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NACAR

O barão e visconde de NACAR foi Manuel Antonio Guimarães que nasceu em Paranaguá,Província de Paraná a 15 de Fevereiro de 1813 e faleceu nessa cidade em 16 de Agosto de 1893.Era filho do Capitão Joaquim Antonio Guimarães e de Ana Maria da Luz.Casou em primeiras núpcias a 9 de Junho de 1833 com Maira Clara Correia falecida em 13 de Junho de 1849 e em segundas núpcias a 23 de Fevereiro de 1850 com sua cunhada Rosa Narcisa Correia a qual faleceu em 25 de Maio de 1888;ambas filhas do Tenente-Coronel Manuel Francisco Correia e de Joaquina Maria da Ascenção.Importante negociante e chefe político Coronel Comandante Superior da Guarda Nacional da Comarca de Paranaguá e Provedor da Santa Casa de Misericórdia.Foi Deputado Provincial em S.Paulo em 1851,e no Paraná em diversas legislaturas e como Vice-Presidente administrou esta Província em 1873 e 1877;Deputado Geral pela dita Província na 20ª legislatura de 1886 a 1889.Era Dignitário da imperial Ordem da Rosa,Comendador da de Cristo e Cavaleiro do Cruzeiro.  

Adenda
 
Manuel Antonio Guimarães- agraciado com o título ( Dec 21.07.1876 ) de Barão de Nacar; elevado ao título ( Dec 31.08.1880 ) de Visconde de Nacar. Nasceu em Paranaguá - PR, então pertencente à capitania de São Paulo. Em 1880 hospedou D. Pedro II em seu palácio na cidade de Paranaguá. Deixou geração de seus dois casamentos, com duas irmãs: a primeira esposa, Maria Clara, nasceu em 1820 e faleceu a 13.06.1849; a segunda, Rosa Narcisa, faleceu em 25.05.1868. Não houve Baronesa ou Viscondessa de Nacar, porque as duas esposas do titular morreram antes da concessão dos títulos ao marido.
 
Colaboradora
 
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Nacar, Visconde; família Guimarães, do Paraná.

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NAGÉ

O barão de NAGÉ foi Francisco Vieira Tosta que nasceu na Cachoeira,província da Baia em 1804 e faleceu em seu Engenho,na Baia em 17 de Junho de 1872.Era filho de Manuel Vieira Tosta e de Joana Maria da Natividade Tosta.Era irmão do marquês de MURITIBA e tio do 2º barão do mesmo título com grandeza.Proprietário de vários engenhos de açúcar.Foi Juiz de Paz e Presidente da Câmara Municipal de Cachoeira por várias vezes,e coronel Comandante Superior da Guarda Nacional em 1852.Era Comendador da Imperial Ordem da Rosa e da de Cristo.  

Brasão de Armas: O de seu irmão o marquês de MURITIBA (Ver a descrição nesse título).

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NAZARÉ

O visconde com grandeza e marquês de NAZARÉ foi o Dr.Clemente Ferreira França que nasceu na Baia em 1774 e faleceu em 11 de Março de 1827 no RJ.Era filho de Joaquim Ferreira França ,natural de Portugal e de Ana Inácia de Jesus França,natural da Província de Minas Gerais.Era irmão do medico do Paço,Dr.Antonio Ferreira França,por antonomásia o Francinha.Doutor em direito pela Universidade de Coimbra,foi deputado à Constituição brasileira,Ministro da Justiça no 3º Gabinete de 1823 e no 6ºde 1827,quando faleceu.Foi Senador pela Província da Baia em 1826,Conselheiro de Estado efetivo em 1823 um dos redatores da Constituição do Império.Era Dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro.  

Adenda

Clemente Ferreira França - agraciado sucessivamente com o título ( Dec 12.10.1824 ) de Visconde com honras de grandeza de Nazaré; elevado ao título ( Dec 12.10.1826 ) de Marquês de Nazaré. Nasceu em 16.02.1774 na Bahia. Matriculado na Universidade de Coimbra [ Filosofia, 15.10.1791; Direito, 02.10.1792 e Matemática, 20.06.1793 ]. Bacharel em Direito [ 30.05.1797 ]. Carta de Formatura [ 27.07.1797 ], Leitura de Bacharel [ 18.01.1799 ]. Juiz de Fora de Elvas [ 17.10.1799 ]. Juiz de Fora do Aveiro [ 16.04.1806 ]. Desembargador do Paço. Ministro da Justiça [ 1823 e 1827 ]. Senador do Império [ BA-1826 ]. Conselheiro de Estado [ Carta de 06.04.1821 ]. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real [ 07.04.1821 ]. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas . Casou-se com Teresa Leonor de Castro, Marquesa de Nazaré, filha de Marçal das Costa Barradas , escrivão e deputado da Junta da Fazenda da Universidade de Coimbra, e de Maria de Jesus , natural da Freg. de São Tiago, Coimbra.Laurênio Lago ( Acréscimos e Retificações ) informa que a marquesa faleceu a 21.08.1840 no Rio de Janeiro-RJ e foi sepultada nas catacumbas da igreja de S. Francisco de Paula. Não houve sucessão.

Colaboradores

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Nazaré, Visconde; família Ferreira França,

Ricardo Costa de Oliveira - professor, historiador e genealogista residente em Curitiba. O titular em questão era irmão de sua quinta- avó

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NAZARÉ

       

barões de Nazaré

O barão de NAZARÉ foi Silvino Guilherme de Barros que nasceu na comarca de Cabo em PE a 10 de fevereiro de 1834.Era filho do advogado João Batista de Araújo e de Mariana Teresa de Barros. Negociante e coronel reformado da Guarda Nacional do Município do Recife. Foi varias vezes deputado provincial em sua Província e era Comendador da I.Ordem da Rosa.  

Adenda
 
Silvino Guilherme de Barros - agraciado com o título ( Dec 11.03.1868 ) de Barão de Nazaré. Faleceu em Pernambuco a 01.07.1903. Deputado e comendador. Era senador ao Congresso Legislativo de Pernambuco, quando faleceu, sendo sepultado no Cemitério de Santo Amaro, no recife-PE. Casou-se duas vezes: em primeiras núpcias com Senhorinha Ramos e em segundas núpcias com Antonia Amélia da Cunha Barros. ( Laurênio Lago, Acréscimos e Retificações, 154 )
 
Colaboradora
 
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbete: Nazaré, Barão de.
 
Regina Cascão: - Foto dos barões. Coleção Francisco Rodrigues - Fundação Joaquim Nabuco - Recife,PE
Disponível no site Domínio Público, do governo federal

Brasão de Armas: Escudo partido em pala na primeira de goles uma torre de ouro e na segunda de prata um caduceu de azul entre seis besantes de goles postos em duas palas.PAQUIFE: das cores e metais do escudo.(Brasão passado em25 de Julho de 1870.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.109).

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NITERÓI  

O visconde com grandeza de NITERÓI foi Francisco de Paula de Negreiros Sayão Lobato,que nasceu no RJ em 25 de Maio de 1815 e faleceu em 14 de Julho de 1884.Era filho do Senador Conselheiro João Evangelista de Faria Lobato e de Maria Isabel Manso Sayão.Bacharel em direito pela Academia de SP em 1834,foi desembargador aposentado em 1856.Deputado pela Província de PE e MG várias vezes,foi senador pela Província do RJ nomeado em 1869.Chamado aos Conselhos da Coroa,foi Ministro da Justiça e interimo do Império no 16º Gabinete de 3 de Março de 1861 e da Justiça no 25º de 1 de Março de 1871; Conselheiro de Estado nomeado em 1870.Era Comendador da Imperial Ordem de Cristo.  

Adenda
 
Francisco de Paula de Negreiros Sayão Lobato - agraciado com o título ( Dec 15.10.1872 ) de Visconde de Niterói. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, no estado do Rio de Janeiro.Faleceu a 14.06.1884 (*) Matriculado na Academia de Direito de Olinda [ 1830 ], bacharelando-se, porém, na de São Paulo [ 1834 ]. Juiz de Fora de Niterói. Deputado Provincial pelo Rio de Janeiro [ 1850-52, 1853-56, 1857-60 e 1867 ], e Ministro da Justiça [ 1861-62 e 1871 ]. Aposentado com honras de Desembargador. Senador [ 1869 ]. Conselheiro do Império [ 1870 ]. Comendador da Ordem de Cristo. Deixou geração do seu casamento com sua prima Ana Matilde da Costa Barros Sayão, Viscondessa de Niterói, nascida a 20.07.1822 no Rio de Janeiro-RJ e falecida a 24.09.1879 no Rio de Janeiro-RJ.  

 

Colaboradora

 

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Niterói, Visconde; famílias Sayão e Sayão Lobato.

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NIOAC    

          

Conde e condessa de Nioac

O 1º barão,visconde com grandeza e conde de NIOAC foi Manuel Antonio da Rocha Faria que nasceu na cidade de Porto Alegre,Província do RS em 7 de Março de 1830 e faleceu em Cannes (Alpes Marítimos,França) a 20 de Dezembro de 1894.Casou com Cecília Braga,filha de Antonio Rodrigues Fernandes Braga. Magistrado e Senador pela Província do RS nomeado em 1870 e falecido em 1875.Filho do Dr.Manuel Antonio da Rocha Faria e de Luiza Justiniana de Freitas. Era pai do 2º barão de NIOAC, Alfredo da Rocha Faria de NIOAC. Depois de completar o curso da Escola da Marinha foi praticar na Marinha de Guerra Francesa durante 5 anos. Tomou parte nos combates da Criméia no vapor de guerra Napoleon e foi ferido em Marrocos onde recebeu por seus serviços o oficialato da Legião de Honra com 21 anos de idade. Reformando-se no posto de 1º Tenente dedicou-se à carreira comercial. Foi deputado Geral pela Província do RS na 10ª legislatura de 1851 a 860.Era Grande do Império,Gentil-Homem da imperial Câmara;Cavaleiro da imperial Ordem da Rosa,Comendador da Legião de honra,da França;Grã-Cruz da Real Ordem de Vila Viçosa de Portugal;da de Francisco José da Áustria;da Coroa da Itália,e Grande Oficial da Ordem de Leopoldo da Bélgica.  

Adenda
 
Manuel Antonio da Rocha Faria - agraciado sucessivamente com os títulos de Barão - Dec 02.09.1870, Visconde com honras de grandeza - Dec  09.05.1874 e Conde - Dec 08.08.1888 , todos " de Nioac" . Título de origem toponímica. Integrante de família de origem portuguesa estabelecida em Pernambuco: Rocha Faria. O patriarca  foi Manuel Gonçalves de Faria, nascido em Esposende, Portugal, proprietário do Engenho Perori, que se casou em 1804 com Maria da Conceição da Rocha, nascida em Goiana-PE, neta de Manuel da Rocha. O titular era filho do Dr. Manuel Antonio da Rocha Faria, nascido por volta de 1800 em Goiana-PE, filho dos patriarcas, e de Luiza Justiniana de Freitas Travassos, também de Pernambuco. Homônimo do pai, o titular nasceu em Porto Alegre. Foi deputado e Comendador. Oficial da Armada Imperial. Camarista e Veador de D. Pedro II. Perpetuou em sua descendência o seu título - Nioac, tornando-o nome de família.  Falecido em Cannes, França, seu corpo foi transladado da França para o Rio de Janeiro e ele foi sepultado a 22.08.1895 no Cemitério do Catumbi ( Laurênio Lago - Acréscimos e Retificações, 154 ). Deixou numerosa descendência de seu casamento, em 26.02.1859 no bairro das Laranjeiras, Rio de Janeiro-RJ com Cecília Fernandes Braga, nascida a 21.02.1839 em Rio grande-RS e também falecida em Cannes, França, a 14.07.1875, Baronesa e Viscondessa de Nioac. Neta de Antonio Rodrigues Fernandes Braga, chefe da família Fernandes Braga do Rio grande do Sul. A Viscondessa de Nioac faleceu antes de seu marido ser elevado a Conde, não tendo havido, portanto, a condessa de Nioac.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Nioac, Conde; e famílias Rocha Faria e Nioac.

Brasão de Armas: Em campo de goles uma torre de prata com portas e frestas de preto entre cinco flores de Liz de prata,três em chefe e duas em faxa.TIMBRE: a mesma torre.DIVISA: Potius mori quam fidem fallere.

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NIOAC

O 2º barão de NIOAC foi Alfredo da Rocha Faria de NIOAC que nasceu em Montevidéu,Uruguai.Era filho dos condes de NIOAC,referidos acima.Casou com Cecília Helena Monteiro de  Barros filha de Carlos Monteiro de Barros e de sua prima Maria Eugenia Monteiro de Barros,condessa de Monteiro de Barros,pela Santa Fé,filha de Lucas Antonio Monteiro de Barros,Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial,Comendador da Ordem de Cristo,casado com Cecília de Morai ilha dos barões de PIRAÍ.Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial,Comendador da Real Ordem de N.S.da Conceição de Vila Viçosa de Portugal.

Brasão de Armas: Em campo de goles uma torre de prata com portas e frestas de preto entre cinco flores de Liz de prata,três em chefe e duas em faxa.TIMBRE: a mesma torre.DIVISA: Potius mori quam fidem fallere.

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NOGUEIRA DA GAMA  

O barão e visconde com grandeza de NOGUEIRA DA GAMA foi Nicolau Antonio Nogueira Valle da Gama que nasceu em MG em 13 de Setembro de 1802 e faleceu na cidade de Nazaré,na Baia em 18 de Outubro de 1897.Era filho do Capitão-Mór Coronel José Ignácio Nogueira da Gama e de Francisca Maria do Valle de Abreu e Mello,e sobrinho do marquês de Baependy.Casou com Maria Francisca Calmon da Silva Cabral,Dama honorária de S.M.a Imperatriz do RJ,filha do Desembargador Conselheiro Francisco Xavier da Silva e de Ana Romana de Aragão Calmon,condessa de ITAPAGIPE.Acompanhou em 1819 o futuro Imperador D.Pedro I,então Príncipe Real,como alferes da Guarda de Honra na sua primeira viagem a MG.Depois da Independência,já em 1829,era Veador do Paço,quando chegou a segunda esposa do Imperador e também quando chegou a 3ª Imperatriz,D.Teresa Cristina em 1843.Durante a revolução mineira comandou a Guarda Nacional com o posto de coronel e entrando em luta com os insurretos foi sua cabeça posta a premio por 10:000.000.Exerceu vários cargos políticos tendo sido presidente da Câmara Provincial de Ouro Preto e deputado Geral pela província de MG na 5ª legislatura de 1843 a 1844.Era Gentil-Homem da Imperial Câmara,Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial do Conselho de S.Magestade,Grande do Império,Mordomo-Mór,Guarda Roupa e Porteiro da Imperial Câmara,Cavaleiro da imperial Ordem de Cristo,Oficial da imperial Ordem da Rosa,Grã-Cruz das Ordens de Vila Viçosa de Portugal;de Santa Ana da Rússia;de Francisco José da Áustria membro do IHGB,do Imperial Instituto de Agricultura,etc.  

Brasão de Armas: Escudo partido em pala: na primeira,as armas dos Nogueiras,que são: em campo de ouro,uma banda xadrezada de prata e verde de cinco peças em cada faxa,com a ordem do meio coberta toda de cotica vermelha;na segunda pala as armas dos Gamas que são: o escudo xadrezado de ouro e vermelho de três peças em faxa e cinco em pala de ouro e sete de vermelho,estas carregadas de duas faxas de prata e no meio das armas um escudete com as quinas de Portugal.

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NONOAI  

O barão de NONOAI foi João Pereira de Almeida que era Coronel da Guarda Nacional.  

Adenda

João Pereira de Almeida - agraciado com o título ( Dec 04.08.1886 ) de Barão de Nonoai. Título de origem toponímica, tomado da povoação do mesmo nome, no Rio Grande do Sul. Filho do Alferes Joaquim Pereira de Almeida, que chegou a ser Coronel, e também se assinava Joaquim Pereira de Almeida Proença Franco Oliveira,    e de Francisca Justa Pereira  de Almeida, naturais do Paraná. ( Arquivo Bispado de Santa Maria, livro 2, fls 107v). É batizado em Santa Maria-RS em 16.01.1829 . Como é omisso o registro, não se sabe onde e quando nasceu o futuro barão, mas , como o pai ali se estabeleceu por volta de 1827, e se dedicava à criação de gado do atual distrito de São Martinho, é quase certo que por lá tenha nascido ou talvez na povoação. Faleceu em 12.07.1897 em Porto Alegre-RS. Tendo o pai empobrecido durante a revolução Farroupilha, junto com o irmão Agostinho consegue, tropeando,  recuperar a fortuna paterna. Político conservador. Delegado de Polícia em Santa Maria-RS - 1870. Comandante superior da Guarda Nacional de Santa Maria e São Martinho. Já abastado fazendeiro, ao ser convidado a aderir ao movimento abolicionista, libertou logo 31 escravos e conseguiu de seu sogro a libertação de 23, e de 19 de um irmão, além de outros parentes. Em virtude disso, foi recomendado pelo então governador da Província, Manoel Deodoro da Fonseca, em ofício de 14.05.1886, para receber do governo imperial o título de barão de Santa Maria ou de Caí. Terminou agraciado com o de Barão de Nonoai. Foi um dos empreiteiros da ferrovia S. Maria - Uruguaiana e o primeiro estancieiro a importar reprodutores do estrangeiro, para melhoria dos rebanhos. Monarquista incondicional, embora chefe do Partido Conservador, retirou - se para a vida privada com a proclamação da República.   Desgostoso com a Revolução de 93, mudou - se para Porto Alegre, onde veio a morrer de gripe . Casou-se com Amélia  Martins França, nascida em Cruz Alta-RS, filha do Comendador Salvador Martins França, abastado fazendeiro,  e de Querubina do Espírito Santo de Rezende. Perpetuou em seus descendentes, como forma de nome de família, o seu título nobiliárquico, criando assim a família Nonoai. 

Colaboradores

- Roni de Vasconcelos- genealogista, descendente do barão. Fontes: Cronologia Histórica de Santa Maria e do Extinto Município de São Martinho - 1787- 1930 - Romeu  Beltrão - 2ª edição; e Arquivo Nacional  -  Códice 562, microfilme nº 002.0 / 76, Títulos de Nobreza

- Regina Cascão - apenas o nome e filiação da esposa do barão. Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbete: Nonoai.

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NOVAIS

O barão de NOVAIS foi Elias Dias Novais que nasceu em SP em 20 de Julho de 1838 e faleceu no RJ em 20 de Julho de 1815.Era filho de José Antonio Dias Novais e de Maria de Freitas Silva,natural do RJ.Era neto do Sargento-Mór José Novais Dias,natural de S.Martinho de Moreira,Braga e de Ana Teresa de Camargo,natural de SP filha de José Ortiz de Camargo e de Teresa de Jesus Cardoso,bisneto paterno de Domingos Dias e de Maria Novais.Casou com Alexandrina Ferreira filha de Joaquim Ferreira de S.José dos Barros.Exerceu em sua província durante a monarquia vários cargos eletivos,dedicando-se posteriormente ao comercio,dirigindo varias empresas industriais.É curioso notar que o decreto da criação deste  título foi assinado no próprio dia em que se proclamou a Republica,sendo o último decreto de criação de titulares no Brasil.  

Correção

Onde se lê "de S.José dos Barros", leia-se  "de São José do Barreiro"

Colaboração de Consuelo Maria Freire Guimarães

As data de falecimento do barão foi impressa errada no original.Onde se lê 20 de Julho de 1815, leia-se 20 de Julho de 1915.

Colaboração de Bartyra Sette

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NOVA FRIBURGO  

     

fotos: do 1º barão e baronesa de Nova Friburgo

O 1º barão com grandeza de NOVA FRIBURGO foi Antonio Clemente Pinto que nasceu em Ovelha de Matão e, Portugal em 6 de Janeiro de 1795 e faleceu em 4 de Outubro de 1869 no RJ com 75 anos de idade.Era filho de Manuel José Clemente Pinto e de Luiza de Miranda neto paterno de João clemente Pinto e de Maria GONÇALVES.Casou com Laura Clementina da Silva que faleceu em Nova Friburgo a 9 de Janeiro de 1870.Eram pais do 1ºbarão e conde de SÃO CLEMENTE e do 2º barão e conde de NOVA FRIBURGO.Grande do Império,era Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e de Cristo e Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial.  

Adenda
 
Antonio Clemente Pinto - agraciado com o título ( Dec 28.03.1854 ) de Barão de Nova Friburgo ( sem grandeza ); elevado ao título ( Dec 28;04.1860 ) de Barão com honras de grandeza de Nova Friburgo. Título de origem toponímica, tomado da cidade serrana de mesmo nome, no estado do Rio de Janeiro. Tornou-se abastado proprietário de fazendas na região de Cantagalo-RJ e foi o grande patriarca dos Clemente Pinto, do Rio de Janeiro. Fidalgo cavaleiro da Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem da Rosa. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Deixou numerosa descendência de seu casamento com sua prima legítima Laura Clementina da Silva Pinto, nascida a 02.12.1808 no Rio de Janeiro-RJ e falecida em Nova Friburgo a 09.01.1870, Baronesa com honras de grandeza de Nova Friburgo, filha de João Clemente Pinto e de Teresa Joaquina da Silva.
 

Brasão de Armas: Escudo partido em pala: na primeira em campo de ouro,cinco crescentes de lua de azul,postos em aspa; na segunda as armas dos Vasconcellos que são:em campo preto,três faxas,veiradas e contraveiradas de prata e goles.TIMBRE: uma águia de preto,estendida.(Brasão passado em 8 de Dezembro de 1857.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.37).

Colaboradores:

 

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Nova Friburgo, Barão; família Clemente Pinto

 site do Senado Federal: foto do 1º barão

Rodolfo Fujimori: foto da baronesa

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NOVA FRIBURGO  

Rodolfo Fujimori foto do conde

O 2º barão,Visconde e conde de NOVA FRIBURGO foi Bernardo Clemente Pinto Sobrinho,que nasceu em Cantagalo em 11 de Novembro de 1835 e faleceu em 6 de Agosto de 1914.Era filho do 1º barão com grandeza de NOVA FRIBURGO,Antonio Clemente Pinto e de sua mulher a baronesa Laura Clementina da Silva Pinto.Casou em 1 de Setembro de 18809 com Ambrozina Leitão da Cunha Campbell,viúva de Diogo Archibald Campbell e filha dos barões de MAMORÉ.Bacharel em direito,era Grande do Império,Oficial da Imperial Ordem da Rosa e Comendador da Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal.Era Veador de S.M.a Imperatriz.  

Adenda
 
Bernardo Clemente Pinto - agraciado sucessivamente com os títulos ( Dec 18.12.1873 ) de Barão, Visconde- Dec 11.04.1888 ) e finalmente Conde - Dec 1889 , "de Nova Friburgo" .  Faleceu na mesma Nova Friburgo, onde nasceu.  Mandou construir para sua família uma magnífica residência palaciana no bairro do Catete , Rio-RJ, hoje conhecida por Palácio do Catete, atual Museu da República, e que foi a sede do governo brasileiro e residência do Presidente da República até 1960.  Deixou geração de seu casamento, a 01.09.1880, no Rio de Janeiro-RJ, com Ambrosina da Gama Leitão da Cunha, nascida a 17.04.1848 em Belém-PA  e falecida a 18.07.1939 no Rio-RJ, viúva de James Archibald Campbell, Condessa de Nova Friburgo, filha do Barão de Mamoré.
 
Colaboradora
 

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Nova Friburgo, Barão; e família Clemente Pinto.

Rodolfo Fujimori -  foto do conde

Brasão de Armas: Escudo esquartelado: no primeiro e quarto quartéis,em campo de ouro,cinco crescentes de lua de azul,postas em aspa;no segundo e terceiros quartéis em campo preto,três faxas veiradas e contraveiradas de prata e goles.TIMBRE: uma águia presta estendida.PAQUIFE: das cores e metais do escudo.(Brasão passado em 20 de Julho de 1863.Reg. no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.58).

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