S - 2

                                                                                                                   ========================================================

SANTO AGOSTINHO

conde de Santo Agostinho

O conde de SANTO AGOSTINHO foi D.José Pereira da Silva Barros, que nasceu em Taubaté, SP em 24 de Novembro de 1835 e faleceu na mesma cidade em 16 de Abril de 1898.Era filho do Capitão Jacinto Pereira da Silva e de Ana Joaquina de Alvarenga. Iniciou seus estudos no Convento de Santa Clara e concluiu-os no Seminário Episcopal de SP em 1858,recebendo ordens de Presbítero. Foi 4 anos professor no Seminário, Vigário de Taubaté em 1864,permanecendo nesta paróquia 19 anos. Eleito Bispo de Olinda em 1881,foi o primeiro Bispo a pregar por sua eloquente palavra, a liberdade do escravo. Removido em 1891 para a Diocese do RJ, ai permaneceu até esta Diocese ser elevada à Arquidiocese e ser ele então substituído por Monsenhor Esberard, o que causou enorme pesar a todos e provocou viva polêmica no Congresso e nos jornais. Nomeado então Arcebispo de Darnis, retirou-se desgostoso para a sua cidade natal, onde viveu o resto de vida na prática do bem e da caridade. Era Camarista Secreto de S.S. o Papa Pio IX, membro do Conselho deS.M. o Imperador, Capelão-Mór da Casa Imperial, Assistente ao Solio Pontifício e Prelado Doméstico de S. Santidade.

CRIAÇÃO DO TÍTULO: Conde por decreto de 16 de Maio de 1888

                                                                                                                    ====================================================================

         SANTO AMARO

                

         Marquês e marquesa de Santo Amaro

                Fonte da figura do marquês: www.senado.gov.br     

O barão e visconde com grandeza e marques de SANTO AMARO foi José Egydio Alvares de Almeida que nasceu na Vila de Nossa Senhora da Purificação cidade de S. Amaro na Baia em 1 de Setembro de 1767 e faleceu no RJ em 12 de Agosto de 1832.Era filho de José Alvares Pinto de Almeida, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Capitão-Mór das Ordenanças da Baia e de Antonia de Freitas, ambos da Bahia. Casou a primeira vez com Maria do Carmo de Passos e Almeida (*) e a segunda vez com Maria Benedita Papança de Almeida (**). Foi Secretário do Gabinete do Príncipe Regente D.João que quando aclamado nomeou-o em 1818 Conselheiro do Erário Régio e do Conselho da Fazenda. Em 1823 sentou-se entre os deputados da Assembléia Constituinte ,representando a Província do RJ. Foi Embaixador em Missão Extraordinária em Londres e Paris em 1831,e o 1º Presidente do Senado na Sessão de 1826.Foi um dos dez Conselheiros que formularam e assinaram a Constituição do Império Era Senador pelo RJ, nomeado em 1826,Conselheiro de Estado efetivo em 1823,Grande do Império, Gentil-Homem da Câmara do 1º Imperador, Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro, etc. Era barão por Portugal, e cavaleiro da Ordem de Malta.

Adendas  

(*) Casou-se em primeiras núpcias a 14.02.1795, em S. Pedro de Alcântara, Lisboa, Portugal ( segundo registro do Livro  11 de matrimônios da Freguesia da Ajuda, fl. 316), com MARIA DO CARMO DO PAÇO  BRUQUES, nascida por volta de 1775, em Purificação de Oeiras, Lisboa, Portugal, falecida a 25.09.1799, em Lisboa ( registro de óbitos da Freguesia de Barcarena, Livro 2º O, fls. 197). Sepultada no Convento da Boa Hora, em Belém - antigo concelho do Distrito de Lisboa. Filha de Joaquim José do Paço e de Quitéria Jacinta Teresa de Jesus ( moradores em Ajuda, Lisboa).

(**) Casou-se em segundas núpcias por volta de 1802, em Portugal com MARIA BENEDITA ( CORDEIRO) PAPANÇA, nascida a 10.11.1787, em Portugal, e falecida a 30 de julho de 1846, no Rio de Janeiro. Sepultada no dia seguinte no Convento de S. Antônio.

" Os Presidentes do Senado no Império" , publicação de 1997 do Senado Federal. Autoria de Carlos Eduardo Barata.

Fonte: " Presidentes do Senado no Império", Editora Senado Federal, 1997, autor: Carlos Eduardo Barata.

 

Carlos G. Rheingantz, RJ 1960, páginas 112 a 121.Não houve grandeza, conforme retificação ao ANB pelo autor de "Titulares do Império"

                                                                                                                    ====================================================================

SANTO ANDRÉ

O barão de SANTO ANDRÉ foi o Dr. José de Amorim Salgado que nasceu em PE a 30 de Março de 1853.Era filho de Paulo de Amorim Salgado, natural e batizado na freguesia de Una, PE, Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial; neto de outro Paulo de Amorim Salgado, Comendador da I. Ordem da Rosa, Oficial da I. da Rosa ,proprietário abastado na Comarca do Rio Formoso em PE e de Francisca de Paula Wandreley. Era bacharel em ciências jurídicas e sociais, pela Faculdade do Recife e seguindo a carreira da magistratura, exerceu o cargo de Juiz de Direito em Goiás. Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial.

BRASÃO DE ARMAS: As de seu pai. Escudo esquartelado: no primeiro quartel, as armas dos Amorim, - em campo vermelho cinco cabeças de mouros em aspa; com toucas de prata, barbas de ouro, rostos encarnados; no segundo, as armas dos Salgados, - em campo verde, duas torres de prata com janelas pretas e uma cadeia, tendo no meio um saleiro de ouro e sobre ele uma aguia de sua cor com os pés nas torres; terceiro, as armas dos Mellos, - em campo de góles seis besantes de prata em uma dobre cruz e uma bordadura de ouro; no quarto as armas dos Barretos, - o campo de arminhos. TIMBRE: a águia com o saleiro no bico. PAQUIFE: das cores e metais das armas.(Brasão passado em 28 de Janeiro de 1867.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.73).

                                                                                                                 ====================================================================

SANTO ÂNGELO

barão de Santo Angelo

O barão de SANTO ÂNGELO foi Manuel de Araújo Porto Alegre que nasceu na cidade do Rio pardo, RS em 29 de Novembro de 1806 e faleceu em Lisboa em 29 de Dezembro de 1879.Era filho de Francisco José de Araújo e de Francisca Antonia Vianna. Casou com Ana Paulina de Lamare. Foi professor de pintura histórica da Casa Imperial e da Imperial Academia de Belas Artes do RJ. Era professor de desenho da Escola Militar, Diretor da Imperial Academia de Belas Artes, Cônsul na Saxônia e Prússia (1859) e Cônsul Geral em Lisboa, quando faleceu. Poeta e artista ,soube manejar com igual maestria o pincel e a pena elegante, legando ao país copiosa obra literária e artística. Era Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, Comendador da Imperial Ordem de Cristo, da Ordem de Isabel a Católica, de Espanha, da Coroa de Ferro de 2ª classe da Áustria e da Ordem de Carlos III, de Espanha; sócio honorário do Instituto Histórico de França,da Sociedade de Belas Artes e de Belas Letras da Politécnica de Paris, da Academia Real de Ciências de Lisboa da Arcádia de Roma, do Instituto Nacional de Washington, e de muitas outras sociedades artísticas, científicas e literárias.

BRASÃO DE ARMAS: Em campo de prata uma aspa azul de cinco besantes de ouro, que são as armas dos Araújos.

CRIAÇÃO DO TÍTULO: barão por decreto de 21 de Maio de 1874.

                                                                                                                 ====================================================================

SANTO ANTONIO

O barão de SANTO ANTONIO foi Antonio Pinto de Oliveira.

Adenda

BALBINA PEREIRA NUNES. Baronesa de Santo Antonio. Casada com Antonio Pinto
de Oliveira, Barão de Santo Antonio. Receberam o Título Nobiliárquico em 15
de   Agosto de 1882. Dona Balbina era a sexta filha do 1o. Casamento do Comendador Inácio Pereira Nunes e de Dona Maria Luiza da Silva, falecida em 1816, filha de Manoel
Gomes da Silva e de Dona Anália Maria. Era irmã do Barão de São Carlos e meia-irmã do Barão do Rio do Ouro. Este era o 10o. filho do Comendador Inácio Pereira Nunes e de sua segunda esposa, Dona Leocádia Vasconcellos de Araújo, casada em 1817, filha de Bento Borges
de Araújo e de Dona Maria Joaquina de Vasconcellos.

Colaboradores:


Pesquisa de
Cinara Jorge, colaboração da Professora Ezilma Teixeira, Historiadora em Três Rios.

Texto enviado pela pesquisadora e genealogista Ana Maria Nunes.

                                                                                                                      ====================================================================

SANTO ANTONIO DA BARRA

O barão de SANTO ANTONIO DA BARRA foi José Egydio de Moura Albuquerque. Era Coronel da Guarda Nacional.

Adenda

 José Egydio de Moura e Albuquerque - agraciado com o título de Barão de Santo Antônio da Barra. Título de origem toponímica, tomado de cidade da Bahia.  Nasceu na região de Rio de Contas, Bahia. Filho de Manoel Justiniano de Moura Albuquerque e de Auta Rosa de Sousa Meira.  Casou-se mas não teve filhos. Obteve o título por ter custeado, às suas expensas, o socorro às vítimas da peste na cidade de Rio de Contas. Era primo irmão do Barão de Vila Velha, este  filho de Martiniano José de Moura e Albuquerque. Os Moura e Albuquerque estabeleceram-se no sertão baiano e tiveram participação destacada em todos os acontecimentos de importância histórica da Bahia e do Brasil nos séculos XVIII e IX. Uniram-se em casamentos com os primos das famílias Rocha Medrado, Novaes e Albuquerque e foram famosas as suas lutas com os Canguçus.

Colaborador: Carlos Alberto Medrado - pesquisador baiano.

                                                                                                                      ====================================================================

SANTOS

viscondessa e marquesa de Santos

A viscondessa e marquesa de SANTOS foi Dometila de Castro Canto e Mello que nasceu em SP em 27 de Dezembro de 1797 e faleceu em SP a 3 de Novembro de 1867.Era filha dos viscondes de CASTRO e irmã do 2º visconde de CASTRO e da baronesa de SOROCABA. Casou em primeiras núpcias com Felício Muniz Pinto Coelho de Mendonça, natural de MG, filho do Coronel e Capitão-Mór Felicio Muniz Pinto Coelho da Cunha e de sua primeira mulher Mariana Manuel Furtado de Mendoncça. Em segundas núpcias casou com o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, nascido em Sorocaba, SP em 4 de Outubro de 17793,filho do Coronel Antonio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Eufrosina Ayres de Aguiar. De ambos esses casamentos deixou geração, além da que teve de S.M. o Imperador D.Pedro I a duquesa de GOIÁS, a duquesa de CEARÁ e a condessa de IGUASSU e mais um filho falecido em tenra idade.Era Dama do Paço e condecorada com a Banda da Real Ordem de Santa Isabel,de Portugal,por decreto de 4 de Abril de 1827.

BRASÃO DE ARMAS: As de seu pai o 1º visconde de Castro. Lisonja partida em pala: na primeira as armas dos Canto, que são: de vermelho com um baluarte de prata posto de quina; e na Segunda, as armas dos Castro, que são: de prata com seis arruelas de azul, postas duas a duas. TIMBRE: o abaluarte encimado por um pombo.

                                                                                                                     ====================================================================

SARAPUÍ

O conde de SARAPUÍ foi Bento Antonio Vahia que faleceu em 1 de Dezembro de 1843.Casou com Rita Clara de Araújo Vahia. Era Moço Fidalgo da Casa Imperial, Guarda Roupa de Sua Magestade o Imperador e Grande do Império.

Adendas

Colaboração de Regina Cascão

Bento Antonio Vahia - agraciado com o título ( Dec 02.12.1840 ) de Conde de Sarapuí. Título de origem toponímica, tomado de um rio do mesmo nome, no estado do Rio de Janeiro.A família Vahia é de origem galega e dela fez parte um dos mais famosos governadores da cidade do Rio de Janeiro, Luiz Vahia Monteiro, " O Onça", que deu origem á expressão " no tempo do Onça".  O ramo carioca desta família, ao qual pertence o Barão, tem sua origem em Isabel Teixeira ( Vahia) de Mesquita, tia materna do citado governador. Bento Antonio Vahia ( nascido em 1780 no Rio de Janeiro e falecido em 1843, foi Gentil Homem  da Imperial Câmara. Casou-se com Rita Clara de Araújo, e foram pais de Cecília Rosa de Araújo, que se casou na família Caldeiras Brandt de Minas Gerais, e veio a tornar-se a primeira Condessa de Iguaçu.

Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes; Sarapuí, Conde de ; família Vahia.

                                                                                                                 ====================================================================

SÃO BENTO

O barão de SÃO BENTO foi Francisco Mariano de Viveiros Sobrinho que nasceu no Maranhão em 1819 e faleceu na cidade de Alcântara, nessa mesma Província em 10 de Janeiro de 1860.Foi deputado à Assembléia Geral na 10ª legislatura de 1857 a 1860,pela Província do Maranhão e chefe do partido conservador em sua Província. Era Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial.

BRASÃO DE ARMAS: Escuto esquartelado: no primeiro quartel em capo de ouro três viveiros cheios de água azulada, com orla verde; no segundo, em campo azul, um muro com porta entre duas torres de prata e lavrado de preto; no terceiro em campo de prata, duas cervas passantes de púrpura e uma bordadura vermelha com os escudinhos das armas de Portugal, e no quarto também em campo de prata uma aspa azul com cinco besantes de ouro nela. PAQUIFE: dos metais e cores do brasão.(Brasão passado em 6 de Junho de 1857.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.35).

Adendas

Colaboração de Regina Cascão 

Francisco Mariano de Viveiros Sobrinho - agraciado com o título ( Dec 02.08.1853 ) de Barão de São Bento.Título de origem toponímica, tomado do município de S. Bento, no estado do Maranhão. Integrante de importante família estabelecida no Maranhão, filho do Senador Jerônimo José de Viveiros ( 1789 - 1857 ) e de Ana Rosa Mendes.  Nascido em 12.01.1819 em Alcântara- MA e falecido a 10.01.1860, também no Maranhão. Bacharel em Direito, deputado à Assembléia Geral Legislativa, pelo Maranhão ( 1858 ). Fidalgo cavaleiro da Casa Imperial. teve mercê da Carta de Brasão de Armas. Foi casado com Mariana Francisca Correia de Souza.

Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: São Bento, Barão de; família Viveiros.

                                                                                                                    ====================================================================

SÃO BORJA

     

Barões de São Borja

O barão de SÃO BORJA foi Victorino José Carneiro Monteiro que nasceu no Recife ,PE em 1816 e faleceu em Porto Alegre RS, em 24 de Outubro de 1877.Era filho do major João Francisco Carneiro Monteiro e de Isabel Rosa Carneiro Monteiro. Casou em 2 de Fevereiro de 1842 com Benevenuta Amalia Ribeiro, filha do marechal Bento Manuel Ribeiro e de Maria Amância Ribeiro. Ainda estudante, marchou para a guerra de Panellas de Miranda e Jacuipe na província de PE e ferido gravemente foi dispensado 3m 1833.Amanuense da Prefeitura da Polícia do Recife em 1836 fez campanha do RS em 1837,chegando ao posto de major .Fez também a campanha do Estado Oriental do Uruguai em 1854 sendo promovido a Comandante da 1ª Brigada com o posto de Tenente-Coronel. Na campanha do Paraguai como Brigadeiro, assistiu a muitos combates entre eles o de 24 de Maio, onde foi ferido alcançando oposto de marechal de campo, por atos de bravura; Comandante das Armas de PE em 1870 e do RS em 1871.Fidalgo Cavaleiro da Casa imperial, era Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Rosa, Comendador da Imperial ordem de S.Bento de Aviz em 1869 tinha as medalhas do Mérito e Bravura Militar, do Uruguai e a Geral da Campanha do Paraguai, com passador de ouro.

Colaboradora

Regina Cascão: - Foto dos barões. Coleção Francisco Rodrigues - Fundação Joaquim Nabuco - Recife,PE

Disponível no site Domínio Público, do governo federal

                                                                                                                         ===================================================================

SÃO BRÁZ

O barão de SÃO BRÁZ foi Bráz Carneiro Leão que faleceu em PE, aos 3 de Fevereiro de 1876.Casou com Henriqueta Archangela Carneiro Leão. Era Comendador da Imperial Ordem de Cristo.

BRAZÃO DE ARMAS: Em campo vermelho, uma banda de azul, cotiçada de ouro, carregada de três flores de liz do mesmo entre dois carneiros de prata armados de ouro. TIMBRE: um carneiro do escudo

     Adenda

Brás / Braz Carneiro Leão - agraciado com o título ( Dec 17.05.1871 ) de Barão de S. Brás. Título de origem religiosa, por formação antroponímica, tomado ao santo que homenageia o primeiro nome do titular. Nasceu em 1804* na cidade do Cabo-PE e falecido em fevereiro de 1876** no Recife-PE, tendo sido sepultado na capela do engenho S. Brás. Filho de de Manuel Carneiro Leão Campello (1779/1847) e de Maria do Carmo Diniz Bandeira, casados em 1800. Senhor dos engenhos Retiro, Harmonia, Limoeiro e Cueirinha, todos em Pernambuco. Secretário de Legação Brasileira junto à Corte de Viena da Áustria, sem os vencimentos de ordenado ( 13.01.1829 ). Oficial da Ordem da Rosa (14.03.1860) e Comendador da Ordem de Cristo (1869). Casou-se a 08.09.1830 com sua prima Anna Izabel Carneiro Leão***, nascida cerca de 1802 e falecida em 08.02.1849 no Recife-PE, filha de seu tio Manuel Netto Carneiro Leão – irmão de sua mãe, e de Maria Theodora de Barros Campello.

Observações:

* o Dicionário dá a data de 1799 para o nascimento do titular. O colaborador Oscar apresenta o ano de 1804.

** o Dicionário apresenta o falecimento como ocorrido no dia 03 e o colaborador Oscar, no dia 10, à 1 hora da tarde.

*** ambos, Dicionário e colaborador, corrigem o ANB e citam como Ana Isabel Carneiro Leão a esposa do titular.

Colaboradores:

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno Verbetes: São Braz, Barão de; família Carneiro Leão.

Oscar Teixeira Basto - Fontes: notas e manuscritos em seu poder, sobre a história e a genealogia da família.O barão é quarto avô do colaborador.

                                                                                                                          ====================================================================

   SÃO CARLOS

O barão de SÃO CARLOS foi Carlos Pereira Nunes. Fazendeiro na Província o RJ. Era Cavaleiro da imperial Ordem da Rosa.

Adenda

O barão de SÃO CARLOS casou-se com Florinda do Couto Nunes.Era filho de Ignácio Pereira Nunes e Maria Luiza Gomes e neto paterno de Antonio Nunes da Silva e de Ana Pereira Nunes.

Fonte: Admário Rocha de Azevedo, através da Gen-Minas@yahoogrupos.com.br 

 ====================================================================

SÃO CLEMENTE

          

1º Barão e baronesa de São Clemente

O 1º barão, visconde e conde de SÃO CLEMENTE foi Antonio Clemente Pinto, que nasceu no RJ em 15 de Setembro de 1830 e faleceu em Nova Friburgo aos 21 de Janeiro de 1898.Era filho de Antonio Clemente Pinto e de Laura Clementina da Silva Pinto, primeiros barões com grandeza de NOVA FRIBURGO. Casou em 27 de Abril de 1859 com Maria Fernandes Chaves filha dos barões de QUARAIM, falecida a 18 de Agosto de 1876 com 31 anos de idade. O conde de S.CLEMENTE era irmão do 2º barão e conde de NOVA FRIBURGO, Bernardo Clemente Pinto. Negociante e proprietário abastado, foi diretor da Caixa Econômica e Monte de Socorro do RJ. Era Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial, Grande do Império, Veador de S.M. a Imperatriz, Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa, Comendador da Imperial Ordem de Cristo e da Real Ordem de Cristo. De Portugal, da de N.S. de Vila Viçosa de Portugal, Grande oficial da Ordem de Santo Estanislau da Rússia, Comendador da Ordem de Francisco José da Áustria, de Leopoldo da Bélgica e do Leão Neerlandez.

BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro e quarto quartéis em campo de ouro, cinco crescentes de lua de azul, postos em aspa; no segundo e terceiro em campo preto, três faxas veiradas e contraveiradas de prata e góles que são as armas dos Vasconcellos. PAQUIFE: das cores e metais das armas. TIMBRE: uma águia presta estendida.(Brasão passado em 20 de Julho de 1863.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.58).

                                                                                                                      ===================================================================

SÃO CLEMENTE

2º barão de São Clemente

O 2º barão de SÃO CLEMENTE foi Antonio Clemente Pinto que nasceu em Nova Friburgo, RJ em 19 de Março de 1860 e faleceu no RJ em 13 de Outubro de 1912.Era filho dos primeiros barões e condes de SÃO CLEMENTE. Casou com Georgina Pereira de Faro, filha dos terceiros barões de RIO BONITO.

BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro e quarto quartéis em campo de ouro, cinco crescentes de lua de azul, postos em aspa; no segundo e terceiro em campo preto, três faxas veiradas e contraveiradas de prata e góles que são as armas dos Vasconcellos. PAQUIFE: das cores e metais das armas. TIMBRE: uma águia presta estendida.(Brasão passado em 20 de Julho de 1863.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.58).

Colaborador:

Rodolfo Fujimori - foto do 2º barão

                                                                                                                     ====================================================================

SÃO DIOGO

           

Barão de São Diogo e baronesa

O barão de SÃO DIOGO foi Diogo Teixeira de Macedo que faleceu em 19 de Novembro de 1882.Era filho do major reformado Diogo Teixeira de Macedo e de Ana Mattoso da Câmara de Macedo. Era irmão do Conselheiro Sergio Teixeira de Macedo, diplomata e do poeta Álvaro Teixeira de Macedo. Era bacharel em direito pela Academia de SP, foi Oficial da Secretaria do Governo do Rio de Janeiro em 1836 e seguiu a carreira da magistratura, chegando a Desembargador, cargo quem que se aposentou. Era Cavaleiro da I. Ordem de Cristo e Oficial da I. Ordem da Rosa, sócio do IHGB desde 1839.Foi presidente da Província do RJ em 1869 e deputado à Assembléia Geral.

                                                                                                                    ===================================================================

SÃO FELIX

barão de São Felix

O barão de SÃO FELIX foi o Dr.Antonio Felix Martins que nasceu no RJ em 30 de Novembro de 1812 e faleceu nessa mesma cidade aos 18 de Fevereiro de 1892.Era filho do Cirurgião-Mór Dr. José Martins, natural de Portugal e que veio com o Regimento de Bragança para o Brasil e de Rita Angélica de Jesus, natural do RJ. Casou em 1834 com Ana Carolina Pinto, falecida em 27 de Novembro de 1870.Doutor em medicina pela Faculdade do RJ, lente de patologia dessa Faculdade; vereador e presidente da Câmara Municipal do RJ; Cirurgião da Guarda Nacional; Inspetor do Hospital Marítimo de Santa Isabel em Jurujuba; Provedor da Saúde dos Portos; Presidente da Junta Central de Higiene Publica, da Caixa Municipal de Socorros Públicos e do Montepio Geral dos Servidores do Estado. Era do Conselho de S. Magestade, medico da imperial Câmara, membro e presidente da Academia imperial de medicina e do Conselho de Instrução Pública, Grão-Mestre do Grande Oriente Unido do Brasil e sócio do IHGB, etc. Era Comendador da Imperial Ordem da Rosa e Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo.

BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro e quatro quartéis, cortada em faxa; na primeira em campo negro, duas palas de ouro; na. Segunda em campo de ouro, três flores de liz de vermelho postas em roquete; no segundo e terceiro quartéis, em campo vermelho, um cálice com um serpo enroscada, emblema de medicina, e um livro.

                                                                                                                    ===================================================================

SÃO FIDELIS

barão de São Fidelis

O barão de SÃO FIDELIS foi Antonio Joaquim da Silva Pinto.Capitão da Guarda Nacional, era fazendeiro no município de Campos na província do RJ.

BRAZÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro quartel, em campo de góles, cinco crescentes de lua de ouro postos em aspa; no segundo, de góles, duas canas de açúcar de ouro postas em santor; no terceiro de prata, um leão rompente de góles armado de azul; no quarto, faxado de seis peças de ouro e azul. TIMBRE: um leão de prata com um crescente de lua na espádua esquerda.(Brasão passado em 25 de Maio de 1868.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.99).

                                                                                                                ====================================================================

SÃO FRANCISCO

O 1º barão com grandeza de SÃO FRANCISCO foi Joaquim Ignácio de Siqueira Bulcão. Casou com Joaquina Pires de Siqueira Bulcão.

Colaborador

Dr. Luiz Alberto Moniz Bandeira - Envio da foto do 1º barão.

                                                                                                                ====================================================================

SÃO FRANCISCO

2ª barão com grandeza de São Francisco

O 2º barão com grandeza de SÃO FRANCISCO foi José de Araújo Aragão Bulcão, que nasceu na Baia em 1795 e faleceu ali mesmo em 17 de Maio de 1865.Era filho do 1º barão de SÃO FRANCISCO, Joaquim Ignacio de Siqueira Bulcão. Casou com Ana Rita Cavalcanti de Aragão Bulcão, falecida em 29 de Maio de 1869 na Baia. Era Capitão-Mór das Ordenanças da Vila de S.Francisco e prestou relevantes serviços na época da independência. Foi deputado provincial na Baia em várias legislaturas. Era Grande do Império, Veador de S.M. a Imperatriz, Comendador da Imperial Ordem de Cristo e da Imperial Ordem da Rosa.

Carlos G. Rheingantz, RJ 1960, páginas 112 a 121 - Por erro de copia foi com este, confundido o 1º barão de BELÉM, (ver título BELÉM) que não existiu, conforme retificação ao ANB no "Titulares do Império"  do autor.

                                                                                                                 ====================================================================

SÃO FRANCISCO

O visconde de SÃO FRANCISCO foi Francisco José Pacheco que nasceu no RJ em 31 de Julho de 1831 e faleceu no RJ em 10 de Outubro de 1880.Era filho do 1º barão de São Francisco, por Portugal, Francisco José Pacheco. Casou com Ana da Rocha Miranda, irmã do barão do BANANAL. Dedicou-se à carreira comercial, foi diretor do Banco do Brasil, Provedor de diversas Ordens e Irmandades e sócio de várias associações de Beneficência. Era Comendador da Real Ordem de Cristo de Portugal e da Imperial Ordem da Rosa. Era o 2º barão de São Francisco, por Portugal.

                                                  ====================================================================

SÃO FRANCISCO

3º barão de São Francisco

O 3º barão de SÃO FRANCISCO foi Antonio Araújo de Aragão Bulcão, natural da Baia. Era filho do 2º barão de SÃO FRANCISCO com grandeza José de Araújo Aragão Bulcão e da baronesa Ana Rita Cavalcanti de Aragão Bulcão. Bacharel em Direito. Foi presidente da Província da Baia em 1879 e seu Vice-Presidente. Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo e Comendador da Imperial Ordem de Cristo de Portugal.

                                                                                                                  ====================================================================

SÃO FRANCISCO DA GLÓRIA

O barão de SÃO FRANCISCO DA GLÓRIA foi Luciano de Souza Guimarães.

                                                                                                                  ====================================================================

SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS

O barão de SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS foi Manuel Joaquim Cabral de Mello.

                                                                                                                 ====================================================================

SÃO FRANCISCO DE PAULA

O barão de SÃO FRANCISCO DE PAULA foi Joaquim José do Rosário. Negociante no Rio de Janeiro.

                                                                                                                 ====================================================================

SÃO GABRIEL

1º barão e visconde com grandeza de São Miguel

O 1º barão e visconde com grandeza de SÃO GABRIEL foi João de Deus Menna Barreto, que nasceu no RS em 1769 e faleceu nessa cidade em 27 de Agosto de 1849.Era filho do Coronel João de Deus Barreto Pereira Pinto. Era pai do 2º barão com grandeza de SÃO GABRIEL. Desde a mocidade abraçou a carreira militar, tomando parte na campanha de 1801 onde foi elevado ao posto de Sargento-Mór e em 1808 a Tenente-Coronel. Invadindo a Província de Montevideu a frente do Exército pacificador da Banda Oriental em 1811,foi ferido na célebre batalha de Ibirocaí, em 1816.Comandou na batalha de Catalão em 1817 a ala esquerda do Exército. Marechal de Campo em 1818,permaneceu na Província do Rio Grande do Sul até a final derrota de José Artigas em Taquarembó, em 22 de Janeiro de 1820.Promovido a Tenente-General em 1824,fez a campanha de 1828 a 1836 no RS. Era do Conselho de S. Magestade, Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro, Comendador da Imperial Ordem de S.Bento de Aviz. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real por alvará de 9 de Julho de 1813.Tinha as medalhas das campanhas Cisplatina de 1811 a 1812 e de 1815 a 1820.

Não teve grandeza, conforme retificação ao ANB no "Titulares do Império" por Carlos G. Rheingantz, RJ 1960, páginas 112 a 121.

                                                                                                                   ====================================================================

SÃO GABRIEL

2º barão com grandeza de São Gabriel

O 2º barão com grandeza de SÃO GABRIEL foi João Propicio Menna Barreto que nasceu em Rio Pardo no RS em 5 de Agosto de 1808 e faleceu na cidade de S.Gabriel, RS em 9 de Fevereiro de 1867.Era filho dos barões e viscondes com grandeza de S.GABRIEL. Casou com Francisca Palmeira Menna Barreto, filha de Sebastião Pinto da Fontoura e neta paterna do Brigadeiro Antonio Pinto Fontoura e materna do Coronel João José Palmeira. Sentou praça de 1º Cadete no Regimento de Dragões do Rio pardo em 1820.Foi Comandante das Armas da Província do RS em 1846 e marechal de Campo do Exército em 1864.Fez com grande brilho toda a campanha do Paraguai, conquistando grandes louros em Paissandú e em Fray Bento Era Grande do Império, Comendador da Imperial ordem de S.Bento de Aviz, Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, Comendador da Imperial Ordem da Rosa, Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo. Fidalgo da Casa
Real por alvará de 10 de Setembro de 1822.Tinha a medalha do Exército no Estado Oriental do Uruguai, de ouro e a de Paissandú.

                                                                                                                ====================================================================

SÃO GONÇALO

barão com grandeza de São Gonçalo

O barão com grandeza de SÃO GONÇALO foi Belarmino Ricardo de Siqueira, que nasceu em Saquarema, RJ em 1791 e faleceu em 11 de Setembro de 1873 em Niterói, RJ. Fazendeiro abastado e capitalista. Era Comandante Superior da Guarda Nacional de Niterói, e foi deputado Provincial do RJ e Presidente do Banco Rural e Hipotecário .Era Comendador da Imperial Ordem da Rosa e Grande do Império.

Adenda

Belarmino Ricardo de Siqueira - agraciado com o título ( Dec 18.04.1849) de Barão de São Gonçalo. Título de origem toponímica, tomado a uma região de Niterói-RJ. Filho do coronel Carlos José Siqueira Quintanilha e D. Maria Antônia do Amaral. Nasceu na localidade de Madressilva, em Saquarema-RJ e faleceu em 09.11.1873* na localidade de Cubango, em Niterói-RJ. Político, fazendeiro, industrial, proprietário de companhias de transporte, comandante superior da Guarda Nacional dos municípios de Magé-RJ e Niterói-RJ. Provedor da Irmandade de S. Vicente de Paulo de Niterói. Passou a sua vida dedicando-se a Niterói, que no passado englobava o atual Município de S. Gonçalo e lá foi possuidor de extensas propriedades : as fazendas agrícolas de Engenho Novo do Retiro, Cabuçu e Jacaré, na região hoje compreendida entre Patronato e Porto Novo, e era o senhor absoluto da região durante o período imperial. Tinha inúmeras outras propriedades também. Recebeu os títulos de Grande do Império - 1854, Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial, Oficial da Imperial  Ordem da Rosa - 1855, Comendador da mesma Ordem - 1876. Fundou e presidiu o Banco Rural e Hipotecário. Foi membro do Conselho Fiscal do Instituto Fluminense de Agricultura. Morreu aos 82 anos, solteiro, e seu corpo foi transladado para o Rio de Janeiro, sendo embalsamado (um dos primeiros casos no Brasil) e sepultado no Jazigo-Capela 387, quadra A, no cemitério da ordem Terceira do Carmo, como era seu desejo manifesto em testamento. As suas vísceras foram sepultadas no cemitério dos Pachecos em São Gonçalo-RJ.

Colaboradora: Regina Cascão - texto e foto , fonte: " 150 anos- Sesquicentenário da Irmandade de S. Vicente de Paulo"  - de Salvador Mata e Silva, 2004.

BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro, em campo de ouro, sete barras de azul, lançadas em viez; no segundo também em campo de ouro, cinco estrelas de góles em aspa, e assim os contrários; bordadura de góles e no centro um escudete azul com uma colmeia e seis abelhas de prata.(Brasão passado em 31 de Dezembro de 1855.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.28).

                                                                                                             ====================================================================

SÃO JACOB

barão de São Jacob

O barão de SÃO JACOB foi Diniz Dias. Era coronel da Guarda Nacional.

                                                                                                               ====================================================================

SÃO GERALDO

O barão de SÃO GERALDO foi o Dr.Joaquim José Alvares dos Santos Silva. Era medico formado pela Academia do RJ. Agricultor progressista, foi Diretor da primitiva companhia de Estrada de Ferro Leopoldina.

                                                                                                                ====================================================================

SÃO JOÃO DA BARRA

      

1º barão e baronesa de São João da Barra

O 1º barão com grandeza de SÃO JOÃO DA BARRA foi José Alves Rangel que nasceu em S. João da Barra, RJ em 24 de Abril de 1779 e faleceu em sua fazenda do Caeté nessa província em 1 de Novembro de 1855.Era filho do Alferes Domingos Alves de Barcellos e de Isabel da Silva Rangel. Casou com Maria Francisca Alves Rangel falecida em S. João da Barra. Em 1807 era já Alferes do Regimento nº12 em 1823,sentou praça na Guarda de Honra Imperial e foi reformado no posto de major em 1828.Foi mais tarde Juiz de Paz e vereador da Câmara Municipal várias vezes, Presidente da Câmara em 1847 e Juiz Municipal. Era Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo e Oficial da imperial Ordem da Rosa e Grande do Império.

BRASÃO DE ARMAS: Escudo partido em pala: na primeira, de vermelho, um galo de prata andante, cristado e armado de ouro; na Segunda, de ouro uma destra ao natural tendo uma cana de açúcar de sinople posta em pala. Uma bordadura de azul, carregada em chefe, da insígnia da Ordem de Cristo, e em ponta da medalha de Oficial da Imperial Ordem da Rosa. DIVISA: Vele nessa gloria, que é o anagrama do apelido José Alves Rangel.(Brasão passado em 24 de Março de 1855.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.19).

                                                                                                                ====================================================================

SÃO JOÃO DA BARRA

O 2º barão e visconde de SÃO JOÃO DA BARRA foi Francisco José Alves Rangel que faleceu em 6 de Outubro de 1883.Era filho do 1º barão com grandeza José Alves Rangel e de Maria Francisca Alves Rangel.

BRASÃO DE ARMAS: As do 1º barão com grandeza de SÃO JOÃO DA BARRA, José Alves Rangel.(Ver a descrição nesse título, logo acima).

Adendas

Colaboração de Regina Cascão

Francisco  José Alves Rangel. - agraciado ,sucessivamente, com os títulos de Barão ( 2º ) ( Dec 24.03.1'881) e Visconde  ( Dec 18.01.1882 ) de S. João da Barra. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, localizada na região norte-fluminense ( estado do Rio de Janeiro). Antiga vila de S. João do Paraíba, " que tomou os nomes do padroeiro da matriz que a orna, e do rio em cuja margem meridional está situada num terreno arenoso, meia légua arredada ao mar..." (Antenor Nascentes, II, 274 ). Membro de importante família de abastados proprietários rurais, donos de engenhos, estabelecida no Município de Campos, Estado do Rio de Janeiro. Filho de Antônio Joaquim de Carvalho Siqueira e de Isabel Alves. Neto materno do 1.º barão de São João da Barra.Faleceu a 24.07. 1892, fazenda da Barra Secca, São João da Barra, RJ . Cometeu suicídio com um tiro na boca.  Foi casado com Inácia de Siqueira [- 24.07.1892], viscondessa de São João da Barra (Arquivos Gilson Nazareth e Fernando Lobato). Deixou também filhos naturais.

Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: S. João da Barra, Visconde de; família Alves Rangel.

                                                                                                                ====================================================================

SÃO JOÃO DAS DUAS BARRAS

barão com grandeza e conde de São João das Duas Barras

Foto: AGB IV, 1942, pág.94

O barão com grandeza e conde de SÃO JOÃO DAS DUAS BARRAS foi Joaquim Xavier Curado, que nasceu em Meia Ponte, na Província de Goiás, em 1 de Março de 1743 e faleceu em 15 de Setembro de 1830.Era filho de João Gomes Curado e de Maria Josefa Pinheiro. Alistou-se no Exército como soldado nobre com 20 anos de idade e seguiu em 1774 para o Sul na invasão espanhola das Províncias Cisplatinas como Alferes. Em 1800 foi elevado a Coronel e Governador de Santa Catarina. Como Marechal de Campo seguiu para Buenos Aires e em 1811 invadiu a Banda Oriental com duas colunas do Exército. Promovido a Tenente-Coronel em 1813,fez campanha contra Artigas. Foi Governador das Armas da Corte, deputado à Assembléia legislativa pela Província de Santa Catarina, era Conselheiro de Guerra do Conselho de S.Magestade, membro do Conselho Supremo Militar e Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial.Era Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro, Comendador da imperial Ordem de S.Bento de Aviz e da Torre e Espada, de Portugal e tinha as medalhas das campanhas de 1811 e 1815.

                                                                                                                   ====================================================================

SÃO JOÃO DE ICARAÍ

Baronesa de São João de Icaraí

O barão de ICARAÍ foi Constantino Pereira de Barros. Era Fidalgo da Casa Imperial e Oficial da Imperial Ordem da Rosa.

BRASÃO DE ARMAS: Em campo azul, uma banda de ouro carregada de trÊs flores de liz de azul, entre um carneiro de prata à sinistra e um leão do mesmo metal, à destra. DIVISA: Parcitas et Labor.

                                                                                                                 ====================================================================

SÃO JOÃO MARCOS

O barão com grandeza e marques de SÃO JOÃO MARCOS foi Pedro Dias Paes Leme, que nasceu em Portugal em 1772 e faleceu em Vassouras, RJ em 15 de Dezembro de 1868.Era filho de Fernando Dias Paes Leme e de Francisca Peregrina de Souza e Mello Cerqueira Correa. Casou em primeiras núpcias com Rita Ricardina de Souza Coutinho da Cunha Porto e em segundas núpcias com Mariana Carolina de Souza Coutinho da Cunha Porto; Dama honorária de S.M. a Imperatriz e ambas filhas de José Alves da Cunha Porto e de Mariana Perpetua de Souza Coutinho. Era o 3º senhor de São João Marcos,3º Alcaide-Mór da Baia e Guarda Mór de todas as Minas. Era Grande do Império barão de SÃO JOÃO MARCOS por Portugal, Resposteiro-Mór de S.Magestade e Gentil-Homem da Imperial Câmara. Era Grã-Cruz da imperial Ordem de Cristo e Cavaleiro da Real Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa, de Portugal.

BRASÃO DE ARMAS: Em campo de ouro cinco melros negros, sem pés nem bicos, postos em santor. TIMBRE: uma aspa de ouro e no meio um melro do escudo.(Carta de Brasão por alvará de 1471 confirmado em 20 de Dezembro de 1750).

                                                                                                               ====================================================================

SÃO JOÃO NEPOMUCENO

O barão de SÃO JOÃO NEPOMUCENO foi Pedro de Alcântara Cerqueira Leite que nasceu em Barbacena ,MG em 28 de Junho de 1807 e faleceu em 24 de Abril de 1883.Era filho do Capitão José de Cerqueira Leite e de Ana Maria da Fonseca. Casou em 1844 com Ana de Cerqueira do Valle Amado, sua sobrinha. Formado em direito em 1833,foi Juiz Municipal de Barbacena, Juiz de direito em Sabará. Desembargador das Relação em Pernambuco e e em 1854 aposentou-se. Membro de muitas legislaturas em MG e na Assembléia Geral nas legislaturas de 1838 a 1841 e de 1844 a 1848.Foi Presidente dessa Província em 1864 e sócio do IHGB desde 1845.

                                                                                                                      ====================================================================

SÃO JOÃO DA PALMA

conde e marques de São João da Palma

O conde e marques de SÃO JOÃO DA PALMA foi D.Francisco de Assis Mascarenhas que nasceu em Lisboa em 30 de Setembro de 1779 e faleceu no RJ em 6 de Março de 1843.Era filho de D.José de Assis Mascarenhas Castello Branco da Costa Lencastre,4º conde de SABUGAL, senhor das Casas de Sabugal e de Palma,9º Alcaide-Mór de Óbidos e Sé e de Helena Maria Josefa Xavier de Lima filha dos 1ºs marqueses de PONTA DE LIMA. Casou com Joana Bernardina dos Reis em 1822 e não deixou sucessão legítima. Adotou a causa da Independência do Brasil e foi aos 25 anos de idade em 1804,Governador da Capitania de Goiás; de 1808 a 1814 foi Governador de MG e o 17º Governador de SP, de 1814 a 1819,sendo neste ano removido para a Capitania da Baia. Assistiu como Condestável à coroação e sagração de D;Pedro I. Era Conselheiro de Estado Efetivo, substituindo o marques de SABARÁ que faleceu em 1827;Senador pela Província de SP em 1826,Presidente do Desembargo do Paço, Regedor das Justiças e Mordomo-Mór de S.M. o Imperador. Era Grande do Império, Grã-Cruz da Imperial Ordem de Cristo e da Imperial Ordem da Rosa e membro do IHGB desde 1838.Era,de direito,6º conde da PALMA em Portugal, título este incorporado à casa dos Condes de SABUGAL.

BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro as armas Reais de Portugal; no segundo as armas dos Mascarenhas que são: em campo vermelho, três faxas de ouro; e assim os contrários

                                                                                                                    ====================================================================

SÃO JOÃO DO PRÍNCIPE

O barão com grandeza de SÃO JOÃO DO PRÍNCIPE foi Ananias de Oliveira e Souza que faleceu em 16 de Outubro de 1871.Era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Comendador da Imperial Ordem de Cristo.

BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro e quatro quartéis em campo vermelho, uma oliveira verde com frutos de ouro e raízes de prata; no segundo e terceiro, as Quinas de Portugal, esquarteladas com as armas de Leão. TIMBRE: a oliveira das armas.( Brasão passado em...de Agosto de 1854.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.43).

Adendas

Colaboração de Regina Cascão

Ananias de Oliveira e Souza - agraciado sucessivamente com os título de Barão ( Dec 25.03.1834) e Barão com honras de grandeza ( Dec 14.07.1854 ) de S. João do Príncipe. Título de origem toponímica, tomado do antigo município do mesmo nome, depois chamado Município de S. João Marcos ( hoje inexistente), localizado na região do Vale do Paraíba, estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbete: S. João do Príncipe, Barão de.

                                                                                                                    ====================================================================

SÃO JOÃO DEL REI

O barão de SÃO JOÃO DEL REI foi o Dr.Eduardo Ernesto Pereira da Silva que faleceu em 29 de Julho de 1881.Era Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo e oficial da Imperial Ordem da Rosa.

                                                                                                                    ====================================================================

SÃO JOÃO DO RIO CLARO

O barão de SÃO JOÃO DO RIO CLARO foi Amador Rodrigues de Lacerda Jordão, natural de SP. Faleceu no RJ em 31 de Agosto de 1873.Era filho do brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão, falecido em 1827 e de Gertrudes Galvão de Moura Lacerda, filha do brigadeiro José Pedro de Moura Lacerda e de Gertrudes Teresa de Oliveira Montes; neta do Alferes Manuel Rodrigues Jordão e de Ana Eufrásia da Cunha. Casou com Maria Hipólita dos Santos filha do barão de ITAPETININGA, Joaquim José dos Santos Silva e de sua primeira mulher Ana Eufrosina Mendes. A baronesa de SÃO JOÃO DO RIO CLARO ,enviuvando foi a Segunda mulher do marques de TRÊS RIOS. Deputado em várias legislaturas, foi também deputado Geral pela Província de SP na 12ª legislatura de 1864 a 1866 e na 15ª de 1872 a 1875.

BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro quartel, as armas dos Rodrigues, - em campo de ouro, cinco flores de liz de vermelho, chefe vermelho com uma cruz de ouro florida e vazia de campo; no segundo, as dos Mendonças, - um escudo franxado, nos campos alto e baixo, em verde uma banda de vermelho cotiçada de ouro, nas ilhargas em campo de ouro, um S de negro; no terceiro, as dos Cunhas em campo de ouro, nove cunhas de azul em três palas; no quarto quartel, as dos Limas em campo de ouro quatro palas de vermelho. PAQUIFE: dos metais e cores das armas. TIMBRE: o dos Rodrigues, um leão de ouro nascente com uma das lizes na espádua.( Brasão passado ao Brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão em 14 de Maio de 1807.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VII,fls.173).

                                                                                                                ====================================================================

                                                                                                                                                 Continua em S - 3 // Página Anterior // Topo // Índice A - Z