre naturalista.
Relatando a viagem que fez às fontes do São Francisco e a Goiaz, Saint Hilaire nos diz que não teria podido concluí-la sem o auxílio e a amizade de João Rodrigues (1).
(1) M. João Rodrigues Pereira de Almeida n´etait point à Uba quand je me m´y arrêtai; mais avant mond départ, il m´avait donné, pour differentes villes, de lettres de recommendation et de crédit qui me furent de la plus grande utilité. Sans son appui et son amitié, je le repète ici plein de reconnaissance, je n´aurais pas achevé mon voyage. (Voyage aux sources du Rio S. Francisco, I, p.20)
E na que fez em 1822 a Minas e a São Paulo, lê-se, datado de Benfica, 31 de Janeiro, o seguinte trecho: "Enquanto (o almocreve) carregava as mulas, serviço em que gastou um tempo infinito, fui conversar com o dono da casa. Com naturalidade falei-lhe de João Rodrigues. Êste nome que tantas vezes me tem servido de talisman ainda agora produziu o costumado efeito. Manifestou-me imeditamente muita deferência e deu-me, como almôço, café com leite e pão com manteiga. O mesmo quanto ao meu pessoal (1)."
(1) Segunda Viagem do Rio de Janeiro a Mnas e a São Paulo (1822). Trad. de Affonso de E. TAUNAY (Brasiliana, 1932)
Escreve depois, de São João del Rei, com as datas de 23 e 25 de Fevereiro: "Dera-me o procurador de João Rodrigues Pereira de Almeida uma carta de crédito para o principal negociante de São João, o Sr. João Batista Machado. Apresentei-me na casa dêste homem a quem encontrei estendido sob o balcão. Nem mesmo se levantou para me receber. Fez ler minha carta e disse-me que estava pronto a honrar a assinatura do representante de João Rodrigues, mas, se quisesse receber dinheiro, precisava aceitar um desconto de 6%, porque no Rio de Janeiro só se pagava em papel, que em São João tinha tal depreciação... Ofereci inscrever no recibo que sacara, o dinheiro pedido em valores metálicos, devendo, portanto, ser reembolsado da mesma forma no Rio de Janeiro."
"O Sr. J.B. Machado não quis a minha proposta, dizendo que os valores metálicos no Rio de Janeiro apenas têm um ágio de 4% sôbre o papel moeda e que aqui êle poderia obter 6% do seu dinheiro."
Transcrevi êsses trechos de SAINT-HILAIRE, porque atestam, não só como João Rodrigues foi útil ao naturalista, mas ainda porque mostram num caso interessante o câmbio interior naquele tempo e as relações comerciais entre o Rio de Janeiro e São João del Rei, facilitadas pela abertura da estrada do Comércio nas matas de Valença.
Por mais insistentes que tenham sido as minhas pesquisas, não consegui saber onde e quando nasceu João Rodrigues Pereira de Almeida, nem quando morreu. O Arquivo Nobiliárquico Brasileiro, organizado pelos Barões de Vasconcelos e Smith de Vasconcelos, e publicado em Lausanne, em 1918, limita-se à página 547, a escrever-lhe o nome e a data em que foi agraciado com o título de barão de Ubá.
Em 1793 já era homem feito e em 1828 ainda vivia. Era comerciante na Côrte em 1808 e por decreto de 2 de Agôsto dêsse ano foi autorizado a usar em transações mercantis da firma Joaquim Pereira de Almeida & Companhia, cujo sócio aparente aparece com a qualidade de comerciante, na Gazeta do Rio de Janeiro, no. 31, de 15 de Abril de 1813.
"Tinha casa no Rio e em Lisboa; tinha duas fazendas, uma em Vassouras, a de Ubá, e outra no município de Valença, Casal; tinha também navios, que traficavam para a Costa d´África, transportando escravos, não sei se para seu comércio ou se apenas os fretes." É o que me escreveu de Barra Mansa a pessoa mais velha da família, meu primo Matheus Ribeiro do Val, em carta de 21 de Julho de 1945, antes de afogar-se nas águas do Paraíba.
Sigamos a carreira de João Rodrigues na vida pública. É um curriculum vitae que se confunde com um notável cursus honorum.
Por decreto de 24 de Agôsto de 1808, foi nomeado deputado à Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação do Estado do Brasil e Domínios Ultramarinos, criada pelo alvará da véspera à semelhança da regulada em Portugal pela lei de 5 de Junho de 1788, que reformou a Junta do Comércio instituida pelo decreto de 30 de Setembro de 1755, cujos estatutos foram aprovados pelo alvará de 16 de Dezembro de 1756.
Tomou posse no dia 18 de Maio de 1809, prestando o juramento perante o conde de Aguiar, presidente da Junta, e a sua assinatura se lê, não só no têrmo respectivo, como em muitos outros de juramento prestado por outros deputados nomeados ulteriormente, sendo de 21 de Outubro de 1827 o últmo em que ela figura.
Por decreto de 24 de Janeiro de 1809 foi nomeado diretor do Banco criado na cidade do Rio de Janeiro pelo alvará de 12 de Outubro de 1808, em cujos textos se lê somente a qualificação de Banco Público; mas nos estatutos que o acompanham, datados de 8 do mesmo mês, já se denomina o estabelecimento Banco do Brasil.
João Rodrigues concorreu como acionista para a fundação do Banco e foi também prestamista no empréstimo para o estabelecimento da Fábrica de Pólvora criada no Rio de Janeiro pelo decreto de 13 de Maio de 1808.
Foi-lhe concedido o hábito da Ordem de Cristo por decreto de 16 de Maio de 1810, como solicitara, justificando serviços que prestou ao Estado (1).
(1) Petição e justificação existente na Biblioteca Nacional (Secção de Documentos Biográficos, C.20,40 - 496 e 14 - 1018,43).
Por decreto de 23 de Fevereiro de 1821 foi nomeado deputado à Comissão da Junta criada pelo decreto de 18 dêsse mês, em que se determinava a ida do príncipe real D. Pedro a Portugal, para o preparo de uma Constituição destinada ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Essa Carta devia ser transmitida ao rei, que a aprovaria e sancionaria.
Criou-se desde logo a Comissão, composta de membros residentes no Rio de Janeiro, para formar com deputados das cidades e vilas principais do Brasil, Açores, Madeira e Cabo Verde uma Junta encarregada de adaptar as disposições constitucionais aos respectivos territórios.
Por decreto de 26 do mesmo mês e ano foi nomeado diretor do Banco do Brasil pela real Fazenda e a seu pedido o decreto de 5 de Março dêsse ano designou quatro auxiliares para o ajudarem na comissão de que estava incumbido como representante da Fazenda Real na Junta do Banco. Essa Junta, composta de dez sócios, é quem administrava os fundos do estabelecimento, exercendo a diretoria as funções de um conselho fiscal.
Foi-lhe concedido, como pediu, o título de conselheiro honorário da Fazenda Real pelo decreto de 26 de Março de 1821, tendo alegado, para obtê-lo, os serviços prestados como deputado à Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, como diretor fiscal do Banco do Brasil e como inspetor da nova estrada para Minas Gerais: a do Comérciio, por onde viajou SAINT-HILAIRE.
Teve também uma carreira militar: a justificação junta à petição para obter a comenda da Ordem de Cristo prova que êle assentou praça de alferes no 1º regimento de milícias da freguesia da Candelária, em 9 de Julho de 1793 e que foi promovido a capitão de caçadores dêsse regimento a 24 de Março de 1797.
Vê-se também por essa justificação que a sua companhia foi tôda vestida e armada por êle, tendo além disso feito presente ao govêrno de material bélico, inclusive peças de artilharia, tudo constante de uma lista junta à petição. Fizera também despesas com os índios da Mantiqueira, colaborando, parece, com seu tio José Rodrigues da Cruz, o amigo dos Coroados.
Foi agraciado com o título de Barão de Ubá por decreto de 12 de Outubro de 1828.
Eis tudo o que pude obter sôbre João Rodrigues Pereira de Almeida nos livros de SAINT-HILAIRE e nos documentos existentes no Arquivo Público e na Biblioteca Nacional. Parece-me que não nasceu no Brasil; tinha navios negreiros e casa de comércio em Lisboa, não sendo provável que a um brasileiro coubesse tão considerável importância na praça do Rio de Janeiro, de que era de certo a primeira figura naquele tempo.
A pessoa do barão de Ubá interessa a minha narrativa, tanto por sua atuação na história de Valença, colaborando com o tio, e depois inspecionando a estrada para Minas, como pelo que se relaciona com a formação da Cachoeira.
Com efeito, meu tio bisavô, João Ribeiro do Val, e seu sobrinho Matheus Gomes do Val, meu avô, o fundador dessa fazenda, começaram a vida, um como empregado no seu "comércio e o outro como administrador", segundo outro trecho da carta de Matheus Ribeiro do Val, já citada.
"Cachoeira e Porongaba" (A Concessão de Sesmarias no Brasil e a Lavoura de Café nas Montanhas de Valença), Niterói, Escola Estadual Dom Bosco, 1951.
Desembargador Vieira Ferreira
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UBÁ

O visconde com grandeza de UBÁ foi Joaquim Ribeiro de Avellar que nasceu em 12 de Maio de 1821 e faleceu em 1 de Outubro de 1888.Era filho dos 1ºs. barão de CAPIVARI.Casou a 17 de Novembro de 1849 com Mariana Velho da Silva,filha do Conselheiro José Maria Velho da Silva,Veador e de Leonarda Maria Velho da Silva,Dama de Sua Magestade a Imperatriz.Eram pais da 2ª baronesa de MURITIBA Maria José Velho de Avellar,Cama Efetiva de S.M.a Imperatriz e de S.ª imperial a Senhora Condessa d’Eu.Residiu em Boulogne s/Seine.Importante agricultor na Província do RJ e Tenente-Coronel da Guarda Nacional.Era Oficial da imperial Ordem da Rosa,Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial e sócio correspondente do IHGB desde 1845.
Correção do original
Obs.Onde
se lê "filho dos 1ºs.barões de CAPIVARI leia-se filho do barão de
CAPIVARI
Colaboração
Foto José Renato Pessôa Dantas
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UBERABA
O
visconde com grandeza de UBERABA foi José Cesário de
Miranda Ribeiro que nasceu na cidade de Ouro Preto em MG,em 1792 e
faleceu no RJ em 7 de Maio de 1856.Era filho de Theotonio Mauricio de Miranda
Ribeiro e de Antonia Luiza de Faria Lobato,irmã do Senador João Evangelista de
Faria Lobato.Casou em primeiras núpcias co Maria José Monteiro de Miranda
Ribeiro e em segundas núpcias com Ana Cândida de Miranda e Lima,que faleceu no
RJ em 2 de Dezembro de 1880,com 80 anos de idade,.Bacharel em leis pela
universidade de Coimbra em 1821,chegou a Ministro do Supremo Tribuna, de Justiça.Foi
Presidente da Província de MG,em 1837 e de SP em 1836.Representou sua Província
natal nas Cortes Portuguesas em 1821-1822,e na Assembléia Geral nas
legislaturas de 1826 a 1844,quando foi nomeado Senador pela Província de
SP.Conselheiro de Estado em 1842,era Grande do Império,Comendador da Imperial
Ordem da Rosa e da de Cristo,membro do IHGB desde 1839.
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UNA
O
barão de Uma foi José Antonio Lopes,natural da
Província de Pernambuco.Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa.
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URUGUAI

O
visconde com grandeza de URUGUAI foi Paulino José Soares
de Souza que nasceu em Paris a 4 de Outubro de 1807 e faleceu no RJ em 15
de Julho de 1866.Era filho do Físico-Mór Dr. José Antonio Soares de Souza e
de Antonia Magdalena Soares de Souza.Casou com Ana Álvares de Macedo Soares de
Souza,filha de João ÁLVARES de Azevedo e de Maria de M,acedo Freire.Depois de
cursar a universidade de Coimbra,veio a formar-se na Academia de SP onde em
1831,tomou o grau de bacharel em ciências jurídicas e sociais.Abraçou a
magistratura que abandonou quando já era Desembargador da Relação do RJ.Foi
eleito deputado à 1ª Assembléia provincial do RJ e representou esta Província
na Câmara,nas 3ª a 7ª legislaturas de 1834 a 1848.Presidiu a Província do RJ
por duas vezes em 1836 e em 1840.Em 1849 foi eleito senador por essa província,foi
cinco vezes Ministro de Estado,ocupando a pasta da Justiça,no 4º Gabinete de
1840 da Regência do marques de OLINDA e no 2º Gabinete de 1841;a dos
Estrangeiros,no 3º Gabinete de 1843,no 10º de 1848,e no 11º de 1852.Em 1855
foi encarregado de uma missão em Paris,para tratar da questão de limites com a
Guiana.O visconde de URUGUAI ofereceu então.para chegar-se a uma solução,a
linha intermediária do Calçoene.O governo de Napoleão III por seu ministro
Drouyn de Lhuys,recusou-se a este acordo.Mais tarde o governo Helvético
satisfez inteiramente as reclamações do Brasil,fixando definitivamente a linha
do Oiapoque como limite com a Guiana Francesa.Foi nomeado Conselheiro de Estado
em 1853,era do Conselho de S.M. o Imperador,Grande do impe´rio,Oficial da
I.Ordem do Cruzeiro,Grã-Cruz da I.Ordem da rosa ,de S.Januário de Nápoles,da
R.Ordem de Cristo de Portugal,da Coroa de Ferro da Áustria,e do Danebrog da
Dinamarca.Na república das letras era membro honorário da Academia Tiberiana
de Roma,da Academia Arqueológica da Bélgica,da academia Britânica de Ciências,Artes
e indústrias,da Sociedade Zoológica de Aclimação e paris,do IHGB desde
1839,etc.
Regina Cascão - foto do site do Senado Federal
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URUGUAIANA
Fotos do barão com grandeza de URUGUAIANA
O
barão com grandeza de URUGUAIANA foi Ângelo Muniz da
Silva Ferraz que nasceu em Valença,na Baia em 1812 e faleceu em Petrópolis
em 18 de Janeiro de 1867.Casou com Francisca Eulália de Lima Ferraz.Formado em
direito pela Faculdade de Olinda em 1834,foi promotor público,Juiz de
direito,deputado provincial e geral nas 5ª,6ª,7ª e 9ª legislaturas de 1843 a
1856,senador pela província da Baia.Em 1856 foi nomeado inspetor da Alfândega
da Corte em 1848;presidiu a província do RS em 1857.Ministro da Fazenda e
Presidente do Conselho no 15º Gabinete de 1859,da Guerra no 21º Gabinete de
1865,acompanhou sua Magestade o Imperador à Uruguaiana assistindo à sua rendição
e da marinha na 22º Gabinete de 1866.Grande do Império,Conselheiro de Estado
em 1866.Era sócio do IHGB desde 1845,Grã-Cruz da Real Ordem de
Cristo de Portugal e Comendador da imperial Ordem de Cristo,dignitário
da I.Ordem da Rosa e Vereador de S.Magestade
a Imperatriz.
Colaborador
José Renato Pessôa Dantas - Envio da fotografia da direita
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O
2º barão e visconde de URURAI foi Manuel Carneiro da
Silva que nasceu em 19 de Abril de 1833,na província do RJ e que faleceu
em Quissaman,RJ a 18 de Setembro de 1917.Era filho dos viscondes com grandeza de
ARARUAMA.José Carneiro da Silva e de Francisca Antonia de Castro Carneiro,filha
do barão de SANTA RIOTA.Era irmão dos barões de MONTE CEDRO e de QUISSAMAN e
do 2º visconde com grandeza de ARARUAMA.Era Tenente-Coronel da Guarda
Nacional,Moço Fidalgo da Casa Imperial,Fidalgo Cavaleiro e Cavaleiro da
Imperial Ordem de Cristo.
Brasão de Armas: O de seu irmão o visconde com grandeza de ARARUAMA.Escudo esquartelado:no primeiro quartel,em campo de goles,um castelo com sua muralha e torre; e firmados em chefe,quatro escudetes:ao primeiro em campo azul,uma flor de Liz de prata e bordadura de ouro;ao segundo e quarto escudetes,de azul com cinco besantes de prata,postos em santor,e no terceiro,em campo de azul,uma aspa de goles;no segundo quartel as armas dos Carneiros. – de vermelho,com uma banda de azul,coticada de ouro e carregada de três flores de Liz,do mesmo metal,entre dois carneiros de prata,passantes,armados de ouro;no terceiro quartel,as armas dos Silvas, - de prata,um leão de goles rompente,armado de azul;e no quarto as armas dos Fonsecas, - de ouro,com cinco estrelas de vermelho,de cinco pontas,postas em aspa.TIMBRE : um dos carneiros das armas.
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O
barão de URUSSUI foi João da Cruz e Santos.Era
Coronel da Guarda Nacional.
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UTINGA
visconde e viscondessa de Utinga
O
1º barão e visconde de UTINGA foi Henrique Marques Lins
que faleceu em 10 de Novembro de 1877 em Pernambuco.Casou com Carolina de Caldas
Lins e eram pais do barão de ESCADA.Era comendador da imperial Ordem de Cristo
e Oficial da Imperial Ordem da Rosa.
Adendas de
1 -Fonte:
2 - Há um engano no ANB quanto à esposa do Visconde. Quem é aí citada como sua esposa, Viscondessa de Utinga, é na verdade sua nora.
O genealogista e historiador Guilherme Auler, autor de publicação editada e distribuída pelo Museu do Açúcar- Instituto do Açúcar e do Álcool, em 1963, intitulada " Os Utinga - filhos, netos e bisnetos do Senhor do Engenho Matapiruma" informa os dados corretos, com base em manuscrito do próprio Visconde, iniciado em 1827, e documentos primários. Também no Jornal do Comércio, do Recife, em 04-04-1944, Dr. Auler publicou artigo intitulado "Dez correções ao Arquivo Nobiliárquico", artigo este que depois foi reproduzido na RGB - Revista Genealógica Brasileira. Partes dos dois trabalhos de Guilherme Auler estão transcritos abaixo, corrigindo as anotações sobre Henrique Marques Lins. E parte do manuscrito do filho do Visconde, Marcionilo da Silveira Lins, abaixo também se transcreve, para informar dados sobre a morte do titular.
Os Utinga- Filhos, netos e Bisnetos
"Nasce Henrique Marques Lins, a 13 de julho de 1800 ou 1799, conforme ele próprio declara, no seu manuscrito intitulado Livrinho importante para minha casa. Há, pois, dúvida quanto ao ano exato do nascimento. Seu genro Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti, nas Lembranças e Apontamentos para meus filhos, indica como data de nascimento do sogro 13 de julho de 1800. Mas o filho Marcionilo da Silveira Lins, no manuscrito Livro de minhas prezadas recordações e lembranças, prefere o 13 de julho de 1799, para nascimento do Senhor do Engenho Matapiruma.
Casa-se ele a 16 de fevereiro de 1824, na Capela do Engenho Gurjaú de Cima, com ANTONIA FRANCISCA VELOSO DA SILVEIRA, perante as testemunhas Miguel Acioli Lins e Francisco Severino Cavalcanti Lacerda. Nascida em 1807, Antonia Francisca Veloso da Silveira é filha de José Veloso da Silveira e de Maria Francisca Godinho."
Dez correções ao Arquivo Nobiliárquico
Incorreção: 'Carolina de Caldas Lins', Viscondessa de Utinga.
"Henrique Marques Lins, Visconde de Utinga, casou-se a 16 de fevereiro de 1824 com Antônia Francisca Veloso da Silveira, nascida em 1807, filha de José Veloso da Silveira e de Maria Francisca de Jesus Godinho. A ascendência do Visconde de Utinga e a da Viscondessa podemos encontrar nos manuscritos deixados pelo seu filho Marcionilo da Silveira Lins, e pelos seus genros Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti e Antônio Marques de Holanda Cavalcanti.
Carolina de Caldas Lins era filha do Comendador José Luiz de Caldas Lins, Senhor do Engenho Una e Perereca, e de d. Maria Leopoldina da Rocha Lins; irmã da Baronesa de Una (Francisca de Caldas Lins Lopes) e do Visconde de Rio Formoso (Dr. Francisco de Caldas Lins). Casou-se a 31-7-1853, com Marcionilo da Silveira Lins, sétimo filho dos Viscondes de Utinga."
Manuscrito Livro de minhas prezadas recordações e lembranças
de Marcionilo da Silveira Lins, filho do Visconde
"No dia 30 de agosto de 1871, foi meu prezado pai acometido de um ataque de apoplexia, que o deixou com a saúde bem arruinada e das conseqüências desse ataque veio a morrer na tarde do dia 6 de novembro de 1877, às 2 e meia da tarde e enterrado na Capela do seu Engenho Matapiruma"
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UTINGA

barão de Utinga
O
2º barão de UTINGA foi Florismundo Marques Lins, natural
de Pernambuco
Adendas
Regina Casão - Fonte: Os Utinga - filhos, netos e Bisnetos do Senhor do Engenho Matapiruma, de Guilherme Auler . Ed. Museu do Açúcar - Instituto do Açúcar e do Álcool - Recife, 1963.
Regina Cascão:- Foto do barão. Coleção Francisco Rodrigues - Fundação Joaquim Nabuco - Recife,PE
Disponível no site Domínio Público, do governo federal
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