M-1 

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MACABUS

O barão de MACABUS foi Antonio Machado Botelho Sobrinho,natural de Santa Maria Madalena.

Brasão de Armas: Em campo de ouro,uma banda de azul carregada de três besantes de prata,entre um castelo de goles à destra e uma cruz de goles,chã e vazia do campo à sinistra.  

MACABU, conforme retificação ao ANB no "Titulares do Império" por Carlos G. Rheingantz, RJ 1960, páginas 112 a 121.

Adenda

Antonio Machado Botelho Sobrinho - agraciado com o título ( Dec 07.12.1881 ) de Barão de Macabu. Integrante da importante e antiga família de povoadores da região serrana do estado do Rio de Janeiro, originária das ilhas portuguesas ( Açores). O patriarca João Machado Botelho  estabeleceu-se inicialmente em Pati do Alferes, onde ficou por cerca de 20 anos, acabando por transferir-se definitivamente , em 1806, para as Novas Minas dos Sertões de Macacu ( hoje Cantagalo-RJ). Próximo do arraial, obteve uma sesmaria, onde em 1809 fundou a Fazenda Monte Alegre, hoje situada em Cordeiro-RJ, que tornou-se o berço (dez filhos) dessa família Machado Botelho. O casal patriarca eram os avós do Barão, que nasceu em 1827 e faleceu a 14.03.1908 em Santa Maria Madalena-RJ. Abastado proprietário de fazendas em Santa Maria Madalena.

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Macabu, Barão de; família Machado Botelho.

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MACAÉ

O 1º barão visconde e visconde com grandeza de MACAÉ foi Amaro Velho da Silva que faleceu em 25 de Abril de 1850.Era Cavaleiro Professo e Comendador da Imperial Ordem de Cristo e Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial.  

Adenda

Amaro Velho da Silva- agraciado com o título ( 12.10.1826 ) Barão de Macaé; agraciado com o título ( Dec 18.10.1829 ); agraciado com o título ( Dec 18.10.1839 ) de Visconde com honras de grandeza de Macaé. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, na região norte do estado do Rio de Janeiro. Filho do Capitão Manuel Velho da Silva ( nascido cerca de 1746, Santa Marinha de Vilanova de Gaia, Porto, falecido 10.04.1807 no Rio-RJ) e de Leonarda Maria da Conceição ( nascida em 16.12.1754, no Rio-RJ), casados  em 01.09.1776 na Capela da ordem Terceira do Carmo no Rio de Janeiro. Nascido a 16.05.1780 no Rio-RJ e falecido a 25.04.(*). Abastado negociante e capitalista. Tenente-coronel de milícias. Foi vereador à Câmara do Rio de janeiro. Veador da Imperatriz. Foi agraciado sucessivamente com os títulos do Conselho ( Carta de 22.08,.1812, Livro das Mercês 22, fl. 33v ), de barão em 1826, de Visconde em 1829 e de Visconde com Honras de grandeza de Macaé em 1839.

(*) Data de falecimento - ANB diz 1850 , Dicionário apresenta 1845. Contudo, no Almanak Laemmert de 1844, na relação dos membros da Corte Impérial, não constam os nomes nem do Visconde nem da Viscondessa, o que indica que já eram falecidos. Além do mais, quem faleceu a 25 de abril de 1850 foi o 2º Visconde, conforme pode ser verificado no seu registro a seguir. Portanto, o correto seria: data de falecimento- antes de 1844.

Colaboradores

Jose Roberto de Vasconcellos Nunes - pesquisador. Criador e coordenador da lista Gen-Minas de genealogia.

Pedro Auler- Almanak Laemmert - 1844

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Macaé, Visconde com grandeza de;. família Velho da Silv
a.

Brasão de Armas:Escudo partido em pala; na primeira,as armas dos Silvas, - de prata com um leão de púrpura,rompente,armado de azul;na segunda,a dos velhos, - de vermelho,como cinco vieiras xadrezadas de ouro e preto,postas em santor; e por diferença uma brica azul com uma estrela de prata.(Brasão passado em 8 de Janeiro de 1813).

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MACAÉ  

2º visconde com grandeza de Macaé

O 2º visconde com grandeza de MACAÉ foi José Carlos Pereira de Almeida Torres que nasceu na Baia em 1799 e faleceu no Rio de Janeiro em 25 de Abril de 1856.Casou  com Maria Eudoxia de Almeida Torres.Bacharel em direito,seguiu a magistratura,chegando à Desembargador.Deputado na 1ª legislatura de 1826,por MG,Presidente da Província de SP em 1827 e 1842 e da do RS em 1831;foi senador pela Baia em 1843,ministro do Império no 4º Gabinete de 1844,do Império e da Justiça interinamente no 5º Gabinete de 1845 e no 8º de 1848 por ele organizado.Era Grande do Império,Gentil-Homem da Imperial Câmara do Conselho de S. Magestade,Conselheiro de Estado em 1842,membro do IHGB,Comendador da Imperial Ordem de Cristo,etc.

Adenda
José Carlos Pereira de Almeida Torres- agraciado com o título ( Dec 18.10.1829 ) de Visconde de Macaé, sem grandeza; elevado ao título ( Dec 07.09.1847 ) de Visconde com honras de grandeza de Macaé.Título de origem toponímica, tomado à cidade do mesmo nome, no norte da província do Rio de Janeiro. Faleceu em 25.04.1850 (*) .Filho do Desembargado José Carlos Pereira  e de Ana Zeferina de Almeida Torres. Neto materno de José Vieira Torres e Luiza Marques de Almeida Arnizaud, casal tronco dos Almeida Torres. Bacharel em Direito, Ouvidor de Paranaguá e Curitiba [PR - Dec. 24.06.1820]. Habilitado para servir nos lugares de Letras [24.04.1820]. Escolhido pelo Capitão General da Bahia, D. Francisco de Assis Mascarenhas, conde da Palma, para Ouvidor de Alçada da Comarca de Porto Seguro [BA, 05.02.1820]. Ouvidor da Comarca de São João del Rei [MG - Alv. 21.07.1823]. Teve a serventia vitalícia do Ofício de Provedor da Fazenda dos Defuntos Ausentes, Capelas e Resíduos da Comarca de São João del Rei [Alv. 23.10.1823]. Desembargador da Relação da Bahia [Carta de 01.07.1826]. Membro do Real Conselho [13.11.1830]. Teve o título de Conselheiro do Império [13.11.1830] e Conselheiro de Estado. Teve mercê de um lugar ordinário de Desembargador da casa da Suplicação [Alv. 15.05.1830]. Deputado Geral por Minas Gerais (1826 e 1829). Ministro do Império (1844 e 1848) e da Justiça (1845); Presidente do Conselho (1848). Senador do Império, Presidente das Províncias de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Teve o hábito da Ordem de Cristo [04.04.1821]. Gentil Homem da Câmara de S. M. Imperial [Dec. 01.05.1846]. Comendador da Ordem de Cristo [Dec. 11.03.1842]. Deixou geração do seu cas. com sua prima, Eudóxia Engrácia de Almeida Torres, falecida em 06.12.1882, no Rio-RJ , Viscondessa com honras de grandeza de Macaé, filha de Bernardino Marques de Almeida Torres e neta daquele mesmo casal tronco dos Almeida Torres.
 
(*) Seção " Há 150 Anos"  - Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, de 26.04.2000 - publicando fatos ocorridos em 26.04.1850 : " Vítimas das febres - as febres faziam mais duas vítimas importantes, entre tantas outras anônimas: o visconde de Macaé - José Carlos Pereira de Almeida Torres, conselheiro de estado e senador do Império pela província da Bahia, e o jornalista, companheiro de redação do Jornal do Commercio, Salomão Benetton, redator da parte comercial desta folha

 

Colaboradores

 

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Macaé, 2º Visconde; família Almeida Torres.

 

Pedro Auler - Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro.

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MACAUBAS

barão com grandeza de Macaubas

O barão com grandeza de MACAUBAS foi o Abílio César Borges que nasceu no Rio das Contas na Baia em 9 de Setembro de 1824.Faleceu em 16 de Fevereiro de 1891 no RJ.Era filho de Miguel Borges de Carvalho e de Mafalda Maria da Paixão.Doutor em medicina pela Faculdade do RJ em 1847,foi diretor Geral da Instrução Pública,fundador do Ginásio Baiano em 1858 e do Colégio Abílio,no RJ,era um notável educador.Foi 1º Secretário da Academia Filomática,Diretor Geral dos Estudos na Baia em 1856,sócio do IHGB e de muitas associações científicas e literárias da Europa;Comendador da Imperial Ordem da Rosa,da de Cristo e da de S.Gregório,o Magno.Era Grande do Império.

Adenda
 
Abilio Cesar Borges-  agraciado com o título ( Dec 30.07.1881 ) de Barão de Macaúbas; elevado ao título ( Dec 03.06.1882 ) de Barão com honras de grandeza. Título de origem toponímica, tomado à vila de origem da família. Deixou geração de seu casamento, em 1848, com Francisca Antonia Wanderley, falecida em 07.12.1903, Baronesa de Macaúbas, integrante da importante família Wanderley, de Pernambuco. As filhas do casal adotaram como sobrenome a forma Borges Wanderley. Os filhos homens assinavam Abílio Borges como sobrenome.
 
Colaboradora
 
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Macaúbas, Barão e família Borges.

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MACEIÓ

O 1º visconde com grandeza e marquês de MACEIÓ foi Francisco Affonso Mauricio de Souza Coutinho que nasceu em Turim em 2 de Fevereiro de 1796 e faleceu em Paris em 14 de Agosto de 1834.Era filho de Rodrigo Domingos de Souza Coutinho Teixeira de Andrada Barbosa,1º conde de Linhares e Senhor de Peyalvo,que nasceu em Chaves em Portugal em 4 de Agosto de 1755 e faleceu no RJ em 26 de Janeiro de 1812 e de Gabriela Maria Inácia Azinari de S.Marsan,Dama de várias Ordens que faleceu no Rio de Janeiro em 24 de janeiro de 1821,tendo nascido em Turim a 31 de Julho de 1770 e era filha dos marqueses de Caraglio e de S.Marsan.Casou com Guilhermina Adelaide Carneiro Leão no RJ em 1824,que nascera em Lisboa a 2 de Janeiro de 1803 e faleceu nessa cidade em 18 de Agosto de 1856,era Dama de S.M. a Imperatriz e filha dos condes de Vila Nova de S.José.Foi Oficial da marinha portuguesa e aderindo a Independência foi promovido à capitão de Fragata em 1824,passando para o Estado Maior do Exército com o posto de Tenente-Coronel.Ministro da pasta da Marinha no 6º Gabinete de 1827 e Ministro plenipotenciário e Enviado Extraordinário à Corte de Viena em 1828,tendo acompanhado a Imperatriz ao RJ.Era Veador de S.Magestade em 1818 e Grande do Império,Gentil-Homem da Imperial Câmara,Cavaleiro da I.Ordem de Malta,Cavaleiro da I.Ordem do Cruzeiro,Comendador da I.Ordem de Cristo,de Izabel a Católica de Espanha e Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada de Portugal.

Adenda
 
Francisco Afonso Maurício de Souza Coutinho - agraciado com o título ( Dec 12.10.1824 ) de Visconde com grandeza de Maceió; elevado ao título ( Dec 12.10.1826 ) de Marquês de Maceió. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, no estado de Alagoas. Não houve geração de seu casamento com a Marquesa.
 
Colaboradora
 Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Maceió, Marquês; família Souza Coutinho.

Brasão de Armas: Escudo esquartelado: no primeiro as armas dos Souza Chichorro que são,as do Reino,com um filete preto em contrabanda que não chegue à orla e passe por baixo do escudinho do meio;no segundo as armas dos Coutinhos,em campo de ouro,cinco estrelas de vermelho com cinco pontas;e assim os alternos.

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MACEIÓ  

               

barão e baronesa de Maceió

Fonte: AGB, vol.VII,1945, pág.217

O barão de MACEIÓ foi o Dr. Antonio Teixeira da Rocha que nasceu em Alagoas,antiga capital dessa Província e faleceu no Paço Municipal de S.Cristóvão,quando em serviço em 29 de Julho de 1886.Era filho de Manuel Casemiro da Rocha e de  Joana Maria Conceição Rocha.Formou-se em medicina,pela Faculdade de medicina da Baia em 1846,sendo lente catedrático de histologia na faculdade do Rio de Janeiro.Era medico da Santa Casa de Misericórdia e da Imperial Câmara.Deputado por Alagoas na 15ª legislatura de 1872-1875,do Conselho de S.Magestade Comendador da R.Ordem de Cristo de Portugal e Cavaleiro da I.Ordem da Rosa.

Adenda
 
Antonio Teixeira da Rocha- agraciado com o título ( Dec 29.07.1877 ) de Barão de Maceió. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, no estado de Alagoas, onde nasceu o titular. Nasceu em 04.04.1824 em Maceió-AL. Houve a Baronesa de Maceió que em 1891, já viúva, residia na r. de S. Pedro 296 na cidade do Rio de Janeiro e foi sepultada no Cemitério do Catumbi nessa cidade.
(Laurenio Lago - Acréscimos e Retificações, 143 )
 
Colaboradora
 
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Maceió, Barão e Maceió, Baronesa.

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MACIEL 

O barão de MACIEL foi Justo Domingues Maciel que nasceu na cidade de Baependi Província de MG em  1837 e faleceu em 1900 em SP.Era filho de Manuel Domingues Maciel.Casou com Luiza Ribeiro em Baependi.

Adenda

Justo Domingues Maciel- agraciado com o título ( Dec 10.07.1889 ) de Barão de Maciel. Título antroponímico, tomado do sobrenome da família. Nascido em 1837 em Baependi-MG e falecido em 1900 em São Paulo-SP. Influente político no antigo Partido Liberal. Deixou geração de seu casamento com Luiza Ribeiro, falecida em 05.05.1906 em Três Corações-MG, fazendeira no município de Caxambu-MG, baronesa de Maciel .

Colaboradora

Regina Cascão   - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Maciel, Barão de; família Domingues Maciel.
 

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MAGÉ

visconde com grandeza de Magé

O visconde com grandeza de MAGÉ foi José Joaquim de Lima e Silva que nasceu em 26 de Julho de 1788 e faleceu no RJ em 24 de Agosto de 1855.Era filho do Marechal de Campo José Joaquim de Lima e Silva e de Joana Maria da Fonseca Costa.Era tio do duque de CAXIAS e do conde de TOCANTINS e irmão do barão de SURUI.Sentou praça de cadete com 3 anos de idade no 1º Regimento de Infantaria do RJ em 6 de Outubro de 1790.Era General-Marechal do Exército,comandou a Imperial Guarda de Honra em 1822 seguindo com ela para a Baia em 1822,Comandante das Armas da Corte.Foi deputado à Assembléia Geral pela Província do Piauí em varias legislaturas e presidente do Supremo Tribunal Militar.Era ajudante de Campo de S.M.  o Imperador D.Pedro I em 1824.Conselheiro de Estado em 1842,Veador de S.M.a Imperatriz,Vogal do Conselho Supremo Militar em 1832 e Secretário de Guerra.Era Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro,Comendador da Imperial Ordem de S.Bento de Aviz e da Imperial Ordem da Rosa e tinha a medalha da Independência da Baia.

Adenda
 
José Joaquim de Lima e Silva- agraciado com o título ( Dec 02.12.1854 )de Visconde com honras de grandeza de Magé. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, na região da baixada fluminense (i.e., do estado do Rio de Janeiro).  Deixou numerosa descendência de seu casamento a 05.10.1825 com sua prima-irmã Maria Eulália de Lima Fonseca, nascida a 12.01.1809, batizada a 19.10.1812 no Rio de Janeiro-RJ e falecida a 11.02.1852, neta de João Francisco de Lima Fonseca, patriarca da família Lima Fonseca Gutierrez, do Rio de Janeiro. Não houve a Viscondessa de Magé por ter sua esposa falecido antes da concessão do título.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Magé, Visconde; e família Lima e Silva.

BRASÃO DE ARMAS:Escudo partido em seis quartéis: no primeiro as armas dos Silvas, - de prata, um leão de púrpura, rompente, armado de azul; no segundo de ouro, cinco estrelas de góles, com cinco pontas, postas em aspa; no terceiro as armas dos Limas, - de ouro, quatro palas de góles; no quarto, de azul, cinco flores de liz de ouro, postas em aspa; no quinto, de prata, uma pereira de sinople, entre um crescente de ouro e uma flor de liz de mesmo; no sexto as armas dos Ferreiras, - de góles, quatro faxas de ouro; e por diferença uma brica de prata  com um farpão de sable

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MAIA MONTEIRO  

barão de Maia Monteiro

O barão de MAIA MONTEIRO foi Antonio de Maia Monteiro que nasceu no RJ em 19 de Junho de 1860.Era filho do 1º conde de Estrela por Portugal, Joaquim Manuel Monteiro e de sua 2ª mulher D.Luisa Amália da Silva Maia, filha do Conselheiro José Antonio da Silva Maia e de Maria Lucia Inocência Gomes,Era irmão do barão da Estrela,José Joaquim de Maia Monteiro e por parte do pai do 2º conde de Estrela por Portugal, Joaquim Manuel Monteiro.Era capitalista e proprietário.Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial e Cavaleiro da Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal.  

Adenda
 
Antonio Joaquim de Maia Monteiro - agraciado com o título ( Dec 12.06.1882 ) de Barão de Maia Monteiro. Título de origem antroponímica, tomado do sobrenome da família. Faleceu a 20.05.1933 em Petrópolis-RJ. Teve mercê da Carta de Barão de Armas. Deixou geração de seu casamento, a 06.05.1882, no Rio de Janeiro-RJ com Maria Elisa Pinto de Miranda Montenegro, nascida a 24.12.1865 em Campos-RJ e falecida a 25.02.1948 em Petrópolis-RJ, Baronesa de Maia Monteiro, integrante da importante família Pinto de Miranda Montenegro, do Rio de Janeiro.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes; Maia Monteiro, Barão; e família Maia Monteiro

Brasão de Armas: As de seu pai; escudo partido em pala: as armas dos Monteiros, - de prata,com três buzinas de preto,com bocais de ouro e cordões vermelhos,postas em roquete,na segunda,as dos Rodrigues,- de ouro com cinco flores de Liz de vermelho,em santor: chefe de vermelho com uma cruz de ouro florida,vazia de campo.(Brasão passado em 19 de Fevereiro de 1855.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VIII,fls.397

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MAMANGUAPE

       

Imagens de Baronesa de Mamanguape

O barão com grandeza de MAMANGUAPE foi Flavio Clementino da Silva Freire.Casou com Carmem Freire nascida no RJ a 2 de Março de 1855 e falecida a 13 de Setembro de 1891 nessa cidade.A baronesa teve uma vasta educação literária e escreveu várias poesias de valor.Bacharel em direito;foi deputado na 10ª e 11ª legislaturas de 1857 a 1864, pela província da Paraíba do Norte, que representou no Senado como Senador nomeado em 1869.Presidiu a Província da Paraíba do Norte em 1873.Era importante fazendeiro nesta província.Era Grande do Império e Oficial da Imperial Ordem da Rosa.

Adenda
 
Flavio Clementino da Silva Freire - agraciado com o título ( Dec 14.03.1860 ) de Barão de Mamanguape; elevado ao título ( Dec 16.05.1888 ) de Barão com honras de grandeza. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome . Nasceu na Paraíba em 1816 e faleceu também lá a 26.08.1900. Proprietário de fazenda de açúcar na província natal.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Mamanguape, Barão; família Silva Freire. 

Brasão de Armas: Em campo de ouro uma banda de azul,carregada de três flores de cana de açúcar,de ouro.(Brasão passado em 23 de Junho de 1860.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.42).

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MAMBUCABA

O barão de MAMBUCABA foi José Luiz Gomes que faleceu em Piraí em 30 de Janeiro de 1875 com 74 anos de idade.Era comandante Superior da Guarda Nacional,foi Chefe de Polícia.Era Oficial da Imperial Ordem da Rosa.

Adenda

José Luiz Gomes -  agraciado com o título ( Dec 02.12.1854 ) de Barão de Mambucaba. Título de origem toponímica, tomado a uma localidade do mesmo nome , no litoral fluminense ( = do estado do Rio de Janeiro).Filho de  Francisco Luiz Gomes, português, natural da Praça de Chaves e de Ana Margarida de Jesus de Souza Breves , falecida octogenária em Piraí-RJ em janeiro de 1852,  filha de
Antonio de Souza Breves (o patriarca dos Breves no Brasil) e de Maria de Jesus. O titular nasceu em 1791 (*) em Piraí-RJ. Foi Alferes do 2º Batalhão de Angra dos Reis e Juiz de Paz do Distrito de Nossa Senhora do Rosário de Mambucaba ao tempo em que residiu naquela vila. Foi Sargento-mór, e mais tarde Major da
extinta 2ª linha do Exército Nacional. Comandante-Superior da 9ª e 12ª Legiões da Guarda Nacional. Voltando a Piraí, foi Vereador, Presidente da Câmara e Delegado de Polícia. Por sua dedicação à ordem legal, em 1842, era José Luiz investido das honras de Oficial da Imperial Ordem da Rosa e alguns
anos depois, recebia do governo a Comenda da mesma Ordem. Faleceu o Barão em
30.01.1855 ( * ). Era sobrinho do Capitão-mór José de Souza Breves e tio da Baronesa de Piraí,Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves e do Comendador Joaquim José de Souza Breves; rei do café.Foi proprietário de várias fazendas e de grande extensão de terras em Piraí, conforme consta dos livros do Cartório do 2º Ofício de Justiça. Possuía propriedades em Mangaratiba, conforme o Cartório de Registro Civil do 3º Distrito de Itacuruçá. Era senhor de uma das maiores propriedades do
sul do Brasil, começando próximo à Serra da Bocaina, passava ao lado da Serra do Brejão, onde tem as cabeceiras o Rio Mambucaba, e daí saindo do município de São José do Barreiro ; SP, atravessava os contrafortes da Serra Geral, seguindo em frente em direção da vila de Mambucaba (Angra dos
Reis), e à direita penetrava pelo município de Parati. Esta formidável extensão de terras foi em parte objeto de desapropriação pelo Governo Federal na conformidade do Decreto no. 15.561 de 12 de junho de 1922, e de sentença desapropriatória do Juízo Federal da Seção do Estado do Rio de Janeiro, em 26 de maio de 1923. No Município de Piraí possuiu duas grandes fazendas; Santa Maria; e ;Ponte Alta. Foi casado pela primeira vez com Marianna Rodrigues Dias e a segunda vez com Francisca Rosa da Conceição. 

( * ) Divergência nas datas de nascimento e falecimento. O ANB informa o falecimento a 30.01.1875, com 74 anos de idade - o que resultaria no nascimento em 1801. O colaborador apresenta o nascimento em  1791 e o falecimento em 1855, o que viria a indicar a morte aos 64 anos .

Colaborador: Aloysio Clemente M. I. de J. Breves Beiler

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MAMORÉ

barão com grandeza de Mamoré

O barão com grandeza de MAMORÉ foi Ambrósio Leitão da Cunha que nasceu aos 21 de Agosto de 1821 na cidade de S.Maria de Belém no Pará e faleceu no RJ em 5 de Dezembro de 1898.Era filho do major do Exército Gaspar Leitão da Cunha,descendente da antiga Casa de Mazagão.Casou com Maria José da Gama e Silva,filha do capitão de Mar e Guerra José Joaquim da Silva,da linhagem dos Távoras;era irmão da baronesa de SOUZA FRANCO.Aos 9 anos de idade seguiu para Lisboa onde estudou humanidades ate 1838,data em que regressou ao Brasil sendo nomeado escriturário do Tesouro Nacional.Estudou direito na Faculdade de Direito de Olinda,vindo a formar-se na Academia de SP.Nomeado Juiz Municipal da capital do Pará,foi condecorado pela Independência e energia com que se houve no celebre processo de moeda falsa,havido.Foi Juiz de Direito em várias Comarcas seguindo a carreira da magistratura até ser Desembargador,quando aposentou-se sem vencimento algum.Administrou a Província do Pará como Vice-Presidente e como Presidente das Províncias de Paraíba em 1859,de Pernambuco em 1860,do Maranhão em 1863 e 1868 e da Baia em 1866,tendo recusado a Presidência do RS.Representou na Câmara sua Província natal nas 11ª legislatura de 1861 ,na 12ª de 1864 ,na 13ª de 1867 e foi nomeado Senador pelo Amazonas em 1870.Fez parte do 34º Gabinete de 1885 como Ministro do Império.Era condecorado com as comendas da I.Ordem de Cristo e da Rosa,Gentil-Homem da Casa Imperial,Veador de S.M. a Imperatriz e Camarista de S.M.o Imperador.

Adenda
 
Ambrósio Leitão da Cunha - agraciado com o título ( Dec 18.12.1873 ) de Barão de Mamoré; elevado ao título ( Dec 03.03.1883 ) de Barão a Barão com honras de grandeza. Título de origem toponímica, tomado a rio do Pará. Deixou numerosa descendência do seu casamento, a 27.04.1847 em Belém-PA com Maria José da Gama e Silva, Baronesa de Mamoré, nascida em Lisboa, Portugal a 17.05.1817 e falecida no Rio de Janeiro-RJ a 17.06.1889, filha do Capitão de Mar-e-Guerra José Joaquim da Silva e de Maria Josefa Micaela da Gama Lobo.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Mamoré, Barão e família Leitão da Cunha.

Brasão de Armas: Escudo esquartelado por uma cruz de goles,orlada de ouro;no primeiro e quarto quartéis de azul,cinco palmas de prata postas em aspa;no segundo,de ouro,um castelo e Igreja mourista de goles com uma escada apoiada na torre;no terceiro de ouro duas bandeiras de goles postas em pala.PAQUIFE: das cores e metais do brasão.

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MANAUS

O barão de MANAUS foi Clementino José Pereira Guimarães,natural da Província do Pará.Era Tenente-Coronel da Guarda Nacional,foi gerente da Companhia do Amazonas.

Adenda

Clementino José Pereira Guimarães - agraciado com o título ( Dec 27.06.1888 ) de Barão de Manaus. Título de origem toponímica, tomado da capital do estado do Amazonas. Por lei provincial nr. 68 de 02.09.1856, a vila da Barra do Rio negro foi elevada à categoria de cidade, passando a denominar-se com o nome da tribo que habitava as redondezas: Manaus.Nascido a 14.11.1838 em Belém-PA e falecido a 16.10.1906 em Manaus-AM. Vice-presidente do Amazonas, tendo exercido a presidência ( 1885-1887). Casado com Leocádia Joaquina dos Anjos.

Colaboradora

Regina CascãoFonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Manaus, Barão de; família Pereira Guimarães

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MANGARATIBA

O barão de MANGARATIBA foi Antonio Pereira Passos que faleceu em 14 de Setembro de 1866.

Adenda 

Antonio Pereira Passos- agraciado com o título ( Dec 28.12.1860 ). Título de origem toponímica, tomado da cidade litorânea do mesmo nome, no estado do Rio de Janeiro. Nascido em  antiga e importante família, de origem portuguesa, estabelecida na região sul-fluminense , para onde passou José Pereira da Fonseca Miranda [c.1785, Portugal - ?], que deixou numerosa descendência do seu cas. com Maria da Conceição de Oliveira [c.1788, Parati, RJ - ?], filha do Ten. Francisco José de Oliveira e de Maria Joaquina de Oliveira e Silva, e por via desta, descendentes das principais famílias da região, cujas origens remontam a Antônio de Oliveira, 1º Feitor da Fazenda Real da Capitania de São Vicente [1537], patriarca da família Oliveira Gago , de São Paulo. Filho do casal patriarca, Antonio  Pereira Passos - ou Pereira da Fonseca Miranda, nascido a 1786, Parati, RJ e falecido a 14.09.1866 . O sobrenome  Passos foi acrescentado, posteriormente ao seu nome de família - Fonseca Miranda - por ser devoto de Nosso Senhor dos Passos. Muito moço foi residir na freguesia de São João Marcos, onde tornou-se grande fazendeiro. De 1825 a 1835, exerceu o cargo de 1º Tabelião e Escrivão da Câmara da Vila de São João Marcos. De 1835 a 1841, foi Vereador na mesma Câmara. Proprietário da Fazenda de Santo Antônio do Bálsamo, em São João Marcos. Proprietário de terras em Passa Três, Santana de Itacuruçá, Jacareí e, também, de 1.077 alqueires de terra, na praia de Saco Grande, com armazém de compra e venda de café, localizadas em Mangaratiba. «Além de propriedades na vila, tinha vastos armazéns em Mangaratiba, para depósito de café, transportado por via marítima para o porto do Rio de Janeiro. Mesário e provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Matriz de São João Marcos» (Laurênio Lago, Acréscimos e Retificações, 144).  Com geração do seu casamento com Clara Rosa de Oliveira, falecida a  26.04.1868, São João do Príncipe, RJ, baronesa de Mangaratiba. «Os barões de Mangaratiba foram sepultados na igreja de Nossa Senhora do Rosário em São João Marcos, RJ. Mais tarde, seus restos mortais foram transladados para a suntuosa capela construída em 1915 no cemitério de São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro» (Laurênio Lago, Acréscimos e Retificações, 144)

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Mangaratiba, Barão; família Pereira Passos 

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MARACAJU

barão e visconde de Maracaju

O barão e visconde de MARACAJU foi Rufino Enéas Gustavo Galvão que nasceu em Laranjeiras,Província de Sergipe a 2 de Julho de 1831.Era filho do brigadeiro José Antonio da Fonseca Galvão e de Mariana Clementina de Vasconcellos Galvão.Era irmão do barão do RIO APA e do Desembargador Manuel do Nascimento da Fonseca Galvão e do Ministro do Supremo Tribunal,Dr.Enéas Galvão,falecido no RJ a 23 de Novembro de 1916.Bacharel em matemáticas pela Escola Militar em 1851,chegou a Marechal de Campo e membro do Supremo Tribunal Militar.Presidiu as Províncias do Amazonas em 1878,Pará em 1888 e Mato Grosso em 1879.Foi o último Ministro da Guerra no governo monárquico,do 36º Gabinete de 7 de Junho de 1889,organizado pelo visconde de OURO PRETO.Foi membro de diversas comissões militares e científicas e fez todas as Campanhas.Teve as medalhas da Campanha do Uruguai,de Buenos Aires e da Rendição de Uruguaiana,a de Paissandu,a do Mérito e Bravura Militar,a Geral da Campanha do Paraguai.Era Comendador da I.Ordem da Rosa,Dignitário da I.Ordem do Cruzeiro,1870 e Comendador da de S.Bento de Aviz,1881 e Veador de S.M. a Imperatriz.

Adenda
 
Rufino Enéas Gustavo Galvão - agraciado com o título ( Dec 23.12.1874 ) de Barão de Maracaju; elevado ao título ( Dec 23.05.1883 ) de Visconde de Maracaju. Título de origem toponímica. Faleceu  no Rio de Janeiro-RJ a 18.02.1909.
 
Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Maracaju, Barão e família Fonseca Galvão.

Brasão de Armas: Escudo cortado em faxa e esta partida em três palas;na primeira,de prata,uma águia estendida,carregada de um crescente de ouro no peito;na segunda,de vermelho,seis costas de prata,firmadas e postas em duas palas;na terceira de ouro,cinco estrelas de goles em santor; a segunda faxa – em campo azul,um castelo de ouro sobre um monte de sinople,entre uma bússola,à sinistra,e um espada com folha e punho de ouro à destra.

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MARACANÃ

O barão com grandeza de MARACANÃ foi Manuel Gonçalves Pereira.Era negociante no RJ.Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Comendador da de Cristo.

 

Adenda

 

MANUEL GONÇALVES PEREIRA - Barão de MARACANÃ

Em 17 de Março de 1806 nasce no lugar de Azevedo de Belinho em São Paio de Antas, Manuel Gonçalves Pereira. Com apenas 13 anos de idade, a 13 de Maio de 1819, o Manuel partiu para o Brasil a bordo da galera Sociedade Feliz, na companhia do seu irmão mais velho João.

Este seu irmão era caixeiro, guarda-livros de uma casa de negócios de vendas por atacado, das mais creditadas no Brasil ? a Casa das Motas ? que ficaria famosa pela imensa fortuna que legou à Misericórdia do Rio de Janeiro. Chegando ao Brasil, Manuel Gonçalves Pereira foi residir para a casa de Joaquim António Senha, negociante e proprietário na rua da Imperatriz.

A 10 de Junho tomava de caixeiro na loja de fazendas de Varejo, na rua da quitanda, onde fez a sua primeira experiência como comerciante.

Em Agosto de 1820 parte para S. Paulo onde chega a 3 de Setembro, continuando a exercer a mesma profissão. A 7 de Setembro de 1822, D. Pedro proclama a independência do Brasil junto ao rio Ipiranga, tendo Manuel Gonçalves Pereira sido testemunha deste acontecimento único. Em Julho de 1826 voltou ao Rio para fazer um sortimento de fazendas de importância avultada, o que prova o crédito comercial que então já tinha adquirido.

Regressando a S. Paulo, aqui se estabeleceu por conta própria e desenvolveu de tal maneira a sua casa que em 1835, apenas com 29 anos de idade, era já considerado o primeiro nome comercial daquela região.

Nesta época liquidou o negócio de S. Paulo e partiu para o Rio onde se associou com seu irmão João Gonçalves Pereira, estabelecendo um armazém de fazendas por atacado, na mesma casa onde começara como simples guarda-livros.  A firma João Gonçalves Pereira e Irmão adquiriu grande fama e crédito em todo o Brasil. A 5 de Abril de 1852 falecia o seu irmão e sócio João.

Seis anos depois, em 1858, Manuel Gonçalves Pereira deu sociedade a 3 dos seus empregados e encetou uma viagem de estudo pela Europa. Percorrendo os grandes circuitos comerciais da época. Foi uma viagem que durou de 17 de Maio a 14 de Dezembro de 1859. A 4 de Janeiro de 1860 estava novamente no Rio de Janeiro, onde permaneceu até 10 de Abril do ano seguinte, data em que resolveu entregar a sua casa comercial e os seus negócios e regressar a Portugal.. Chegou a Lisboa a 20 de Abril de 1861 e daqui seguiu para S. Paio de Antas sua terra de berço, que tinha deixado aos 13 anos a da qual tinha saudades.

Trazendo consigo uma grande fortuna, soube como ninguém aplicá-la em obras de carácter social na sua terra.Estando a construir-se a estrada nacional Esposende-Viana do Castelo, a fim de apressar os trabalhos, colaborou nesta obra com a avultada quantia de um conto e duzentos mil reis. A igreja paroquial de S. Paio de Antas estava também a ser reparada quase de raiz pelo padre Bento da Mota, que se via aflito para cobrir as despesas. O BARÃO DE MARACANÃ colaborou também nesta obra com 800 mil réis. Não satisfeito com estes gestos de generosidade, em 1888 O BARÃO DE MARACANÃ mandou construir, no lugar da Estrada, uma casa, com uma sala para aulas e aposentos para o professor, que doou à freguesia, para ali funcionar a escola oficial. A escritura de doação é de 14 de Março de 1889, e inclui a condição de esta casa não ser utilizada a não ser para o fim que destinou o fundador. A Junta como sinal de reconhecimento daria o nome de EscolA BARÃO DE MARACANÃ. Ele sabia por experiência própria, que a instrução é a base do progresso.

Na freguesia adquiriu vastas propriedades agrícolas que cultivou e desenvolveu, e construiu uma opulenta vivenda, conhecida por Casa da Paia ou Quinta dos Barros.

Além da sua competência na área comercial, Manuel Gonçalves Pereira tinha um sentido apurado da importância da instrução para o desenvolvimento dos povos, a causa a que dedicou muitas das suas forças, tanto no Brasil como em Portugal.Por isso o Imperador do Brasil, além do título dE BARÃO DE MARACANà? em 19 de Junho de 1872 - concedeu-lhe o grau de cavaleiro da Ordem de Cristo, e comenda da mesma ordem, além da comenda da Ordem e o título de Grandeza, este, em 1875.

 

Colaboração: José Renato Pessôa Dantas

Fonte - (cf.: NEIVA, Adélio, S. Paio de Antas, sua história sua gente, Companhia Editora do Minho, Esposende, 1999, pp. 458, 489-490)

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MARAGOGIPE

O barão de MARAGOGIPE foi Bento de Araújo Lopes Villas Boas que faleceu na Baia em 28 de Junho de 1850.Era Cavaleiro da Imperial  Ordem de Cristo.

Adenda

Bento de Araújo Lopes Vilas Boas - agraciado com o título ( Dec 12.10.1825 ) de Barão de Maragogipe. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, no estado da Bahia. Nascido em 1760 e falecido a 28.06.1850 na Bahia. Casado com  Cândida Luiza Vilas Boas. Seus descendentes fizeram aliança, entre outras, com as famílias Bettencourt, Berenguer César, Barros Pimentel, Pires de Albuquerque, Ferrão de Pina e Mello, Moreira de Pinho ( família do conde Sebastião Pinho ), Carvalho de Menezes, Waitz e Pinto Soares.

Colaboradora

Regina Cascão- Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Maragogipe, Barão de; família Vilas Boas

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MARAJÓ

barão de Marajó

O barão de MARAJÓ foi José Coelho da Gama e Abreu que nasceu no Pará em 12 de Abril de 1832.Era filho  de um oficial de marinha portuguesa.Bacharel em Filosofia pela Universidade de Coimbra e também em matemáticas.Foi Presidente da Província do Pará em 1879 e do Amazonas em 1867.Diretor Geral das Obras Públicas,era sócio da Academia de Ciências de Lisboa,Comendador da I.Ordem de Cristo e da de N.S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal

Adenda

 

José Coelho da Gama e Abreu - agraciado com o título ( Dec 07.05.1881 ) de Barão de Marajó. Título de origem toponímica, tomado da ilha do mesmo nome, no estado do Pará. Filho  de João Coelho da gama e Abreu e de Anastácia Josefa Micaela da Gama Lobo, filha do Ten-Coronel João da Gama Lobo.Nasceu a 12.04.1832 em Belém -  PA  e falecido a 25.11.1906 em Lisboa, Portugal. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, a 30.05.1853, onde havia se matriculado, em 13.10.1848. Diretor Geral das Obras Públicas de Belém. Deputado à Assembléia Geral Legislativa, pelo Pará [22.05.1867 - 20.07.1868]. Tenente-Coronel reformado, por solicitação sua, por Carta Patente de 19.06.1872. Presidente da Província do Amazonas [24.11.1867 a 08.02.1868]. Presidente da Província do Pará [Nom. 15.03.1879; posse a 07.04.1879, administrou até 09.03.1881]. Presidente da Diretoria do Museu Paraense, exonerado, a seu pedido, a 12.07.1882. Presidente do Conselho da Intendência Municipal de Belém [1891-1894]. Vice-Presidente do Senado Paraense. Como geógrafo, deixou entre outros, um estudo sobre as Regiões Amazônicas. Foi agraciado com o título (Dec. 07.05.1881) de barão de Marajó. «Por ocasião do centenário do seu nascimento a 12 de abril de 1932, o Instituto Histórico do Pará promoveu solenidades e a Prefeitura Municipal de Belém mandou colocar uma placa de mármore comemorativa na casa onde nasceu» (Laurênio Lago, Acréscimos e Retificações, 144). Deixou geração do seu casamento, em 1857, em oratório particular da casa do tio da noiva, o 2.º barão de Jaguarari, em Belém, com Maria Pombo Brício, nascida em Belém e falecida a   30.08.1867, jovem, vítima de parto laborioso; filha do Comendador Jayme David Brício, membro da importante família Brício ,do Maranhão, estabelecida no Pará, e de Maria do Carmo Henriques da Silva Pombo, da importante família Silva Pombo , do Pará (Barata, Famílias do Pará, vol. III, 45). Não houve a Baronesa de Marajó porque a esposa faleceu antes da concessão do título.

 

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Marajó, Barão; e família Gama e Abreu.

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MARANGUAPE

visconde com grandeza de Maranguape

O visconde com grandeza de MARANGUAPE foi Caetano Mario Lopes Gama que nasceu no Recife em PE em 5 de Agosto de 1795 e faleceu no RJ em 21 de Junho de 1864.Era filho do Dr.João Lopes Cardoso Machado,natural de Lisboa e de Ana Bernarda do Nascimento Lopes Gama,natural de PE e irmão do célebre retórico Padre Miguel do Sacramento Lopes Gama,chamado o Carapuceiro. Doutor em direito pela Universidade de Coimbra em 1819,iniciou sua carreira como Juiz de Fora em Penedo e chegou a Ministro aposentado do Supremo Tribunal de Justiça.Presidiu as Províncias de Alagoas em 1830,de Goiás em 1824,e RS em 1829.Deputado à Assembléia Constituinte pela Província de Alagoas em 1823,deputado à Assembléia Geral por Pernambuco,na legislatura de 1826 e por Goiás na 2ª legislatura de 1830.Senador pelo RJ em 1839.Ministro de Estado cinco vezes em diferentes pastas.Era Conselheiro de Estado em 1842.Grande do Império,era Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro e Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa.Membro fundador do IHGB,Comendador da Imperial Ordem de Cristo,Grã-Cruz da Ordem de S.Januário,de Nápoles e de Medjidié da Turquia,Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial.

Adenda e correção
 
Caetano MARIA Lopes Gama- agraciado com o título ( Dec 02.12.1854 ) de Visconde com honras de grandeza de Maranguape. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, no Ceará.  A Viscondessa de Maranguape era portuguesa e faleceu aos 65 anos de idade, a 29.11.1859.
 
Colaboradora
 

Regina Cascão - Adenda - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Maranguape, Visconde; e família Lopes Gama.

Regina Cascão - Foto do visconde de Maranguape - Fonte: Ministério das Relações Exteriores - Galeria de Ministros- www.mre.gov.br

Brasão de Armas: Escudo esquartelado:no primeiro,as armas dos Gamas,que são: quinze enxaques de ouro e vermelho,de três peças em faxa e cinco em pala,sendo as vermelhas acotinadas com as suas faxas de prata, e no meio um escudo com as armas de Portugal;no segundo,as armas dos Lopes, - de azul, uma palmeira de ouro e um corvo pousante nela,com as asas estendidas;no teerceiro as armas dos Cardosos, - de vermelho dois cardos de verde floridos com flor e raízes de prata,entre dois leões de ouro batalhantes,armados de vermelho;no quarto,as armas dos Machados, - de vermelho com cinco machados de prata,manicados de ouro,postos em aspa.TMBRE: o dos Gamas um naire da cintura para cima vestido ao modo da Índia,com o escudo das armas na mão.( Brasão passado em 26 de Fevereiro de 1849.Reg.no Cartório da Nobreza ,Liv.VI,fls.8).

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MARANHÃO

marquês do Maranhão

O marquês do MARANHÃO foi o Lord Thomaz John Cochrane que nasceu na Inglaterra em 14 de Dezembro de 1775 e faleceu em Londres em 31 de Outubro de 1860.Era filho de Archibald Cochrane, 9º conde de Dundonald,que nasceu a 1 de Janeiro de 1748 e faleceu em 1 de julho de 1831 e de sua primeira mulher Ana filha de James Gilchrist,capitão da Marinha Inglesa falecido em 13 de Novembro de 1784.Casou em 8 de Agosto de 1812 com Catherina Francisca Corbetts,falecida em 25 de Janeiro de 1865 e filha de Thomas Barnes.Era o 10º conde de Dundonald na Inglaterra e barão de Cochrane.Vice-Almirante da Marinha Inglesa distinguiu-se por valorosas façanhas na Armada Inglesa e nas guerras da independência do Brasil,Chile,Peru e Grécia,como Comandante em chefe das marinhas desses países.Prestou relevantes serviços ao Brasil,servindo à causa de sua independência assumindo o comando da Esquadra Brasileira na expulsão das tropas portuguesas na Baia em 2 de Julho de 1823.Partindo para a Inglaterra em 1825,não voltou mais ao Brasil que apesar de pagar seus serviços generosamente sofreu dele exigências descabidas.Era Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Real Ordem do Banho,de Inglaterra,Cavaleiro da Real Ordem de S.Salvador,da Grécia e do Mérito,no Chile.

Adenda

Thomas John Cochrane - agraciado com o título ( Dec 12.10.1823 ) de Marquês do Maranhão. Título de origem toponímica, tomado da província do mesmo nome, hoje estado do Maranhão. Também portava o título inglês de 10.º conde de Dundonald e barão de Cochrane Nasceu em Ansfield, Escócia (*)  e faleceu em Kensington, arredores de Londres, vitimado de cálculos de bexiga. Lord do Almirantado. Iniciou sua carreira das armas pelo Exército, embarcou pela primeira vez no «Hind» [1793]. Tenente [1796]. Serviu na estação naval norte-americana [1796-1798] e nas costas francesas e espanholas [1798-1800]. Lutou nas guerras contra Napoleão Bonaparte, sendo aprisionado [1801]. Freqüentou a Universidade de Edimburgo [1802-1803]. Voltou à Marinha. Membro do Parlamento, em Honiton [1806]. Membro do Parlamento, em Westminster [1807]. Teve complicações no Parlamento Inglês, devido a abusos na marinha e intrigas políticas, sendo expulso e riscado dos quadros da Armada Real, tendo, assim, de deixar o país. Ofereceu seus serviços ao Chile, onde foi aceito no Comando Naval [1819] e ao Peru. A 13.01.1823, assinou contrato com o Império Brasileiro, para organizar sua armada e consolidar a independência [desde 1822]. Recebeu o título de 1.º Almirante da Armada Nacional e Imperial do Brasil. Trouxe em sua companhia diversos oficiais ingleses, que haviam deixado o serviço de Sua Majestade Britânica, além do Capitão de Mar e Guerra David Jeweet, da marinha norte-americana . Teve mercê da Grã-Cruz da Ordem Imperial do Cruzeiro. Participou da Guerra da Independência na Bahia, atuando também no Pará. Esteve à frente de uma divisão naval enviada para sufocar o movimento revolucionário de 1824, em Pernambuco [ Confederação do Equador ]. Desentendendo-se com o Governo Brasileiro, obteve do Imperador a metade do soldo, para deixar o serviço do Império, convertida em pensão para a esposa, em caso de morte. Em 1825, desertou, partindo para a Inglaterra, levando a fragata brasileira «Piranha», entregue ao ministro brasileiro, em Postmouth. Diante destes acontecimentos, perdeu todos os direitos e privilégios de que gozava no Império do Brasil [ Decreto de 20.09.1825 ], sendo demitido do serviço da Armada Imperial [ Decreto 10.02.1827 ]. De volta à Europa, comandou a Esquadra grega [1827-1838]. Reintegrado na Armada de Sua Majestade Britânica no posto de contra-almirante [1832]. Almirante da Armada Inglesa [1857]. Somente cerca de trinta anos depois de sair do Brasil, o Parlamento brasileiro autorizou o pagamento de 252:000$000, a título de indenização de presas, além do soldo e da pensão de 1.º Almirante da Armada Nacional e Imperial [ 08.1855 ]. Com seu falecimento, cinco anos depois, esta vultosa importância foi para a seu filho, o 11.º conde de Dundonald. Deixou numerosa descendência do seu casamento a 08.08.1812, na casa denominada Queensbory Arms, na Vila e Paróquia de Annan, Condado de Dumfries, Escócia, com Catherina François Corbet Barnes , falecida em Boulogne, França , filha de Thomas Barner, Senhor de Romford no condado de Essex.

 

(*) - O ANB o diz nascido na Inglaterra. O Dicionário apresenta seu nascimento na Escócia.

 

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Maranhão, Marquês; família Cochrane.

Brasão de Armas: Em campo de prata,uma asna de goles entre três cabaças de javardos de sable.TIMBRE: um cavalo de prata andante;suportes dois galgos.DIVISA: Virtute et Labore.

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MARAÚ

O barão de MARAÚ foi José Teixeira de Vasconcellos que nasceu na Província da Paraíba do Norte em 1798 e faleceu na mesma Província em 29 de Abril de 1873 e jaz sepultado na capela de S.João Batista,termo de Santa Rita,Comarca de Mamanguape.Era filho de Joaquim Teixeira de Vasconcellos e de Adriana Teixeira de Vasconcellos.Casou com Francisca Monteiro da Franca,filha de Francisco Xavier Monteiro da Franca.Era comandante Superior da Guarda Nacional daquela Província,proprietário e abastado agricultor,muito conceituado.Administrou sua província natal na qualidade de Vice´Presidente em 1867 prestando reais serviços.Em 1859 teve a honra de hospedar S.M.Imperial o Senhor D.Pedro II em seu engenho de S.João na freguesia de Santa Rita.Era Oficial da I,Ordem da Rosa

Brasão de Armas: Em campo de goles três faxas veiradas de azul e sinople,e no meio um escudete de sinople com uma cruz de ouro,potentea,vazia de campo.(Brasão passado em 28mde Junho de 1860.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.43).

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MAREPI

O barão de MAREPI foi Estevão Cavalcanti de Albuquerque.

Adenda

Estevão Cavalcanti de Albuquerque - agraciado com o título ( Dec 02.12.1858 ) de Barão de Marepi. Deixou geração do seu casamento com Joaquina Delfina de Sá e Albuquerque.

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Marepi, Barão; família Cavalcanti

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MARIA ROSA

A baronesa de MARIA ROSA foi Maria Rosa Alexandrina de Macedo.

Adenda

Maria Rosa Alexandrina da Macedo - agraciada com o título ( Dec 04.04.1885 ) de Baronesa de Maria Rosa. Pertencente a família Macedo Moura, de abastados proprietários de fazendas de café, na região de Juiz de Fora. Filha de José de Macedo Cruz ( n. 1797 em MG e fal. 1839) e de Francisca Angélica de Moura ( n. 1804, fal. 1876, filha de Patrício José da Silva Moura e de Rosa Caetana de Viterbo). A baronesa faleceu a 01.09.1891 em Barbacena-MG. Foi casada com o capitão Patrício José da Silva Moura. Protetora da pobreza, com elevado espírito de caridade, fundou o Asilo de Órfãos da cidade de Barbacena-MG. Era irmã da Baronesa de Cataguases;

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes; Maria Rosa, Baronesa de; família Macedo Moura

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MARICÁ  

visconde com grandeza e marquês de Maricá

O visconde com grandeza e marquês de MARICÁ foi Mariano José Pereira da Fonseca que nasceu em 18 de Maio de 1773 no RJ e faleceu nessa cidade em 16 de Setembro de 1848.Era filho do negociante Domingos Pereira da Fonseca,natural de Portugal e de Teresa Maria de Jesus,natural do RJ.Casou com Maria Barbosa Rosa do Sacramento em 30 de Junho de 1800,falecida em 23 de Abril de 1840 e era Dama de S.M.a Imperatriz filha do capitão Julião Martins da Costa e de Maria Rita Quitéria natural de MG.Filosofo profundo,moralista e poeta.Doutor em Filosofia e matemática pela Universidade de Coimbra em 1793,chegou ao RJ em 1794.Foi Ministro da Fazenda no 3º Gabinete de 1823,Senador pela Província do RJ nomeado em 1826.Era Conselheiro de Estado Efetivo em 1823 e Grande do Império tendo sido um dos signatários da Constituição do Império.Era Grã-Cruz da Imperial Ordem de Cruzeiro.Deixou obras de grande valor que perpetuaram seu ilustre nome e entre elas as Máximas e Pensamentos que começou a escrever aos 60 anos de idade,tendo-as concluído aos 70 anos,deixando quatro preciosos volumes com 3169 artigos.Foi um dos ilustres homens de seu tempo quer na Política quer nas Belas Letras.

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MAROIM  

barão com grandeza de Maroim

O barão com grandeza de MAROIM foi João Gomes de Mello, natural da Província do Sergipe que faleceu em 23 de Abril de 1890.Comandante Superior da Guarda Nacional da cidade de Maroim no Sergipe, foi deputado Geral por sua Província nas 9ª, 10ª e 11ª legislaturas de 1855 a 1864.Senador do Império nomeado em 1861 pelo Sergipe.Era Grande do Império, Comendador da Imperial Ordem de Cristo, Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro,Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa e Comendador da  Ordem de S.Gregório, o Magno de Roma.  

Adenda
 
João Gomes de Mello - agraciado com o título ( Dec 12.10.1848 ) de Barão de Maroim; elevado ao título ( Dec 02.12.1853 ) de Barão com honras de grandeza de Maroim. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, no Sergipe. Casou-se duas vezes: a primeira, com Maria José de Faro Leitão, falecida em 14.12.1859, primeira Baronesa de Maroim. A segunda vez , com Valentina Soares de Souza, nascida no Maranhão a 31.07.1825 e falecida a 25.07.1880, segunda Baronesa com honras de Maroim, filha de José Antonio Soares de Souza.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Maroim, Barão; família Gomes de Mello.

Brasão de Armas: Escudo partido em pala na primeira de prata um leão de sable rompente e na segunda de goles seis besantes de prata entre um dobre cruz de ouro.TIMBRE: uma águia de sable abesantada de ´prata.(Brasão passado em 11 de Junho de 1867.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.81)

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MARUIÁ

barão de Maruiá

O barão de MARUIÁ foi João Wilkins de Mattos que nasceu a 8 de Março de 1822 na cidade de Belém,Província do Pará e faleceu no RJ a 23 de Maio de 1889.Era filho do Coronel Manuel Lourenço de Mattos e de Teresa Romana das Chagas Mattos.Tendo feito o curso de Matemáticas e de Engenharia Civil nos Estados Unidos,depois de concurso,foi nomeado lente de Inglês no Liceu Paraense onde serviu também como Secretário.Foi Coronel reformado da Guarda Nacional,Diretor da Instrução Pública em Belém,Cônsul do Brasil na cidade de Loreto na República do Peru e Secretário da Província dos Amazonas na instalação da mesma Província e também diretor Geral das obras Públicas e dos Índios.Presidiu as Províncias do Amazonas em 1868,do Ceará em 1872.Foi deputado Provincial várias vezes na Assembléia Paraense,deputado pelo Pará na Assembléia Geral de 1872 a 1875.Era Diretor Geral dos Correios da Corte,quando foi aposentado.Era Veador de S.M. a Imperatriz,do Conselho de S.Magestade,tinha o Hábito de Cristo,Comendador da Imperial Ordem da Rosa e de Cristo de Portugal.Era sócio correspondente do IHGB,presidente da Imperial Sociedade Amante da Instrução,da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional,etc.

Adenda
 
João Wilkens de Matos- agraciado com o título ( Dec 30.03.1889 ) de Barão de Maruiá. Era filho natural  do Coronel Manuel Lourenço, fruto da união com Teresa Romana das Chagas, com quem não foi casado. O titular casou-se com  sua prima Joana Wilkens de Matos , filha de João Henrique de Matos.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Maroim, Barão; família Matos.

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MASSAMBARÁ

O barão de MASSAMBARÁ foi Marcelino de Avelar e Almeida,natural de Vassouras.Era comissário de Café no Rio de Janeiro e Comendador da Imperial Ordem da Rosa e Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo.

Adenda
 
Marcelino de Avelar e Almeida - agraciado com o título ( Dec 04.09.1867 ) de Barão de Massambará. Título de origem toponímica, tomado de uma povoação do mesmo nome, no estado do Rio de janeiro. Filho de José de Avellar e Almeida, Barão do Ribeirão, e de Ana Barbosa de Sá, filha de Francisco Rodrigues Alves ( a quem, a 12/8/1782, foi concedida a sesmaria de Vassouras e Rio Bonito ). Neto de Manoel de Avellar e Almeida, patriarca da família Avellar e Almeida de Vassouras, RJ . Bisneto de Manoel Coelho de Avellar. Irmão do Visconde de Cananéia e do Barão de Avelar e Almeida.  Comendador da Ordem de Cristo. Oficial da Ordem da Rosa. Tenente-coronel da Guarda Nacional. Nasceu em 1822 e faleceu em 31.08.1898, no Rio de Janeiro, sendo sepultado no cemitério do Catumbi, na mesma cidade.  Destacou-se na vida pública em Vassouras, onde foi Vereador à Câmara Municipal vassourense em 1882 e seu Presidente na legislatura de 1882-1886. Na república, foi o Presidente da Intendência Municipal. Doou, em 1890, o terreno para o cemitério municipal; concorreu com 500 mil réis para a aquisição do prédio para escola pública; 200 mil réis para reparos na Estrada de Massambará; e 200 mil réis para a publicação das obras deixadas pelo Visconde de Araxá. Apoiou a construção do ramal ferroviário da Estrada de Ferro Pedro II, de Vassouras até Barão de Vassouras. Acionista da Companhia Ferro Carril Vassourense, do qual, em 1882, foi membro de sua diretoria. Pertenceu a Loja Maçônica "Estrela do Oriente", fundada em 1852, em Vassouras. Casou, em primeiras núpcias, com sua prima Ana Rita de Avelar, filha do capitão Marcelino José de Avelar e Almeida , e de Francisca de Paula Corrêa e Castro, esta filha de Laureano Corrêa e Castro, Barão de Campo Belo .Houve apenas uma filha neste primeiro casamento. Casou, em segundas núpcias, com Maria Luisa de Azevedo Carvalho, nascida em 1843, sem geração.
 
Colaboradores
 
- Anibal de Almeida Fernandes - pertencente à família Avellar e Almeida. Fontes: Anuário Genealógico Brasileiro Ano: I, II, III, IV, VI, VII e IX;  Primeiros Povoadores de Vassouras, de Francisco Klors Werneck.
 
- José Roberto de Vasconcellos Nunes - pesquisador. Criador e coordenador da lista Gen-Minas de genealogia.

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MATARIPE

O barão de MATARIPE foi Antonio Muniz Barreto de Aragão natural da Baia.Moço Fidalgo com exercício na Casa Imperial e Fidalgo Cavaleiro, era Cavaleiro da Real Ordem de Cristo de Portugal,Comendador da Ordem de Santo Sepulcro de Jerusalém.

Adendas

Antonio Moniz Barreto de Aragão- agraciado com o título ( Dec 12.01.1884 ) de Barão de Mataripe.Título de origem toponímica, tomado da propriedade agrícola da família. Nascido na Bahia a 05.09.1844, BA e falecido a  28.07.1922 em  Santo Amaro, BA. Recebeu o título de Barão «em atenção ao relevante serviço que prestou ao Estado e à humanidade libertando vinte e seis escravos». Estudou na Alemanha, onde formou-se em Engenharia Civil pela Academia de Karlsruhe. Guarda-roupa honorário da Imperial Câmara [1872]. Moço Fidalgo da Casa Imperial [1872]. Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem de Cristo [1869]. Comendador da Ordem do Santo Sepulcro [1870]. Com geração do seu casamento. com Teresa de Jesus Pires de Carvalho e Albuquerque, filha do barão e depois Visconde da Torre de Garcia d'Ávila, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, nascida a 25.07.1848 e falecida a 13.12.1913, Santo Amaro, BA, baronesa de Mataripe, descendente do Coronel José Pires de Carvalho, patriarca da  importante família Pires de Carvalho e Albuquerque , da Bahia.

Colaboradores

Regina Cascão  - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno Verbetes: Mataripe, Barão de; famílias Muniz Barreto de Aragão,  e Pires de Carvalho e Albuquerque.

 Prof. Dr. Dr. h. c. Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, aparentado deste título, faz acréscimos a adenda acima e corrige ortográficamente de Muniz para Moniz, o sobrenome familiar

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MATTOS VIEIRA

O barão de MATTOS VIEIRA foi Joaquim de Mattos Vieira que faleceu em Paris.

Adenda

Joaquim de Matos Vieira- agraciado com o título ( Dec 06.04.1889 ) de Barão de Matos Vieira. Título antroponímico, tomado do sobrenome da família. Nascido em 12.11.1836 no Rio de Janeiro-RJ e falecido a 28.03.1908 em Lisboa, Portugal. Seus restos mortais foram trasladados para o cemitério Père Lachaise em Paris. Casou-se em 04.01.1873 no Rio-RJ com Ana Elisa de Oliveira Martins, nascida no Rio-RJ em 1839 e falecida em 1912 em Paris, filha de Francisco de Oliveira Martins, patriarca desta família Oliveira Martins, no Rio de Janeiro.

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Matos Vieira, Barão; família Matos Vieira
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MATUIM

O barão de MATUIM foi Joaquim Ignácio de Aragão Bulcão natural da Baia que faleceu em 3 de Janeiro de 1886.A baronesa era filha do barão de ITAPOROROCA, José Joaquim Muniz Barreto de Aragão filho do Sargento-Mór Antonio Muniz Barreto casado com uma filha do Mestre de Campo Luiz Coelho Ferreira, natural da Baia,Era Comendador da Imperial Ordem de Cristo.

Adendas

Joaquim Inácio de Aragão Bulcão - agraciado com o título ( Dec 14.03.1860 ) de Barão de Matoim. Membro de importante família do Estado da Bahia, ramo genealógico da família Araújo de Aragão . A família teve início com o pai do Barão, Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão [14.06.1768, Vila do Monte do Recôncavo, Cidade de São Francisco, BA - 24.05.1829, Salvador, BA], filho do Capitão-Mor Baltazar da Costa Bulcão e de Maria Joana de Jesus de Aragão, patriarcas da família Siqueira Bulcão , da Bahia; e quarto neto de Baltazar de Aragão  de Souza,patriarca da família Araújo de Aragão , da Bahia. Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão foi Capitão-Mor do Terço das Ordenanças da Vila de São Francisco do conde, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Agricultor e senhor de vários engenhos. Senhor do morgado de Moribeca. Membro da Junta Governativa da Bahia, criada a 04.12.1822, instituída após a Independência. Despendeu grande soma de dinheiro de sua fortuna particular na organização e manutenção do Exército na campanha do Exército. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Oficial da Ordem do Cruzeiro. Grande do Império [1826]. Condecorado com a medalha da Independência e o título de Conselho. Foi cognominado «Patriarca da Independência na Baía». Membro do Conselho Geral da Província da Bahia, instituído pela Constituição de 1824. Um dos eleitos para constituir a lista para a composição do Senado do Império, em 1826. Foi sepultado na Capela de sua propriedade agrícola denominada Engenho de Água (Jaboatão, n.º 1209; Laurênio Lago, Retificações, 187; RGB, I, 351). Foi agraciado, sucessivamente, com os títulos de barão (1.º) de São Francisco [Dec. 01.12.1824], elevado a barão com honras de grandeza de São Francisco [Dec. 10.07.1826], com mercê da Carta de Brasão de Armas, em recompensa aos seus grandes serviços à causa da Independência. A mãe do Barão de Matoim foi  Joaquina Maurícia de São Miguel e Aragão [1773, São Francisco do Conde, BA - 17.10.1862, ídem], primeira baronesa de São Francisco, descendente dos Pires de Carvalho e Albuquerque , dos Cavalcanti de Albuquerque, dos Garcia d’Ávila  e de Jerônimo de Albuquerque . O Barão de Matoim,  Joaquim Inácio de Aragão Bulcão, nasceu a 30.12.1804, Município de São Francisco, BA  e faleceu a 07.01.1886, em seu engenho Pitangá, BA . Bacharel em Direito. Diplomata. Adido da Legação Brasileira junto a Paris [França], sem vencimento de ordenado [15.12.1828]. Deputado à Assembléia Provincial da Bahia; Vereador e Presidente da Câmara Municipal de São Francisco, Diplomata, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Comendador da Ordem de Cristo.

Colaboradores:

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Matoim, Barão; Matoim, Baronesa; família Moniz Barreto de Aragão

Conforme o nosso colaborador abaixo Dr. Luiz Alberto Vianna Moniz Bandeira, onde se lê Muniz corrija-se para Moniz.

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MAUÁ

             

Visconde e viscondessa de Mauá

O barão e visconde com grandeza de MAUÁ foi Irineu Evangelista de Souza que nasceu em Arroio Grande,município de Jaguarão ,no RS em 28 de Dezembro de 1813 e faleceu em 21 de Outubro de 1889.Era filho de João Evangelista de Souza e de Mariana de Jesus e Silva.Casou em 11 de Abril de 1841 com Maria Joaquina de Souza sua sobrinha que faleceu em Petrópolis em 15 de Março de 1904,filha de sua irmão Guilhermina de Souza e Lima,casada com José Machado de Lima.Grande e benemérito industrial e banqueiro,a quem se deve a construção em 1854 da primeira Estrada de Ferro na América do Sul; o assentamento do Cabo Submarino transatlântico inaugurado em 22 de Junho de 1874;a navegação do Rio Amazonas em 1852, e a iluminação da cidade do RJ por gás em 1851.Representou sua Província natal na Assembléia Geral nas 9ª.10ª,11ª,12ª e 15ª legislaturas de 1853 a 1875.Era sócio do IHGB e pertencia a numerosas sociedades humanitárias,literárias e científicas.Grande do Império,Comendador da I.Ordem de Cristo,Dignitário da I.Ordem da Rosa.

Brasão de Armas: Escudo partido em faxa: na primeira de ouro,uma locomotiva e trilhos de sable;na segunda de azul,um navio a vapor,de prata em um mar do mesmo;bordadura de goles carregada de quatro lampiões de gás de ouro com chama de vermelho,dois em chefe e dois em ponta.TENANS:dois mercúrios de carnação com manto azul,asas caduceu e bolsa de ouro.DIVISA: Labor improbus omnia vincit. (Brasão passado em 28 de Dezembro de 1855.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls 27).

Adenda

Irineu Evangelista de Souza - agraciado com o título ( Dec 30.04.1854 ) de Barão de Mauá; elevado ao título  (Dec 25.06.1874 ) de Visconde com honras de grandeza de Mauá. Título de origem toponímica tomado do antigo nome do porto de Estrela, que ficava ao lado do terminal da ferrovia, a 1ª do Brasil, inaugurada a 30/4/1854, puxada pela locomotiva Baronesa, em homenagem à mulher do Barão. Porém, as fofocas da corte imperial interpretavam o nome como uma ironia do Imperador e diziam: Barão de Mauá, porque “algum mal, há”. Neto paterno de Manuel Jerônimo de Souza e de Maria de Ávila. Neto materno de José Batista de Carvalho e de Isabel, holandesa. Casou-se com sua sobrinha Maria Joaquina de Souza Machado, a May, nascida a 06.07.1825, filha de sua irmã. Tiveram 12 filhos, dos quais apenas seis sobreviveram. Por muito tempo tendo sido um homem muito rico, em 1855 pode ser encontrado desiludido e doente - mesmo ainda rico, refugiado em Petrópolis, com uma empresa de corretagem no Rio e estâncias de gado no Uruguai, fazendo temporadas em Lambari e Poços de Caldas para cuidar da diabetes.

Comparação entre a fortuna do Visc. do Rio Preto e a do Visc. de Mauá 

A 7/7/1868, morre o Visconde do Rio Preto, no meio da magnífica festa que dava na Paraíso para comemorar a inauguração do ramal Paraibuna-Porto das Flores da estrada de ferro. As fazendas do Visconde produziam 60.000 arrobas de café o que, com a saca vendida ao preço médio de R$ 230,00 e com o US$ a R$ 2,00, daria um resultado anual de mais de US$ 1.725.000 que era uma boa fortuna para o custo de vida da época!. O Visconde deixa uma fortuna de 4.000 contos de réis, equivalentes a 3.600 kg. de ouro na época, (considerando a gr. de ouro a R$ 43,00 temos R$ 154,8 milhões). A Paraíso vai para seu filho Domingos, 2o Barão de Rio Preto que, ao morrer em 1876, deixa a Paraíso para seu filho, também Domingos (Dominguinhos), que é casado com uma filha de Manoel Vieira Machado da Cunha, Barão d’Aliança, que comprou a Paraíso do genro em 1895. Este Barão d’Aliança é sobrinho de José Vieira Machado da Cunha, 1o Barão do Rio das Flores, que, por sua vez, é bisneto do casal Antonio da Cunha Carvalho e Bernarda Dutra da Silveira que são meus 6º avós. O 1º Barão Rio das Flores é casado com Maria Salomé que é irmã do meu bisavô João Antonio de Avellar e Almeida que é casado com Ana Margarida que é neta-paterna dos meus dois> 4os avós: 1o Barão de Cajurú e de Manoel Rufino de Arantes.

 

IMBATÍVEL EM RIQUEZA:

 

OSCILAÇÃO DA COLOSSAL FORTUNA do VISCONDE de MAUÁ:

1) EM 1867 O CAPITAL da MAUÁ & Cia. ERA DE: 115.000 CONTOS DE RÉIS, que eqüivaliam a 12 milhões de libras esterlinas, ou 60 milhões de dólares americanos. Referências da época para melhor entendimento desta enorme fortuna:

1o) O Orçamento de todo Império do Brasil em 1867 era de 97 mil contos de réis.

2o) Cornelius Vanderbilt (+ rico do sec. XIX) deixa herança de 100 milhões de dólares.

3o). A fortuna pessoal do Barão em 1865 era de 1 milhão de libras e o Banco da Inglaterra tinha ativos de 43 milhões de libras em 1865.

4º) Todo o comércio internacional do Brasil em 1854 era de 175,9 mil contos de réis.

2) EM 1870 O CAPITAL ESTAVA REDUZIDO A 80 MIL CONTOS DE REIS

3) EM 1876 O VISCONDE DE MAUÁ NÃO TINHA MAIS A FIRMA MAUÁ & Cia. E ESTAVA REDUZIDO A 10 MIL CONTOS DE RÉIS que eqüivaliam a 1,1 milhão de libras esterlinas, após honrar os pagamentos aos investidores, porém, ainda ERA O HOMEM MAIS RICO DO PAÍS, com SUA CIA. AGRÍCOLA PASTORIL que era um sucesso.

4) EM 2/7/1878 DECRETOU SUA PRÓPRIA FALÊNCIA. PARA PAGAR TODOS OS COMPROMISSOS DAS DÍVIDAS COM OS CREDORES ELE PÔS À VENDA TUDO O QUE TINHA, PORÉM RESTA AINDA, 1,5 MIL CONTOS DE RÉIS DE SUA CIA. AGRÍCOLA PASTORIL (e talvez a receber, 1,3 milhão de libras, quase 12 mil contos de réis).

5) EM 1885 O VISCONDE É APENAS UM HOMEM RICO, DESILUDIDO E DOENTE, refugiado em Petrópolis, com uma empresa de corretagem no Rio e estâncias de gado no Uruguai, fazendo temporadas em Lambari e Poços de Caldas para cuidar da diabetes.

Colaborador

Anibal de Almeida Fernandes - FONTES : ANUÁRIO GENEALÓGICO BRASILEIRO, ANO III,  1941, Fls., 159 a 164. MAUÁ, EMPRESÁRIO DO IMPÉRIO, JORGE CALDEIRA, CIA. das LETRAS, 1996.

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MEARIM

O barão de MEARIM foi José Theodoro Correia de Azevedo Coutinho que faleceu no Maranhão em 10 de Março de 1855.Era Comendador da Imperial Ordem de Cristo.

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MECEJANA

barão de MECEJANA

foto colaboração de José Renato Pessôa Dantas

O barão e visconde de MECEJANA foi Candido Antunes de Oliveira que nasceu no Aracati na Província do Ceará e faleceu no Recife em PE.Casou com Colomba Antunes de Oliveira,nascida em Portugal mas da família Ponce de Leão da Baia.Negociante e proprietário abastado.Era Dignitário da I.Ordem da Rosa.

Adenda

Candido Antunes de Oliveira - agraciado com o título ( Dec 25.07.1885 ) de Visconde de Mecejana. Título de origem toponímica, tomado a rio e povoação do Ceará. Nasceu em Aracatí, CE e faleceu em Pernambuco. Oficial da Ordem da Rosa, major da Guarda Nacional, negociante matriculado na cidade de Aracatí, província do Ceará, proprietário e fazendeiro na mesma província. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas. Foi casado com Colomba «Antunes de Oliveira», natural de Portugal, membro da importante família Ponce de Leão, estabelecida na Bahia.

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Mecejana, Visconde de; família Antunes de Oliveira .

Brasão de Armas: Em campo azul,uma banda de prata com três arruelas de goles,acompanhada à sinistra de um caduceu de ouro e à destra de um encontro de boi do mesmo.(Brasão passado em 28 de Dezembro de 1867.Reg.no Cartório da Nobreza.Liv.VI,fls.94).  

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MELGAÇO

barão com grandeza de Melgaço

O barão com grandeza de MELGAÇO foi Augusto Leverger que nasceu em S.Malo,Bretanha a 30 de Janeiro de 1802 e faleceu em Cuiabá,Mato Grosso em 14 de Janeiro de 1880.Era filho primogênito de Mathurim Leverger,que faleceu em Buenos Aires em 1822 e de sua mulher Regina Combes,que faleceu a 30 de Abril de 1821.Casou em 1843 na cidade de Cuiabá com Ignez de Almeida Leite,viúva de Benedito Leite e falecida em 30 de Maio de 1866.Notável explorador.Naturalizou-se brasileiro em 1844 e entrou para o serviço da Armada Imperial,chegando ao posto de Chefe de Esquadra graduado quando se reformou em 1858.Comandante das Armas e Presidente da Província de Mato Grosso em 1851,1866 e 1869.Fez a Campanha do Rio da Prata de 1826 a 1828.Explorou o Rio Paraguai,São Lourenço,Cuiabá,até a confluência com o Paraná.Em 1865 a frente de pequena forca impediu a violação do território brasileiro no Melgaço, a beira do Rio Cuiabá.Foi Cônsul Geral do Brasil no Paraguai,em 1841 e Encarregado de Negócios,interino.Era Grande do Império,Cavaleiro da Imperial Ordem de Cruzeiro,Oficial da Imperial Ordem da Rosa,Comendador da Imperial Ordem de S.Bento de Aviz,condecorado com a medalha geral da campanha do Paraguai.Sócio do IHGB.Deixou grande copia de trabalhos sobre Hidrografia de grande valor.

Adenda
 
Augusto João Manuel Leverger (*) - agraciado com o título ( Dec 07.07.1865 ) de Barão com honras de grandeza de Melgaço. Título de origem toponímica, tomado à cidade do mesmo nome, à beira do rio Cuiabá, onde o titular atuou, durante da Guerra contra o Paraguai, impedindo o avanço das tropas inimigas . Teve Carta de Brasão de Armas. Deixou numerosa descendência do seu casamento, em 25.10.1843 em Cuiabá-MT com Inês de Almeida Leite, que consta ter falecido em 1866. ( Almanak Laemmert de 1891 a dá como Baronesa de Melgaço, viúva, residindo em Mato Grosso ), filha do Cap. Bento de Toledo Rosa, de Itu-SP, e de Maria de Assunção Toledo. Houve duas filhas: Emilia Augusta e Augusta Malvina.
 
(*) O Dicionário apresenta o nome do titular com mais duas partes.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fontes: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes : Melgaço, Barão; e família Leverger;  Genealogia Matogrossense, de José de Mesquita.  

Brasão de Armas: Em campo de goles um castelo de ouro,saindo pela porta uma destra ao natural armada de uma espada de azul,posta em banda,acompanhado em chefe: de uma estrela de prata entre as letras iniciais “M” e “G” de ouro e em ponta: de um rio de prata carregado de uma ancora de sable.DIVISA: Sempre prompto.(Brasão passado em 4 de Dezembro de 1865.Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.69).  

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MELLO E OLIVEIRA

       

O barão de MELLO E OLIVEIRA foi Luiz José de Mello e Oliveira que nasceu na Província de SP.Era filho do barão de ARARAQUARA e visconde do RIO CLARO,José Estanislau de Oliveira e de Elisa de Mello Franco.Era irmão do 2º barão de ARARAQUARA,da baronesa de DOURADOS e da 2ª baronesa de PIRACICABA.Casou com Ana Flora Vieira Barbosa,filha de Antonio José Vieira Barbosa e de sua mulher e prima,Constança Adelina Vieira Barbosa.Era bacharel em direito pela Faculdade de SP.Agraciado com o título de barão de SÃO JOÃO DO RIO CLARO,pediu substituição do título pelo de barão de MELLO E OLIVEIRA.

Adenda
 
Luiz José de Melo e Oliveira - agraciado com o título ( Dec 28.02.1885 ) de Barão de S. João de Rio Claro, que um mês depois deixou de existir , sendo substituído pelo título ( Dec 28.03.1885 ) de Barão de Melo e Oliveira. Título de origem antroponímica, tomado ao sobrenome da família. Nasceu a 25.02.1837 em Campinas-SP e falecido a 08.03.1901 em São Paulo-SP.  Deixou geração de seu casamento com Ana Floria Vieira Barbosa, nascida a 25.02.1849 em Santos-SP e falecida a 17.05.1900 em São Paulo-SP, Baronesa de Melo e Oliveira . 
 
Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Melo e Oliveira, Barão; família Oliveira. 

Regina Cascão - Fonte da imagem: Anuário Genealógico Brasileiro

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MENDES TOTTA

O barão de MENDES TOTTA foi João Antonio Mendes Totta.

Adenda

João Antonio Mendes Totta - agraciado com o título ( Dec 03.08.1889 ) de Barão de Mendes Totta. Título antroponímico, tomado do nome da família. Filho de outro João Antônio de Mendes Totta, coronel. Nasceu  a 07.11.1834, no Rio Grande do Sul e falecido a  28.12.1922, em  Petrópolis, RJ. Cônsul do Brasil em Assunção e encarregado de negócios no Paraguai. Comerciante no Rio de Janeiro. Presidente da Companhia Nacional de Navegação e do Loide Brasileiro. Membro do Conselho Fiscal do Banco do Brasil. Tesoureiro da Câmara Municipal de Petrópolis, RJ. Agente do Correio da cidade de Petrópolis, RJ [1913-1922]. Cavaleiro das ordens de Cristo do Brasil e de Portugal (Laurênio Lago, Acréscimos e Retificações, 147). Deixou numerosa descendência, em Porto Alegre (RS), de seu casamento, cerca de 1840, com Rosa Francisca Rodrigues - segundo Paulo Xavier (Um Povoador); ou com Flora Mendes Totta, nascida em 1846 e falecida a  29.06.1900, Petrópolis-RJ - segundo Laurênio Lago. 

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Mendes Totta, Barão; e família Totta.

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MENEZES

O barão de MENEZES foi o Balduino Joaquim de Menezes, natural do RJ,onde nasceu em 17 de Junho de 1830 e faleceu em 26 de Junho de 1908.Doutor em medicina pela Faculdade do RJ.

Adenda

Balduíno Joaquim de Menezes - agraciado com o título ( Dec 19.03.1887 ) de Barão de Menezes. Título de origem antroponímica, tomado do sobrenome da família. Médico e fazendeiro. Responsável pela organização da Companhia Ferro Carril Rio das Flores. Casou com Maria Jacinta Barbosa, Baronesa de Menezes, filha do primeiro Barão de Santa Justa, batizada em Vassouras-RJ em 1824, falecida em 3 de julho de 1901, no Rio de Janeiro-RJ , sendo sepultada no cemitério da Ordem Terceira do Carmo.

Colaborador

Jose Roberto de Vasconcellos Nunes - pesquisador. Criador e coordenador da lista Gen-Minas de genealogia.

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MERCÊS

O barão das MERCÊS foi Manuel José da Costa que nasceu na Província de PE onde faleceu em 1883.Era filho de Bento José da Costa.Chefe político e agricultor adiantado em sua Província.Foi Coronel da Guarda Nacional.Comendador da Imperial Ordem de Cristo e Dignitário da Imperial Ordem da Rosa.  

Adendas

Manuel José da Costa - agraciado com o título ( Dec 24.08.1870 ) de Barão das Mercês. Título de origem toponímica, tomado da propriedade do titular, que pertenceu à família de sua esposa: Engenho das Mercês, em Ipojuca, Pernambuco. Filho de Bento José da Costa, coronel, Cavaleiro da Ordem de Cristo, falecido em 11.02.1834 no Recife ( Boa Vista 4, 184v), e de Ana Maria Teodora, recifense, falecida em 12.12.1844 no Recife ( Boa Vista 7, 67). Neto paterno de Antonio José da Costa e Maria da Costa. Neto Materno de Domingos Afonso Ferreira e Maria Teodora Moreira da Carvalho. Nascido em 1809 e falecido em 05.11.1883, no Recife-PE, de hepatite intersticial, aos 74 anos, cfe. seu assento de óbito. Sepultado no cemitério público do Recife. Membro da aristocracia rural canavieira.Casou a 04.10.1831 no Recife ( Boa Vista 1, 255-v) com Caetana Cândida Gomes, nascida em 1811 no Recife e lá também falecida, filha de Joaquim Cândido Gomes e de Catarina Maria de Deus (Pires Ferreira). Casou-se em segundas núpcias com Maria Felismina da Costa .

Colaboradora

Regina Cascão - Fontes:  Gente de Pernambuco, vol 2- de Orlando Cavalcanti ; e Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Mercês, Barão e família Costa.

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MERITY

Visconde de Merity

O barão e visconde com grandeza de MERITY foi Manuel Lopes Pereira Baia que nasceu em 1787 e faleceu no RJ em 26 de Fevereiro de 1860.Era Comendador da Imperial Ordem de Cristo e da Imperial Ordem da Rosa e Grande do Império.

Adenda

Manuel Lopes Pereira Bahia- agraciado com o título (Dec 23.10.1853) de Barão de Meriti; elevado ao título ( Dec 02.12.1854) de Barão com honras de grandeza de Meriti; elevado ao título ( Dec 02.12.1858 ) de Visconde com honras de grandeza de Meriti.Título de origem toponímica, tomado de rio que limita a cidade do Rio de Janeiro. Patriarca de importante família, de origem portuguesa, estabelecida no Rio de Janeiro. Nascido a 02.04.1787, Freg. da Sé, Porto e falecido a 26.02.1860, Rio de Janeiro-RJ , filho de Domingos Lopes Pereira Bahia e de Ana Margarida da Silva. Neto paterno de Gervásio Lopes Pereira e de Maria Gonçalves. O uso do sobrenome geográfico - Bahia -, neste caso, não tem qualquer relação com o Estado da Bahia (BR), já que a família já o tinha no Porto, Portugal. Teve mercê, enquanto barão com Grandeza, da sua Carta de Brasão de Armas. Foi casado, em primeiras núpcias, a 07.12.1822, no Rio de Janeiro, com Maria Margarida da Rocha, nascida cerca de 1800, Miragaia, Porto e falecida a 29.12.1823 no Rio-RJ, que faleceu de parto, antes da concessão do título ao seu marido. Filha do 1.º barão de Itamarati, integrante da família Rocha Leão , estabelecida no Rio de Janeiro. Deixou geração do seu segundo matrimônio, a 29.01.1825, no Rio de Janeiro, com Mariana Carolina do Espírito Santo Lopes, nascida em maio de 1808 em Campos, RJ e falecida a 30.08.1847 no Rio-RJ, filha de José Maria da Silva e de Maria Joaquina dos Reis Gama. Foram pais, entre outros: I - de Maria Carolina da Piedade Pereira Bahia [15.02.1826, RJ - 01.01.1880, Paris, França], que, por seu casamento a 04.11.1840, no Rio de Janeiro, na família Calmon , tornou-se, sucessivamente, viscondessa com as honras de grandeza [1841], e marquesa de Abrantes [1854]. Perdeu o direito de uso deste título, por ter contraído novas núpcias, em 186(7?), na família Silva, tornando-se, assim, em 1872, a viscondessa de Silva, em Portugal. Maria Carolina, que usou os títulos de marquesa de Abrantes e viscondessa de Silva, faleceu antes da concessão do título, brasileiro, de barão do Catete, passado a seu marido; II - José Lopes Pereira Bahia [09.04.1827, Rio, RJ - 23.12.1890]. Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Oficial da Ordem da Rosa. Vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Teve mercê de Carta de Brasão de Armas . 

Obs: não houve a Viscondessa de Meriti, por terem falecido suas duas esposas antes da concessão do título.

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes; Meriti, Visconde de; família Pereira Bahia.

Brasão de Armas: Em campo de prata um escudete de azul,carregado de uma abelha de ouro. PAQUIFE: das cores e metais do escudo.(Brasão passado em 8 de Janeiro de 1855. Registro no Cartório da Nobreza. Liv.VI, fls.17).  

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MESQUITA

barão, visconde com grandeza e conde de Mesquita

O barão,visconde com grandeza e conde de MESQUITA foi Jerônimo José de Mesquita que nasceu no RJ a 25 de Junho de 1826 e faleceu nessa cidade a 1 de Setembro de 1886.Era filho do marquês do BOMFIM e pai do 2º barão de BOMFIM, José Jerônimo de Mesquita e do 2º barão de MESQUITA, Jerônimo Roberto de Mesquita. Dedicou-se a carreira comercial;grande capitalista, proprietário e fazendeiro. Foi vereador da Câmara Municipal da Corte em 1853;membro da Caixa de Amortização, Diretor do Banco do Brasil, Presidente da Associação Comercial. Fez valiosos donativos,não só ao Estado, como também para a criação do monumento do Ipiranga e estátua de S.Pedro I. Era Comendador da I.Ordem da Rosa e da de Cristo,e da Real Ordem de N.S.da Conceição de Vila Viçosa.

Adendas
 
Jerônimo José de Mesquita - agraciado sucessivamente com os títulos de Barão - Dec 13.08.1873, Visconde com honras de grandeza - Dec 19.03.1883 e finalmente Conde - Dec 12.08.1885: todos " de Mesquita" . Título de origem antroponímica, tomado do sobrenome da família. Filho de José Francisco de Mesquita, o Marquês de Bonfim,  e Francisca Freire de Andrade, Baronesa de Bonfim ( não ostentou os demais títulos dados ao marido por ter morrido antes  da concessão ). Casou-se com Elisa Maria do Amorim, nascida em 1835 e falecida a 03.03.1866 no Rio de Janeiro-RJ, que faleceu antes da concessão do primeiro título . Tiveram uma prole de nove filhos, entre eles o 2º Barão de Mesquita e o 2º Barão de Bonfim.
 
 

 Dalmiro da Motta Buys de Barros, pesquisador e genealogista, faz os seguintes comentários sobre as adendas acima:

 

"...O Conde de Mesquita. não era filho dela, era filho só do Marquês. Também diz ali que o Conde se casou com D. Elisa Maria de Amorim. Errado. Teve filhos com ela, mas não se casou. Também teve filho com D. Maria José Willoughby da Silveira. Uma era a mãe do 2º Barão de Bonfim (e da Baronesa de Itacurussá) e a outra era a mãe do 2º Barão de Mesquita. Ambos nasceram no mesmo ano. Irmãos por parte de pai. Mães diferentes, mas o Conde não se casou com nenhuma delas. Conheci as filhas dos  Barões de Bonfim (2º) e dos Barões de Mesquita (2º) e ouvi delas todas as histórias possíveis sobre a família. Frequentei as casas delas desde a juventude. Eram famílias amigas da minha família. Também ouvi as histórias contadas pela minha família. Nas pesquisas, essas histórias foram comprovadas. Uma das netas do Conde de Mesquita, filha do Barão de Bonfim, mostrando-me o retrato a óleo do Conde disse-me: "Vovô Conde era terrível, suas histórias não podem ser contadas"... e desviou o assunto.

 
Na casa de uma dessas senhoras, num chá em que estavam presentes D. Pedro Henrique, D. Maria da Baviera e alguns filhos, algumas senhoras idosas, da velha cepa, fizeram reverência aos príncipes como se faz na Europa até hoje. Um joelho dobrado e o outro encostado ao chão com a perna para trás, ao receber a mão do Herdeiro para beijar (ou simplesmente cumprimentar) baixando ligeiramente a cabeça em sinal de respeito. Sempre foi assim com a Família Imperial. Aquele núcleo, que se conservou fiel à Imperial Família, sempre reverenciou os filhos e netos da saudosa Princesa Isabel. As irmãs e as primas de meu avô comportavam-se da mesma maneira na presença de Suas Altezas. Hoje, não vejo ninguém mais fazer isto.
 
Complementação biográfica

Biografia de 

José Jerônymo de Mesquita 2º Barão de Mesquita

Criado Barão a 19/08/1888

Era o favorito do seu avô, o marquês de Bonfim. Quando casou recebeu de presente do seu avô a Fazenda Paraíso em Leopoldina, MG. Era uma excelente propriedade com seus 300 escravos e abundante cafezais. Ali viveu com sua esposa, durante boa parte do ano. Todos os filhos do casal lá nasceram e lá foram criados. Professores para as crianças, vindos do Rio de Janeiro, padre, marceneiro da família e outros faziam parte desta pequena comunidade. Os escravos eram bem tratados e os seus filhos também tinham aulas, inclusive de música - foi construída uma sala de música (que existe até os dias de hoje) e formado uma orquestra que tocava no jantar. Conta uma de suas filhas - Francisca de Paula, minha avó - que todos as tardinhas as escravas mulheres se reuniam na casa grande aonde cada tinha um pequeno banco, com uma gaveta, aonde guardavam os seus trabalhos manuais; assim passavam algumas horas distraídas conversando enquanto costuravam, faziam renda etc.

Casada aos 17 anos, agraciada com o título de baronesa aos 26 anos (1888), tornou-se viúva aos 33 anos de idade. Faleceu em 1953, com 91 anos, o último membro da nobreza do 2o Império a desaparecer.

Viveu na Europa durante grande parte das primeiras duas décadas do século XX, principalmente em Paris no mesmo hotel preferido dos brasileiros, inclusive de Santos Dumont. Ao retornar dedicou grande parte da sua vida a caridade. 

Baronesa do Bonfim (1862-1953)
Nobre e assistencialista.

Biografia de 

Maria José Vilas Boas de Siqueira Mesquita

Maria José Vilas Boas de Siqueira Mesquita nasceu na fazenda da Glória, em Angustura (MG), no dia 28 de janeiro de 1862, filha de Josefina Vilas Boas de Siqueira, de uma família de fazendeiros, e do rico cafeicultor Antônio Antunes Siqueira. Estudou no Colégio de Mariana, uma das poucas instituições de ensino, na época, destinadas às filhas da elite brasileira.

Aos 18 anos casou-se com José Jerônimo de Mesquita, filho de um dos maiores comerciantes de pedras preciosas do Império, o marquês de Bonfim. Ao casar-se, José Jerônimo recebeu de seu pai a fazenda Paraíso, em Leopoldina (MG), onde passou a residir com Maria José.

Em 1886, às vésperas da Abolição, decidiram libertar 300 escravos de suas propriedades. Em reconhecimento, o imperador Pedro II concedeu-lhes os títulos de barão e baronesa. Assim, o casal ingressou na nobreza brasileira.

Viúva aos 34 anos, passou a dividir-se entre longas temporadas na Europa (França e Suíça) e suas propriedades no Brasil. Do casamento haviam nascido cinco filhos: Jerônima Mesquita*, Francisca de Paula Lynch, Jerônimo Mesquita, Maria José e Antônio José de Mesquita e Bonfim.

No Brasil, alternava seu tempo entre a fazenda da família e estadas na cidade do Rio de Janeiro, em sua residência no bairro do Flamengo. Quando estava no Rio, promovia um chá em sua casa todas as quintas-feiras. A estas reuniões compareciam membros destacados da elite carioca e personalidades estrangeiras em visita ao Brasil, como madame Chian Kai Chek e madame Curie. A pianista Guiomar Novaes*, sua amiga pessoal, costumava também hospedar-se em sua casa quando vinha ao Rio de Janeiro.

Renomada anfitriã, a baronesa aboliu as bebidas alcoólicas dos encontros que promovia. Também seus filhos, especialmente Jerônima, engajaram-se em campanhas contra o álcool, promovendo a formação de entidades de auxílio a dependentes de bebida.

Muito católica, combinava sua faceta de anfitriã com uma intensa atividade de assistência social. É versão corrente entre seus descendentes que teria vendido um valioso diamante cor-de-rosa, presente de seu sogro, para adquirir o terreno onde foi construído o sanatório São Miguel, em Correias, região serrana fluminense, destinado a crianças e mulheres tuberculosas*. Além da fundação desse sanatório, a baronesa também usou seu prestígio junto aos membros da elite carioca a fim de levantar recursos para concluir a obra e sustentar seu funcionamento. Participou do grupo das Damas da Cruz Verde, responsável pela criação da maternidade Pró-Matre, no Rio de Janeiro, e de outras obras de assistência social, como a Cruzada Nacional contra a Tuberculose e o Serviço de Obras Sociais (SOS). Também foi fundadora e membro ativo da Federação de Bandeirantes do Brasil.

De seus filhos, Jerônima foi a que participou mais intensamente das atividades da mãe, compartilhando seus princípios. Em contrapartida, a baronesa contribuiu com seu prestígio social e suas relações influentes para o sucesso das iniciativas de Jerônima e Bertha Lutz* no campo do movimento feminista. Comparecia aos grandes eventos promovidos pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino* (FBPF) ou recepcionava celebridades convidadas pela Federação a integrar os congressos feministas realizados no Rio de Janeiro (1922, 1931 e 1936).

Faleceu no Rio de Janeiro, em sua residência, a 18 de outubro de 1953.

Fontes: Jornal do Commercio, 20.10.1953; Última Hora, 19.10.1 953; Entrevista com Adèle Lynch (neta da baronesa e sobrinha de Jerônima) concedida a Teresa Novaes em 13.1 .1999.

Publicação: Dicionário Mulheres do Brasil – Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil - Jorge Zahar Editor, RJ.

*Humberto de Campos escreveu uma crônica sobre essa generosidade, Sombras que Sofrem, (crónicas), p. 108, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, 1935.

Durante a 2a guerra reunia a sociedade carioca no seu palacete em Botafogo para, junto com os recém chegados príncipes poloneses Czartoryski, costurar roupas para serem enviadas aos combatentes poloneses na Grã-Bretanha.

  Endereço no Rio de Janeiro - Rua Haddock Lobo, 116, Estácio.

Colaboradores
 

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Mesquita, Conde; e família Mesquita

Regina Cascão - Óleo sobre tela por Décio Villares, 1888, do conde. Fonte: disponível em www.genealogiafreire.com.br

Dr.Kenneth Henry Lionel Light - (descendente do Barão) Redação e pesquisa. khlight@attglobal.net

www.projetoreeducar.org.br  um site dos monarquistas ou www.ihp.org.br (site do Instituto Histórico de Petrópolis)

Dalmiro da Motta Buys de Barros - pesquisador e genealogista - Rio de Janeiro

Vide também as seguintes referências:
Annuário Genealógico Brasileiro
Vol. I p. 97, Vol. III p. 170, Vol. V pp. 57 e 107-108

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MESQUITA

O 2º barão de MESQUITA foi Jerônimo Roberto de Mesquita, filho do 1º barão,visconde e conde de MESQUITA, Jerônimo José de Mesquita.Foi abastado proprietário e negociante no RJ.

Adenda

Jerônimo Roberto de Mesquita- agraciado com o título ( Dec 11.04.1888) de 2º Barão de Mesquita. Filho do 1º Barão ( depois visconde e depois ainda, Conde ) de Mesquita, Jerônimo José de Mesquita e de sua mulher Elisa Maria de Amorim. Nasceu em 18578 e faleceu a 01.04.1927. Casou-se com Elisa Salgado Zenha, falecida a 27.10.1938 no Rio de Janeiro-RJ, Baronesa de Mesquita, filha do Barão de Salgado Zenha.Era irmão do Barão de Bonfim e da Baronesa de Itacurussá.

Colaboradora 

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Mesquita, Barão; família Mesquita.

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MINAS NOVAS

O barão de MINAS NOVAS foi Antonio dos Santos Neiva,natural de MG que faleceu em 26 de Dezembro de 1888.

Adenda

Antonio dos Santos Neiva- agraciado com o título ( Dec 19.07.1879 ) de Barão das Minas Novas. Título de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome, onde o titular comandou a Guarda Nacional.Nascido em Minas Gerais e falecido a 16.07.1886 na Fazenda Gravatá, em Araçuaí-MG. Agricultor no município de Araçuaí, província de Minas Gerais. Comandante superior da Guarda Nacional do município de Minas Novas ( Patente de 25.05.1867)

Colaboradora

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbete: Minas Novas, Barão de.

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MIPIBÚ

barão de Mipibú

O barão de MIPIBÚ foi Miguel Ribeiro Dantas,natural do Rio Grande do Norte  que faleceu em 18 de Junho de 1881.Era Coronel da Guarda Nacional.

Adenda

Fonte: AGB III. de 1941, pág.170

O barão nasceu em 1799 em São José do Mipibú em 1799 (RN), onde faleceu  a 14 de Junho de 1881.Filho de José da Silva Leite e de Josefa Ribeiro Dantas; neto materno de Miguel Ribeiro Dantas, o Velho, português. O barão em Ceará-Mirim, em 1824, casou com sua prima-irmã Maria Ribeiro Dantas, neta também de Miguel Ribeiro Dantas, o Velho e filha de Antonio Bento Viana e de Joaquina Ribeiro Dantas.

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MIRACEMA

O barão de MIRACEMA foi o Dr.Lourenço Maria de Almeida Baptista.

Adenda

Lourenço Maria de Almeida Batista - agraciado com o título ( Dec 19.08.1888 ) de Barão de Miracema. Descendente de importante família da região norte-fluminense , e que teve por patriarcas Manuel Baptista Pereira e Ana Joaquina de Almeida - patriarcas, também, da família Batista Pereira . Um dos filhos do casal foi o Comendador Bento Benedito de Almeida Batista - de quem descendem os Almeida Batista, e que foi pai do Barão de Miracema. Nascido a 22.10.1839 em Campos de Goitacazes, RJ e falecido a 29.02.1924. Médico, Doutor em Medicina [ RJ-1863 ]. Clinicou em Campos.  Presidente da Câmara Municipal de Campos [1873-76]. Juiz de Paz [ 1886-1889 ]. Deputado à Câmara Federal, pele Estado do Rio [ 1900 ] e Senador na República [ 1903, reeleito em 1906 e em 1916 ]. Não deixou geração do seu casamento com Maria Sara de Almeida Batista.

Colaboradores

José Roberto de Vasconcellos Nunes - pesquisador. Criador e coordenador da lista Gen-Minas de genealogia.

- Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Miracema, Barão de e família Almeida Batista.

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MIRANDA

O barão de MIRANDA foi Julio de Miranda e Silva.

Adenda

Júlio de Miranda e Silva- agraciado com o título ( Dec 07.10.1882 ) de Barão de Miranda. Título de origem antroponímica, tomado do sobrenome da família. Nascido a 17.07.1839 em São Gonçalo-RJ e falecido a 26.05.1901 em Campos-RJ. Fazendeiro. Casou-se em primeiras núpcias com Maria Elisa Batista, falecida a 11.08.1894 no Rio de Janeiro-RJ, viúva de João Ferreira Tinoco e filha de Julião Batista Pereira de Almeida,1ª Baronesa de Miranda - sem sucessão. Casou-se a segunda vez com Cândida de Paiva Monteiro, 2ª Baronesa de Miranda - com geração.

Colaboradores

- José Roberto de Vasconcellos Nunes - pesquisador. Criador e coordenador da lista Gen-Minas de genealogia.

- Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Miranda, Barão de; família Silva.

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MIRANDA REIS

O barão com grandeza de MIRANDA REIS foi José de Miranda da Silva Reis,que nasceu no RJ em 28 de Novembro de 1824 e faleceu em 1903.Era filho de Domingos da Silva Reis.Bacharel em Matemáticas pela Escola Militar,era marechal do Exército.Ministro do Supremo Tribunal Militar,foi Presidente e Comandante das Armas de Mato Grosso,em 1872 e Presidente do Amazonas em 1870.Era Grande do Império,Conselheiro de Guerra,Gentil-Homem da Imperial Câmara,do Conselho de S..Magestade,Comendador da I.Ordem, da Rosa,Oficial da I.Ordem do Cruzeiro e Comendador da I.Ordem de S.Bento de Aviz.Tinha as medalhas do Mérito e Bravura Militar,da Campanha Geral do Paraguai,com passador de ouro;e a Grã-Cruz da Ordem de S.Gregório o Magno de Roma.

Adenda
 
José Miranda da Silva reis- agraciado com o título ( Dec 20.06.1881 ) de Barão com honras de grandeza de Miranda Reis. Título de origem antroponímica, tomado do próprio sobrenome do titular. Foi casado com Maria José ( da Silva Reis), falecida em São Paulo-SP a 09.10.1902, Baronesa com honras de grandeza de Miranda Reis.
 
Colaboradora
Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Miranda Reis, Barão; família Silva Reis

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MIRANDELLA

O visconde com grandeza de MIRANDELLA foi Antonio Doutel de Almeida Machado Vasconcellos Madureira Feijó que nasceu em Portugal em 25 de Abril de 1775.Era filho de Antonio Wenceslau Doutel de Almeida e Vasconcellos,Senhor de vários morgados em Bragança e Eixes,Fidalgo da Casa Real,Cavaleiro da Real Ordem de Aviz,Coronel de Cavalaria;nascido a 20 de Setembro de 1745 e falecido em 19 de Outubro de 1816 e de Maria Joaquina Madureira de Morais Sarmento,sua prima,filha de Francisco de Morais Madureira Feijó e de Maria Caetana Joaquina de Carvalho.Casou em 1804 com Joana Francisca Maria Josefa da Veiga Cabral da Câmara,herdeira de seu irmão Francisco Antonio da Veiga Cabral da Câmara (nasc.1734,morto a 31 de Maio de 1810),no título de Visconde de MIRANDELLA;filha de Francisco Xavier da Veiga Cabral da Câmara e de Luiza Caetana de Mesquita.Casou em segundas núpcias com Ana Carneiro da Costa  da Silva e Souza,nascida em 1794 e falecida em 5 de Setembro de 1846,filha de João Francisco da Silva e Souza e de Mariana Eugenia Carneiro da Costa irmã da marquesa de JACAREPAGUÁ.Foi 2º visconde de MIRANDELLA em Portugal por seu primeiro casamento e era irmão do barão de PORTELLA em Portugal,Bernardo Doutel de Almeida.Grande do Império,foi brigadeiro do Exército,do Conselho de S.Magestade, e Comendador da Imperial Ordem de Cristo.

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