C - 1

========================================================================== 

CABO-FRIO

O primeiro visconde de CABO-FRIO foi Luiz da Cunha Moreira que nasceu na Baia em 01 de Outubro de 1777 e faleceu no RJ em 28 de Agosto de 1865. Era almirante reformado e foi ajudante de Ordens do Major-General que acompanhou a Família Real para o Brasil.Concluiu o curso no Colégio dos Nobres de Lisboa em 1799.Comandou um navio de guerra que seguiu com a expedição do Para para a conquista da Guiana Francesa e a forca que conquistou Proaqui, onde foi ferido na cabeça. Assistiu a tomada de Cayenna, seguindo depois para a Franca como parlamentário de Maldonado em 1816; assistiu também ao bloqueio de PE em 1817.Foi ministro da Marinha no segundo Gabinete de 1823, retirando-se do Gabinete por negar-se a subscrever o decreto da dissolução da Constituinte; Inspetor do Arsenal de Marinha por duas vezes; Diretor da Academia da Marinha; Presidente da Província do Para em 1831, cargo que não aceitou.Era do Conselho de Guerra, Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial, Grande do Império, Gran-Cruz da I.Ordem de S.Bento de Aviz, Grande Dignitário da I.Ordem da Rosa.Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada; tinha a medalha de ouro da Guerra Cisplatina e a da conquista de Cayenna.  

Adenda

Luiz da Cunha Moreira - agraciado com o título ( Dec 15.06.1858 ) de Visconde (1º) de Cabo Frio. Foi  batizado a 10 de Outubro de 1777 na freguesia de Santo Antonio de Alem Carmo. Era filho de Luiz da Cunha Moreira e de Joaquina Maria de Sant´Anna. Em 05 de Junho de 1810, no Rio de Janeiro casou-se com Maria de Santa Rita, filha de José de Santa Rita, nascido cerca de 1721 e falecido a 05.09.1814 no Rio de Janeiro-RJ, Chefe de Divisão da Real Armada portuguesa, que passou a servir no Brasil, onde casou; e de Luiza Maria ( de Santa Rita ).

Colaboradores:

Francisco Antonio Doria- Fonte: AGB I, 1939, pág. 99 - Titulares do Império, 3ª parte.  

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbete : família Santa Rita.                                      

========================================================================== 

CABO-FRIO

O segundo barão e Visconde com grandeza de CABO-FRIO foi Joaquim Thomaz do Amaral que nasceu no RJ em 16 de Agosto de 1818 e faleceu nessa cidade em 1907.Era filho de Antonio Jose do Amaral e de sua mulher D.Maria Benedicta Carneiro da Silva Amaral.Entrando para a carreira diplomática,foi Secretario de Legação e Ministro Plenipotenciário em Londres, Paris,Bruxelas,Argentina,Uruguai e Paraguai.Foi em 1840,Comissário Arbitro da Comissão Mista Brasileira e Inglesa em Serra Leoa;mais do que benemérito diplomata,era o Arquivo animado da Secretaria das Relações Exteriores,que regeu por vários lustros (cinco anos) Fazia tempo que não lia esta palavra!).Era do Conselho de S.Magestade,Comendador da I.Ordem da Rosa,Cavaleiro da Legião de Honra,Gran-Cruz da Ordem de S.Leopoldo da Bélgica,de Isabel a Católica,da Espanha,da Coroa de Ferro da Imperial Ordem do Duplo Dragão da China,da Águia Vermelha da Prússia e sócio honorário do IHGB,etc.

========================================================================== 

CABO-VERDE

O primeiro barão de CABO-VERDE foi Antonio Belfort de Arantes que faleceu em 19 de Julho de 1885.

CRIAÇÃO DO TÍTULO: Barão por decreto de 15 de junho de '88'

Adenda

1º Barão de CABO VERDE

Pesquisa de Anibal de Almeida Fernandes, sobrinho-tetraneto do 1o Barão de Cabo Verde.

Atualizado, Agosto, 2008.

Antonio Belfort de Arantes, 1o Barão de Cabo Verde, a 15/6/1881.

Antonio Belfort de Arantes, 1o Barão de Cabo Verde, nascido na fazenda “Pedras” em Aiuruoca, em 1804, falecido a 19/7/1885, em Andrelândia (antiga Vila Bela do Turvo, onde tem o seu solar, atual Fundação Guairá), MG. Era Vereador da Câmara Municipal de Aiuruoca, MG. Filho de Antonio Joaquim de Arantes, nascido em 1774; neto paterno do Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques (1738-1801), fundador da fazenda “Conquista” no séc. XVIII, que é o Patriarca do Tronco Arantes de Aiuruoca e de sua mulher Ana da Cunha de Carvalho; bisneto-paterno de Domingos de Arantes e de sua mulher Josefa Marques, 9o neto-paterno de João de Arantes, (está registrado no Nobiliário “Coleção de Memórias Genealógicas”, (2º volume), manuscrito nº 876 do Arquivo Distrital de Braga, de autoria do Padre Marcelino Pereira que viveu no século XVIII), é o 1º Arantes, Cavaleiro Fidalgo de sangue e espada, Morador da Casa Real, Senhor da Quinta de Romay, que foi nomeado a 2/1/11488, Condestável dos Espingardeiros d’El Rei D. João II (1481-1497), 13o Rei de Portugal; bisneto-materno do Coronel Antonio da Cunha Carvalho e de sua mulher Bernarda Dutra da Silveira, que descende de Baltasar de Moraes de Antas, que e tem Carta de Nobreza reconhecida perante o Ouvidor Geral da Bahia, a 11/9/1579, e veio para o Brasil, cerca de 1556, e foi juiz em São Paulo em 1579

O 1º Barão era casado com Maria Custódia de Paula Ribeiro do Valle, minha tia-4ª avó, filha do Capitão Ignácio Ribeiro do Valle e de sua 1ª mulher Ana Custódia da Conceição (b. em 1788 e f. a 13/12/1839, filha de José Alves Lima e Ana Maria da Conceição); o Capitão Ignácio casou-se pela 2ª vez com Bárbara de Arantes (bat. a 11/1/1818), filha de Manoel Rufino de Arantes, meu 4º avô, que é 6º filho do Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques, Patriarca do Tronco Arantes de Aiuruoca.

A 1ª Baronesa de Cabo Verde é irmã da 1a Baronesa de Cajurú, Ana Inácia c.c. João Gualberto de Carvalho, 1º Barão do Cajurú a 30/6/1860, meus 4os avós.

Os 1os Barões de Cabo Verde tiveram 7 filhos:

1o) Antonio, Visconde de Arantes (Decr. 1888), c.c. sua prima-irmã, Libânia Jesuína Carolina de Carvalho, filha do 1º Barão de Cajurú, pais de: Ambrosina e Maria.

2o) Major Alexandre (em 1912 comprou a belíssima fazenda Paraíso, a Jóia de Rio das Flores, RJ, que está nas mãos de Arantes até hoje), c.c. Olívia Belfort Campos, pais de: Regina, Cel. Galileu (que tomou conta da Paraíso), Maria Violeta, Guiomar e Alexandre.

3o) Theófilo, c.c. América Belfort, pais de: Victor (2 casamentos), Maria, Antonio e José.

4o) Henrique, casado 2 vezes:

1º c. (a 29/11/1855) com sua prima, Maria Inácia Ribeiro do Valle Arantes (filha do Capitão Inácio Ribeiro do Valle e sua 2ª mulher, Bárbara de Arantes que é filha de Manoel Rufino de Arantes, meu 4º avô), pais de: Antonio, Afonso e Henrique.

2º c.c. Margarida Martins, pais de: Adalgisa, Margarida e Godofredo.

5o) Carlos, a 25/1/1842, falecido solteiro.

6o) Maria Cândida, a 18/9/1853, c.c. seu primo, Militão Honório de Carvalho, nasc. 10/5/1823, 2º Barão de Cajurú, pais de 10 filhos: Maria Isabel, Ignácio, Eduardo, Adelaide, Josina, Guilhermina, Antonio, João, Ana, e Martiniano.

7o) Mathilde, c.c. seu primo, João Eustáquio de Arantes, pais de: Antonio, Maria Amélia, Benevuto, Lindolpho, Henrique, Guilherme, Urbana, Helena, Josefina.

 

Fontes usadas para estruturar esse trabalho:

Anuário Genealógico Brasileiro Ano: I, II, III, IV, VI, VII e IX.

A Família Arantes, Américo Arantes Pereira, pgs: 443 a 459, 2a Edição, 1993.

A Família Arantes, pgs. 96 a 100, Arnaldo Arantes, 1953.

Nantes ou D’Nantes, que hoje He Arantes, Eduardo de Arantes e Oliveira, Portugal, 1994.

José Guimarães, informação sobre Bernarda Dutra da Silveira, Ouro Fino, MG.

Titulares do Império, Carlos Rheingantz, 1960.

http://br.geocities.com/projetocompartilhar6/antoniodearantesmarques1816.htm

========================================================================== 

CABO-VERDE

                

            Fig. do Br de Cabo Verde - Brasão dos Moraes Navarro - Placa de Com. da Imp.Ordem da Rosa

Brasão de Armas: No quartel superior esquerdo ( a amoreira e a torre ), as armas dos Moraes;

no quartel inferior direito ( os lobos ), as armas dos Navarros; as flores de lis, encimadas pela Coroa Real, representam a Monarquia francesa por tratar-se de linhagem Capetingia.

----------------------------------------------------------------------------

O segundo barão de CABO-VERDE foi Luiz Antonio de Morais Navarro, que era coronel da Guarda Nacional.

CRIAÇÃO DO TÍTULO: Barão por decreto de 3 de agosto de 1889

Adendas e correções de Flavio Augusto de Oliveira Queiroz Neto

"Com o intuito de contribuir com o seu trabalho e acertar alguns dados e datas com relação ao 2º Barão de Cabo Verde - Luiz Antonio de Moraes Navarro - solicito, por gentileza, a sua analise e anuência para o que segue:

 

a) Como "grau" Comendador é superior ao de  Cavaleiro e se outorga primeiro, o "grau" inferior e posteriormente, o superior, as datas corretas para essas distinções são:

Imperial Ordem da Rosa

 - Cavaleiro em 25/04/1868 - Arquivo Nacional cx 789 A , pac 01, doc 45.

 - Comendador em 18/06/1881 - Arquivo Nacional cx 789 B, doc. 04.

b) Foi Presidente da Câmara Municipal de Cabo Verde em dois períodos: 

 - De 15/01/1881 a 06/4/1881

 - De 07/03/1892 a 06/11/1894

c) Era Tenente Coronel  da Guarda Nacional e não Coronel,

d) O nome da Baronesa ( como para fins genealógicos utilizamos sempre o nome de solteira), era Josefa Amélia dos Santos Bueno e não Moraes Bueno e o de sua mãe era Joaquina Teixeira, filha de Sebastião Silva Teixeira e Jervásia de Gouvêa, ramo pelo qual ela descendia do Bandeirante Antonio Raposo Tavares e Beatriz Furtado Mendonça.

 

O Barão de Cabo Verde era filho de Francisco Salles de Moraes Navarro e de Francisca de Paula São José, foi neto paterno do Capitão João de Moraes Navarro e de Maria da Conceição dos Santos Bueno ( avó ou tia avó ? da futura Baronesa de Cabo Verde Josefa Amélia dos Santos Bueno) e por este ramo ele descendia do Bandeirante Manoel Preto e Águeda Rodrigues.

Pelo ramo de uma de suas bisavós paternas, Francisca de Siqueira Moraes, filha de Antonio Leme do Prado e Leonor Siqueira de Moraes, sua ascendência chegava até os primórdios da Monarquia Francesa, havendo Hugo Capeto sido um de seus avoengos e por decorrência, El Rei Affonso Henriques e Mafalda de Saboia, primeiros reinantes em Portugal.

O Tenente Coronel Luiz Antonio de Moraes Navarro, futuro Barão de Cabo Verde, então, Cavaleiro da Ordem da Rosa, teria seu destino intimamente ligado a futura cidade de Muzambinho, que na época chamava-se São José da Boa Vista de Cabo Verde e que pertencia a Cabo Verde, segundo o gráfico sobre o desdobramento de Vila Rica, datado de 1711.

A intima ligação do futuro Barão de Cabo Verde com Muzambinho já começara a se delinear por volta de 1860, quando o Padre Prospero Paoliello ( meu tio trisavô), e Cesário Cecílio de Assis Coimbra (meu tio bisavô, irmão de minha bisavó Camila Maria de Lelis Coimbra) cujo ancestral, de Cesário, Pedro de Alcântara Magalhães, fora pioneiro da fundação, anteriormente a 1800; tornaram o Povoado de São José da Boa Vista de Cabo Verde em Distrito no dia 8/10/1860 e em 1861 o Padre Prospero Paoliello ( tio de meu bisavô de mesmo nome, Prospero Paoliello), assumira o Vicariato da Paróquia local.

No dia 12/11/1878 o Distrito passou a categoria de Vila, formando Termo com as Freguesias de Dores de Guaxupé (atual Guaxupé ) e Santa Barbara das Canoas ( atual Guaranésia).

Aos 30/11/1880 a Vila passou a condição de Cidade e ao mesmo tempo de Comarca com o nome de Muzambinho e o seu primeiro Presidente da Câmara Municipal, Cesário Cecílio de Assis Coimbra, foi empossado em 09/01/1881, pelo então Presidente da Câmara Municipal de Cabo verde, Tenente Coronel Luiz Antonio de Moraes Navarro ( meu trisavô pelo ramo materno).

A íntima ligação começara a se consubstanciar quando um de seus filhos, o Coronel Francisco Navarro de Moraes Salles que casara-se com Delminda America Pereira de Magalhães (filha do Professor, Cap. Joaquim Leonel Pereira de Magalhães e prima do Dr. Vital Brazil Mineiro da Campanha), pelo final do século XIX e primórdios do século XX, sendo político, tornou-se presidente da Câmara Municipal de Muzambinho por varias legislaturas e Deputado Provincial por largo tempo, e foi também, o responsável pela ligação ferroviária da Rede Sul Mineira com a Companhia Mogyana pela construção do ramal Gaxupé - Muzambinho - Tuyuty.

Oriunda do casamento do Coronel Navarro com Da. Delminda, uma de suas filhas, Eponina Magalhães Navarro, casou-se com Camilo de Lelis Paoliello( meus avós maternos), que era filho de Prospero Paoliello e de Camila Maria de Lelis Coimbra, irmã de Cesário, consolidou a íntima ligação do Barão de Cabo Verde com a Cidade de Muzambinho.

Famílias de profunda índole monárquica e patriótica os ramos Coimbra , Coimbra da Luz (Cesário C. de A. Coimbra, teve dois de seus filhos, Aristides e Camilo, casados na família do Visconde de Caldas e Rodolfo nas famílias do Barão de Arary e do Barão de Araras e a sua filha, Augusta Cesarina de Assis Coimbra, foi a mãe do Presidente do Brasil Dr. Carlos Coimbra da Luz), Paoliello, Pereira de Magalhães e Moraes Navarro, deixaram na historia pátria grandes feitos e marcos.

Objetivando que vossa senhoria entenda a minha ligação familiar com o Barão de Cabo Verde, explicito: minha mãe Viggianina Paoliello era filha de Camilo de Lelis Paoliello e de Eponina Magalhães Navarro, casou-se com Flavio de Queiroz

 Filho, meu pai."

Adendas de Regina Cascão e Eduardo Dias Roxo Nobre

Luiz Antonio de Morais Navarro - agraciado com o título ( Dec 03.08.1889 ) de Barão (2º) de Cabo Verde. Título de origem toponímica, tomado ao local onde sua família possuía engenho, em Minas Gerais. Nasceu no Bairro Anhumas do Rio Cabo Verde, atual município de Cabo-Verde,MG, onde seus pais tinham um engenho de açúcar. Foi batizado a 23 de Maio de 1831 ( no assento não consta a data de nascimento ) e faleceu a 05.12.1901 em Cabo Verde-MG. Comendador da Ordem da Rosa em 18 de Junho de 1881, Cavaleiro da Ordem da Rosa em 25 de Abril de 1886. Militou na política, sendo chefe de partido. No Império, exerceu vários cargos de nomeação do governo. Na República, foi agente executivo e presidente da Câmara Municipal de Cabo Verde. Casado com Josefa Amélia de Moraes Bueno, Baronesa de Cabo Verde, filha de Modesto Flávio dos Santos Bueno e de Joaquina Bueno, nascida em Uberaba em 1833 e falecida em Muzambinho-MG a 28.08.1908 - com a qual teve 8 filhos.

Colaboradores:

Eduardo Dias Roxo Nobre - pesquisador

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno
Verbetes: Cabo Verde, 2º Barão; Cabo Verde , Baronesa.

Flavio Augusto de Oliveira Queiroz Neto Fontes: Setor do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Prefeitura Municipal de Muzambinho/MG

Arquivo Nacional

Arquivos e acervos de artes da família

========================================================================== 

CACAPAVA

Foto do barão, publicada no AGB I, 1939, pág.100 - Titulares do Império, 3ª parte.

Colaboração de Francisco Antonio Dória 

O barão com grandeza de CACAPAVA foi Francisco Jose de Souza Soares de Andrea que nasceu em Lisboa em 29 de Janeiro de 1781 e faleceu na Província do RS em 2 de Outubro de 1858.Sentou  praça como voluntário em 1796 e foi reconhecido cadete em 1797.Fez o Curso de Engenharia e Navegação e depois de ter feito a campanha de 1801 em Portugal,veio ao Brasil com D.João VI em 1808.Declarando-se a Independência,prestou a sua pátria adotiva os mais relevantes serviços.Comandou a Brigada de Engenheiros em 1817,em PE. Acompanhou em 1822 o General Joaquim Xavier Curado ao Quartel General de S.Gonçalo,por ocasião da revolta do General português Jorge Avillez.Tomou parte na Campanha do RS e na campanha Cisplatina assistindo a batalha de Ituzaingo em 1827.Era encarregado do destacamento da Quinta da Boa-Vista e fez o levantamento da Cidade e de Copacabana.presidiu as Províncias do Para em 1832;de Minas Gerais,por ocasião da revolução de 1843;da Baia em 1844 e do RS em 1848,exercendo em todas elas o cargo de Comandante das Armas.Comandou o Corpo de Engenheiros em 1842 e presidiu a comissão de limites entre o Brasil e o Estado Oriental do Uruguai,em 1854.Presidiu a Província do Para em 1836 e representou a dita Província na 4 legislatura de 1838 a 1841 e a do RJ na 5 legislatura de 1843 a 1844.Era Grande do Império,Conselheiro de Guerra e de Estado em 1856,Marechal reformado do Exercito e Grâ Cruz da I.Ordem de S.Bento de Aviz,Comendador da I.Ordem da ROsa e Oficial da I.Ordem do Cruzeiro.

========================================================================== 

CACEQUI

O barão de CACEQUI foi Francisco Antunes Maciel

O barão de CACEQUI foi Frederico Augusto de Mesquita, marechal-de-Campo, conforme retificação ao ANB no "Titulares do Império" por Carlos G. Rheingantz, RJ 1960, páginas 112 a 121.

Adenda

Frederico Augusto de Mesquita, agraciado com o título ( Dec 23.05.1883) de Barão de Cacequi.Nascido em 1822 e falecido a 28.04.1884. Brigadeiro e marechal de campo. Casou-se em 1852, em Porto Alegre-RS com Maria Nicolacia da Conceição Bezerra, falecida em 06.04.1904 no Rio de Janeiro-RJ, Baronesa de Cacequi.

Colaboradora :

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno -
Verbete: Cacequi, Barão de; Cacequi, Baronesa de

========================================================================== 

 CACHOEIRA

O primeiro visconde com grandeza de CACHOEIRA foi Luiz Jose de Carvalho e Mello que nasceu na BA em 08 de Maio de 1764 e faleceu em 06 de Julho de 1826.Era filho de Eusébio João de Carvalho e de sua mulher D.Antonia Maria de Mello.Casou-se com Ana Vidal Carneiro da Costa,terceira filha de Braz Carneiro Leão e de Ana Francisca Maciel da Costa,baronesa de S.Salvador de Campos,nascida no RJ em 28 de Abril de 1779 e falecida em 03 de Dezembro de 1851,no RJ.Era dama honorária de S.Magestade a Imperatriz.Formado em Direito pela Universidade de Coimbra,foi Magistrado no Rio de Janeiro,Juiz da Alfândega,Desembargador da Relação do Rio de Janeiro,Deputado a Assembléia Constituinte de 1823, pela Baia e nomeado Senador por essa Província em 1826.Ministro dos Estrangeiros no 3 gabinete de 1823,Conselheiro de Estado efetivo,foi um dos signatários da Constituição do Império.Era Grande do Império.Dignitário da I.Ordem do Cruzeiro.Comendador da I.Ordem de Cristo e de N.S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal.

========================================================================== 

 CACHOEIRA

O segundo visconde com grandeza de CACHOEIRA foi Luiz Jose Carneiro de Carvalho e Mello.Nasceu em 1808 e faleceu em 1827 solteiro.Filho de Luiz Jose de Carvalho e Mello e de sua mulher Ana Vidal Carneiro da Costa,primeiros viscondes da Cachoeira.

========================================================================== 

 CACHOEIRA

O terceiro visconde com grandeza da CACHOEIRA foi Pedro Justiniano Carneiro de Carvalho e Mello que nasceu no RJ em 25 de Dezembro de 1811.Filho de Luiz Jose de Carvalho e Mello e de sua mulher D.Ana Vidal Carneiro da Costa,primeiros viscondes da Cachoeira, e irmão do segundo visconde.Casou-se com sua prima Maria de Loreto,filha dos Condes de S. Simão,nascida em 09 de Fevereiro de 1832.Era Oficial do Exercito,Grande do Império e Moço Fidalgo com exercício da Casa Imperial,Oficial da Imperial Ordem de Cristo e Comendador de Cristo de Portugal.

========================================================================== 

CAETE

O visconde de CAETE foi Jose Teixeira da Fonseca e Vasconcellos que nasceu na fazenda de seus pais em Sabará em 18 de Outubro de 1767 e faleceu em 10 de Fevereiro de 1838.Casou-se em 23 de Janeiro de 1822 com Teresa Maria de Jesus, falecida em Minas Gerais em 1855 de quem teve oito filhos.Formado em DIreito pela Universidade de Coimbra, seguiu carreira da Magistratura, nos cargos de Intendente do Ouro, Juiz de Fora e Ouvidos de Sabará, chegando a Desembargador, Foi o primeiro Presidente da Província de Minas Gerais, de 1824 a 1826 ,e Senador por essa Província em 1826.Foi Membro e Vice Presidente da primeira Junta do Governo Provisório da Província de Minas Gerais e Deputado a Assembléia Constituinte dissolvida violentamente em 1823.Compôs um dicionário da língua Tupi que infelizmente perdeu-se.

Conforme as fontes citadas por Hugo Forain Júnior a data de agraciamento do título do barão foi em 12.12.1826
Foi
1º visconde de Caeté, por decreto de D. Pedro I, imperador do Brasil, datado de 12.10.1826.

Adenda

José Teixeira da Fonseca e Vasconcellos - agraciado com o título ( Dec 12.12.1826 ) de Visconde de Caeté. Foi batizado  na Igreja da Boa Viagem, do antigo Curral d'El Rei hoje Belo Horizonte ). Era filho de José Teixeira de Carvalho e de Josefa Rodrigues da Fonseca, esta filha do português Antonio Rodrigues da Fonseca e de Maria Ribeiro de Campos, e terceira neta de Felipe de Campos Brandemburg, patriarca da família Campos, em São Paulo..
.

Sua esposa - Viscondessa de Caeté, Teresa Maria de Jesus , (no batismo de uma sobrinha aparece como Teresa Maria de Jesus da Motta Teixeira). Batizada em 20.09.1801 na ermida dos Barbosa (família de sua avó materna), filial de São João Batista do Morro Grande ( hoje Barão de Cocais ). Foram padrinhos o Sargento-mor (...) Vieira da Silva e D. Teresa Maria de Jesus ( cfe. Barão de Cocais, livro de batizados de 1801-1860,fls.3 - Arquivo da Cúria de Mariana). Nasceu em 27 de Agosto de 1802 em Bom Jesus do Amparo, MG . Filha do Coronel João da Motta Ribeiro, falecido em 1832, fundador da Fazenda do Rio de São João, grande proprietário de minas auríferas, agricultor adiantado e industrial em larga escala, nascido em Celorico de Basto; e de sua mulher D. Maria de Jesus Teixeira, natural de Itabira, MG. Neta paterna de José Joaquim Ribeiro, nascido em Mondim de Basto, e de D. Teresa Maria da Motta, nascida em S.Martinho do Vale de Bouro, Celorico de Basto; neta materna do Cap. João Teixeira Álvares, nasc. freg. de Sta. Senhorinha, Cabeceiras de Basto, Comarca de Guimarães, e de D. Teresa Maria Barbosa, batiz. capela de S. José do Brumadinho, filial de S.João Batista do Morro Grande. A Viscondessa era irmã do Coronel Manuel da Motta Teixeira.

Colaboradores:

Hugo Forain Júnior - Inúmeras fontes, ver: http://www.cbg.org.br/arquivos_genealogicos_o_02.html

- Dalmiro da Motta Buys de Barros - trineto do Coronel Manuel da Motta Teixeira, irmão da viscondessa.

- Francisco Antonio Doria - Fonte: AGB I, 1939, pág.103 - Titulares do Império, 3ª parte.

- Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbete

  família Teixeira da Fonseca Vasconcelos.

========================================================================== 

CAETITÉ

foto:colaboração de Rodolfo Fujimori

O barão de CAETITÉ foi José Antonio Gomes Netto que nasceu na cidade de Caetité,Baia.Era bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.Foi desembargador e era Oficial da I.Ordem da Rosa.

Adenda

José Antonio Gomes Netto, agraciado com o título ( Dec 08.03.1880) de Barão de Caetité. Título de origem geográfica, tomado do Município de Caetité, onde o barão foi residente.Nascido em 07.03.1822, Caetité, BA e falecido a 05.01.1890, também em Caetité, Bahia. Desembargador. Bacharel em Direito, pela Faculdade de Direito de Olinda, Pernambuco [1846]. Notável magistrado e jurisconsulto. Oficial da Ordem da Rosa. Juiz de Direito - Comarca de Caetité, compreendendo os termos de Caetité, Umburanas e Almas. Casou-se com Elvira Benedita de Albuquerque, falecida em 13.05.1894, baronesa de Caetité.   Caetité foi berço, não só de grande número de imigrados de Minas Gerais, foragidos e perseguidos em diversos movimentos revolucionários daquele Estado, como de outros revoltosos que saíram do Ceará.Quando do falecimento do barão de Caetité, em 1890, segundo o recenseamento, tinha o Município 6.000 almas, 4 igrejas, 2 cemitérios, 3 escolas primárias e 4 praças. Foi elevada a Vila, em 1810 e a categoria de Cidade em 12.10.1867.
 
Colaboradora:

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno -
Verbetes: Caetité, Barão e Caetité, Baronesa.

========================================================================== 

CAHY

O barão de CAHY ou CAÍ foi Francisco Ferreira Porto que nasceu no RS e faleceu em 12 de Fevereiro de 1884.Casou-se com Maria L.Meffredy Porto.Era comendador da Ordem de N.S.da Conceição da Vila Viçosa.

========================================================================== 

 CAIARÁ

                   

barão e baronesa de Caiará

O barão de CAIARÁ foi Augusto de Souza Leão que nasceu no Engenho Caraúna,município de Jaboatão,na Província de Pernambuco em 13 de Dezembro de 1830 e faleceu em Olinda nessa Província em 4 de Setembro de 1898.Filho do Tenente-coronel Domingos de Souza Leão e de sua mulher Teresa de Jesus Coelho de Souza Leão.Era irmão do barão de Vila Bela.Casou-se com sua sobrinha Idalina Carlota de Souza Leão, filha do Comendador Luiz Francisco de Barros Rego e de sua mulher Carlota Guilhermina de Barros Rego.Formado em Direito pela faculdade do Recife,dedicou-se a agricultura.Foi deputado provincial em sucessivas legislaturas, Presidente da Assembléia Provincial; governou a Província de PE na qualidade de Vice-Presidente,em 1885 e 1889.Foi Juiz de Paz e Senhor do Engenho de Capibaribe em São Lourenço da Matta, nessa Província.Era Cavaleiro da I.Ordem da Rosa.

Adenda

Augusto de Souza Leão - agraciado com o título ( Dec 25.07.1885 ) de Barão de Caiará.Nasceu no Engenho Caraúna, município de Jaboatão, na Província de Pernambuco em 1828* e faleceu em Olinda, nessa Província,  em 4 de Setembro de 1898. Era Filho do Tenente-Coronel Domingos de Souza Leão e de sua mulher Teresa de Jesus Coelho ( 1790-1879 ). Sua sobrinha e esposa  Idalina, Baronesa de Caiará, nasceu em 11.04.1838 e faleceu em 28.10.1921. 

Colaboradores:

- Renato Pessôa Dantas - pesquisador

- Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Caiará, Barão; famílias Souza Leão e Barros Rego.

Regina Cascão: - Foto dos barões. Coleção Francisco Rodrigues - Fundação Joaquim Nabuco - Recife,PE

Disponível no site Domínio Público, do governo federal

BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro e quarto, em campo de prata, as quinas de Portugal, postas em aspa; no segundo e terceiro, em campo de ouro, um leão de góles, rompente.TIMBRE:

o  leão das armas.(Brasão passado em 30 de Agosto de 1867.Reg.no Cartório da Nobreza, Liv.VI, fls.68).

CRIAÇÃO DO TÍTULO: barão por decreto de 25 de Julho de 1885.

========================================================================== 

 CAIRARI,

O barão de CAIRARI, foi Antonio Manuel Correia de Miranda  

Adenda

Antonio Manuel Corrêa/Correia de Miranda -  agraciado com o título ( Dec 08.08.1888 ) de Barão de Cairari.Filho de Manuel João Corrêa de Miranda e de Alexandrina Souza Miranda. Nascido em 1830, em Igarapé-Mirim, PA e falecido a 20.08.1903, em Belém, PA . Comerciante e latifundiário. Deixou testamento, feito a 30.07.1903, e aprovado, na mesma data, pelo tabelião Teodósio Lacerda Chermont.  Deixou geração do seu casamento com Leopoldina Campos.

Colaboradora:

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno -
Verbetes: Cairari, Barão de; Corrêa de Miranda
.

========================================================================== 

CAJAIBA

barão de Cajaiba

fonte: AGB, vol.IX, 1947, pág.141

O barão com grandeza de CAJAIBA foi Alexandre Gomes de Argollo Ferrão que faleceu na Província da Baia em 10 de Maio de 1870 com 70 anos de idade.Era marechal de Campo e uma das glorias da Independência.Foi Vice-Presidente da Província da Baia durante 20 anos.Era Veador  de S.Magestade a Imperatriz,Comendador da I.Ordem de S.Bento de Aviz ( parente do galo),da I.Ordem de Cristo e Oficial d I.Ordem da Rosa.Tinha a medalha da Guerra da Independência da Baia.  

Adenda

Alexandre Gomes de Argolo Ferrão - agraciado com os títulos de (Barão de Cajaíba ( Dec 18.07.1841 ) e Barão com honras de grandeza de Cajaíba ( Dec 25.03.1849 ). Membro de importante e ilustre família de abastados senhores de engenhos, da Bahia, que teve origem no sargento-Mor José Joaquim de Argolo e Queirós [ nasc. 1757], Alferes da Guarnição da Bahia [1779], sargento-mor do Reg. de Milícias da Vila de S. Francisco da Barra de Sergipe do Conde, Tenente-Coronel [1818]. Vereador ao Senado da Câmara da Bahia [1803], e construtor do sobrado e do Engenho da Ilha de Cajaíba e senhor do Engenho Itatingui (Antenor Nascentes, 140, p.5). Deixou numerosa descendência de seu casamento. com Maria Joaquina Gomes Ferrão Castelo Branco, descendente de Antônio Gomes, patriarca desta família Gomes Ferrão Castelo-Branco , da Bahia. Entre outros, foram pais de Alexandre Gomes de Argolo Ferrão, nascido em 1802, freguesia da vila de São Francisco de Sergipe do Conde, BA. Militar: praça de 1.º cadete [21.10.1807], na 8.ª Companhia do 2.º Regimento de 1.ª Linha [com seis anos de idade]. Passou para a 2.ª Companhia do 1.º Batalhão de Caçadores, na mesma praça de cadete [01.04.1810]. Alferes do 2.º Batalhão de Caçadores [21.07.1818]. Tenente [13.05.1820]. Capitão [10.09.1824]. Sargento-Mor [Major] do 14.º Batalhão de Caçadores. Tenente-Coronel graduado [30.01.1826], Tenente-Coronel efetivo [20.08.1838]. Coronel [29.11.1838], em remuneração dos serviços que prestou ao governo legal, por ocasião da revolta da «Sabinada». Brigadeiro graduado [02.11.1842]. Reformado no posto de Marechal de Campo [25.09.1852]. Deputado pela Bahia às cortes portuguesas [1821]. Em 20.02.1822, emigrou para o Recôncavo, onde fez a campanha da Independência. Encarregado da polícia das Vilas de Santo Amaro e São Francisco [19.04.1831]. Comandante das Armas da Bahia [13.09.1831 - exonerado, a pedido, a 23.07.1835]. Comandante da brigada formada para combater os revoltosos, da denominada «Sabinada» [27.11.1837]. Vice-Presidente da província da Bahia, durante 20 anos [10.04.1838]. Presidente da Prov. da Bahia [1865]. MFCI [11.04.1826], Veador de S.M. a Imperatriz [14.03.1860], Comendador da Ordem de São Bento de Aviz, Comendador da Ordem de Cristo, Oficial da Ordem de Cristo. Condecorado com a medalha criada por Dec. de 02.07.1825 e destinada ao exército que expeliu da província da Bahia as tropas lusitanas. Foi elevado ao título de barão com honras de grandeza em consideração aos seus serviços e merecimentos (Revista Genealógica Brasileira, VII, 441). Deixou geração do seu cas. com Eudóxia Cândida de Pina e Melo, falecida a  24.12.1858, BA, baronesa de Cajaíba, sepultada na capela do engenho São José da Vila de São Francisco.

O barão de Cajaíba, quando foi mandado estudar na Cidade de Salvador, ali, quando solteiro, teve um filho natural, havido com Felicidade Perpétua, falecida em 27.03.1866 na Bahia, que reconheceu e legitimou, que foi o marechal Alexandre Gomes de Argolo Ferrão Filho, nascido em 08.08.1821 e falecido em 28.06.1870, agraciado, por serviços na guerra do Paraguai, com o título [ Dec 26.12. 1868] de visconde com honras de grandeza de Itaparica. Não existiu a viscondessa de Itaparica. Faleceu solteiro sem deixar descendentes, que se saiba. 

Colaboradora:

Regina Cascão -  Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno -
Verbetes: Cajaíba, Barão de; família Argolo Ferrão

========================================================================== 

CAJURÚ

saber mais,clique no título

O 1o Barão de CAJURÚ foi João Gualberto de Carvalho, Faleceu em  21 de Fevereiro de 1869. Era Comendador da Real Ordem de Cristo e da Imperial Ordem da Rosa. 

Criação do Título: Barão por decreto de 30 de junho de 1860.

Adenda

1º Barão de CAJURÚ, a 30/6/1860, João Gualberto de Carvalho

Era Comendador da Real Ordem de Cristo e da Imperial Ordem da Rosa.

Colaboração: Aníbal de Almeida Fernandes: 4o neto do 1o Barão de Cajurú, Outubro, 2007

e Flávio Mário de Carvalho Junior: 3º neto do 1º Barão de Cajurú.

Comendador da Real Ordem de Cristo e, em 1849, da Imperial Ordem da Rosa, Tenente Coronel da Guarda Nacional e era Juiz de Paz. O 1º Barão de Cajurú, João Gualberto de Carvalho, nasceu em 1797 e foi batizado neste mesmo ano, na Paróquia de São João d´El Rei, MG, tendo por padrinhos o Reverendo Gonçalo Corrêa de Carvalho e sua tia-paterna, Ana Maria Duarte (Também conhecida como Ana Maria de Carvalho ou Ana do Angaí, nascida e batizada na Freguesia dos Prados, termo da Vila de São José, filha legítima de Caetano de Carvalho Duarte e de Catarina de São José. Casou aos 06-05-1762 na Capela de São Miguel do Cajurú com José Garcia Duarte, então com 21/22 anos, filho de João Garcia Duarte e Antonia Maria da Boa Nova). João Gualberto era filho de Caetano de Carvalho Duarte Filho e de Ana Maria Joaquina (filha de Estácio da Costa e Felicia Tereza de Jesus). Neto paterno de Caetano de Carvalho Duarte, natural de São Miguel de Silvares, Arcebispado de Braga que é o Patriarca do Tronco Carvalho Duarte-Cajurú casado, a 3/11/1737, com Catarina de São José que é filha de Manoel Gonçalves da Fonseca e de Antonia da Graça, (uma das 3 Ilhoas de Minas Gerais), radicados em São João d´El Rei, em 1723, e naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha Faial, Açores.

João Gualberto, ainda moço, transferiu-se para a região de Aiuruoca onde, em 1821, foi eleito Mesário da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Cerca de 1819, casou-se com Ana Inácia Conceição Ribeiro do Vale, nascida a 24/8/1804 e batizada a 02/9/1804 na Capela de Madre de Deus, filha de Inácio Ribeiro do Valle (1783-1853) e de Ana Custódia da Conceição (1788-1839), neta de Felisberto Ribeiro do Valle radicado em Andrelândia, bisneta de Antonio Ribeiro do Valle, radicado em Andrelândia, trineta de André do Valle Ribeiro, nascido em 1688, Braga, Portugal e falecido em São João d’El Rei, em 1720, onde foi membro da Câmara em 1719, é o Patriarca da família Ribeiro do Valle e foi casado com Tereza de Moraes nascida em São Paulo. Conforme o testamento da baronesa o casal teve nove filhos vivos que são os seguintes:

1o) Maria Brazilina da Conceição, bat, 29/08/1826, casada com Capitão Manoel Teodoro Pereira, pais, entre outros, do Cel. Ignácio Pereira de Carvalho c.c. Emerenciana Diniz Junqueira Monteiro de Barros; 2o) Militão Honório de Carvalho, bat. a 10/5/1823, 2o Barão de Cajurú (Dec. 1889) casado em 1853 com sua prima-irmã Maria Cândida, filha do 1o Barão de Cabo Verde (Dec. 1881); 3º) Ana (tem o mesmo nome Ana, que a mãe, a avó paterna, a avó materna e a bisavó materna) casada, em 1as núpcias, com Joaquim Carvalho de Arantes, bat. em Aiuruoca/MG, que é 6o filho de Manoel Rufino de Arantes c.c. Ana Joaquina de Carvalho é meus 3os avós e, em 2as núpcias, com Joaquim Alves Gomes, 4o) Libânia Jesuína Carolina, casada com seu primo-irmão, Antonio Belfort de Arantes, Barão de Arantes (Dec. 1879) e Visconde de Arantes (Dec. 1888), filho do 1o Barão de Cabo Verde (Dec. 1881); 5o) Inácio Caetano de Carvalho casado com Ana Tereza Vargas, donos da fazenda Santa Tereza em Volta Redonda, RJ; 6o) João Pedro de Carvalho (*6/10/1836-+26/8/1889) casado com Maria Isabel Marques Ribeiro, (fal. 1903), os 2 estão enterrados na fazenda Sant’Anna, em Quatis, RJ; 7o) Guilhermina, nascida a 16/6/1838, casada com Eduardo Pereira da Silva (1824-1881), Barão de São João d´El Rei (Dec. 1871), pais de 8 filhos: Maria, João Gualberto Pereira da Silva, nascido a 9/7/1861, Francisco, Eduardo, Guilhermina, José, Maria José, Esther; 8o), Custódio Ribeiro de Carvalho (*1839-+16/5/1918) 1º c.c. Francisca de Rezende e 2º c.c. Maria da Glória Fonseca, 9o) José Ribeiro de Carvalho (*21/5/1848-+6/71896), casado com Luisa Leite Ribeiro. Atenção: o casal teve 10 filhos, porém o 1º filho do casal, Manoel Ribeiro de Carvalho, bat. em Setembro de 1820, não aparece no testamento citado, pois já falecera e sua viúva, Maria Isabel, já se casara, a 21/9/1860, com João Pedro o outro filho dos 1os Barões do Cajurú.

Por volta de 1830, o Barão de Cajurú adquiriu a Fazenda das Bicas, no município do Turvo, onde passou a residir. No Arraial do Turvo, (atual Andrelândia), construiu um imponente sobrado onde funcionou, mais tarde, o Grupo Escolar Raul Soares. Tenente Coronel da Guarda Nacional do Turvo, com destacada atuação na Revolução Liberal de 1842. Em maio de 1849 recebeu a mercê honorífica da Imperial Ordem da Rosa, prestando solene juramento como Comendador.

No ano de 1860 foi enviado ao Imperador Pedro II o seguinte atestado:

"Nós, abaixo assinados, atestamos que o Comendador João Gualberto de Carvalho, natural da Província de Minas Gerais e residente no município de Aiuruoca, é um cidadão prestante, distinto por seu patriotismo e probidade, respeitável pai de numerosa família, rico negociante e capitalista, proprietário de muitos bens de raiz entre os quais, se inclui a importante Fazenda de cultura denominada São Lourenço, sita na Província do Rio de Janeiro, que há pouco comprou; e que por estas razões o consideramos muito merecedor de um Título, ou qualquer mercê honorífica que S.M. o Imperador se digne conferir-lhe. Rio de Janeiro, 09 de junho de 1860. (a.a.): Herculano Ferreira Penna, Visconde de Ipanema, Visconde do Bonfim e Jerônimo José de Mesquita".

A 30 de Junho do mesmo ano, (1860), ele foi agraciado com o título de Barão de Cajurú.

O 1o Barão de Cajurú é primo-1o do Barão de São Tomé e primo-2o do Barão de Conceição da Barra e da Baronesa de Ponte Nova, todos eles são descendentes de Caetano de Carvalho Duarte o Patriarca do Tronco Carvalho Duarte-Cajurú do Sul de Minas.

Consta, ainda, que o Barão de Cajurú foi herói da Guerra do Paraguai, poderoso criador de animais e valoroso companheiro de armas do eclético escritor, político, militar e jornalista o Visconde Alfredo D'Escragnolle Taunay, (1843-1899), ao também participar com ele das agruras da Retirada da Laguna. Era respeitado como o maior criador de mulas e tinha nessa atividade muito lucrativa, posição tão privilegiada que a grande feira de Sorocaba, o mais importante centro de vendas e leilões de animais de então, não era oficialmente aberta enquanto o sisudo Barão de Cajurú não chegasse com sua enorme tropa.

Atenção: o casal teve 10 filhos, porém o 1º filho do casal, Manoel Ribeiro de Carvalho, bat. em Setembro de 1820, não aparece no testamento abaixo descrito pois já falecera e sua viúva, Maria Isabel, já se casara, a 21/9/1860, com João Pedro o outro filho dos Barões do Cajurú.

1o Barão de Cajurú faleceu a 21/2/1869 em São Miguel de Cajurú (Arcângelo, de 1943 a 2000), em São João d´El Rei, MG. Seus ossos repousam no mausoléu existente no cemitério da fazenda Sant’Anna em Quatis, RJ, que era do Comendador Manoel Marques Ribeiro, sogro de seu filho João Pedro de Carvalho que enterrou seu pai, o 1o Barão de Cajurú, em túmulo ornado com um anjo de mármore de Câmara com 300 kg. de peso, que agora está na igreja de São Joaquim. No túmulo há a seguinte inscrição na lápide:

(sic) Aqui repousa os ossos do Barão de Cajurú. Grande dignitário do Império.

Fallecido a 21 de fevereiro de 1869.

Uma lágrima de saudade, respeito e Gratidão que vos consagra vosso filho

João Pedro de Carvalho.

João Pedro (6/10/1836-26/8/1889) e sua mulher Maria Isabel fal. 1903, (viúva de Manoel, 1º filho dos 1os Barões do Cajurú) que era filha do Comendador Manoel Marques Ribeiro, todos os 3 estão enterrados no piso da Capela, em ruínas, do cemitério desta fazenda Sant’Anna herdada do Comendador que é circundado por casas de uma comunidade de ex-escravos da fazenda que receberam pedaços de terra, antes da morte de Maria Isabel já viúva e falecida sem herdeiros.

A 1ª Baronesa de Cajurú, Ana Inácia Ribeiro do Vale de Carvalho, faleceu a 11/1/1889, e  está enterrada em jazigo no cemitério da cidade de Andrelândia, MG. O Testamento da Baronesa, feito na cidade do Turvo a 2/9/1880, está registrado no Livro 2º, fls. 42v/45 do Registro de Testamentos do Cartório do 1º Ofício da Comarca de Andrelândia, e tem bens arrolados no valor de 145.597$742 (cento e quarenta e cinco contos, quinhentos e noventa e sete mil e setecentos e quarenta e dois reis) correspondentes à sua terça parte, o que nos permite avaliar a fortuna do 1º Barão de Cajurú, considerando a terça parte da Baronesa mais os 2/3=legítima do Barão, temos um patrimônio total de 436.793$221. Em 1869 quando 1.111$000 (1 conto e cento e onze mil réis) comprava 1 kg de ouro (com margem de 10% de segurança) este patrimônio equivale a 394 kg. de ouro e hoje em dia, considerando a gr. de ouro a R$ 43,00, teríamos um patrimônio de R$ 16,9 milhões.

Fontes pesquisadas para estruturar este trabalho:

 

*O texto acima do Testamento, foi retirado do livro Terra de André do autor Marcos Paulo Souza Miranda e Flávio de Carvalho O Comedor de Emoções de J. Toledo e foi complementado. Nota: Flávio Rezende de Carvalho, n. a 10/8/1899 em Barra Mansa, famoso modernista, era filho de Raul de Rezende de Carvalho e de Ophélia Crissiuma, neto de Custódio Ribeiro de Carvalho, bisneto do 1º Barão de Cajurú.

*Anuários Genealógicos Brasileiros Ano: I, II, III (fl. 397: data da morte do Barão de São João d´El Rei), IV, VI, VII, e IX, do Instituto Genealógico Brasileiro, Rua Senador Paulo Egídio, 34, tel: (11) 3241-3453, São Paulo, SP.

*Efemérides de São João d´El Rei, de Sebastião Oliveira Cintra, 2a Edição; informa a morte do 1o Barão de Cajurú em São Miguel de Cajurú, (Arcângelo), São João d’El Rei, MG.

*Informações do Genealogista Cláudio Fortes, www.jbcultura.com.br

*As Ilhoas, de José Guimarães, Revista Genealógica Latina, Vol XII, 1960.

*Os Morais de São Paulo, de José de Avellar Fernandes, Anuário Genealógico Latino, Vol. 4, 1953.

*Texto do Mausoléu do 1º Barão de Cajurú na fazenda Sant´Anna em Quatis (RJ), que pertencia a Manoel Marques Ribeiro, sogro do filho do Barão (João Pedro), foi fornecido por Roberto Guião de Souza Lima, pesquisador de Volta Redonda, RJ.

*Lúcio Corbolan, atual proprietário da Fazenda Sant´Anna: forneceu datas de nascimento e falecimento de João Pedro de Carvalho e sua mulher Maria Isabel Marques Ribeiro.

*Flávio Mário de Carvalho Jr.: trineto do 1º Barão que forneceu dados de pesquisas feitas in situ.

*Família Carvalho Duarte Dicionário das Famílias Brasileiras, Cunha Bueno/Carlos Barata, Brasília, 2000.

*Site geocities.com/projetocompartilhar/estudoscaetanocaravalhoduartedosuldeminas, de Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira.

TESTAMENTO da 1ª BARONESA de CAJURÚ

Aníbal de Almeida Fernandes, Outubro, 2007.

A 1ª Baronesa de Cajurú, Ana Inácia Ribeiro do Vale de Carvalho, filha de Inácio Ribeiro do Valle, faleceu a 11/1/1889, e está enterrada em jazigo no cemitério da cidade de Andrelândia (antigo Turvo), MG, ela é viúva de João Gualberto de Carvalho fal. 1869, Barão de CAJURÚ a 30/6/1860, que foi Comendador da Real Ordem de Cristo e da Imperial Ordem da Rosa. O Testamento da Baronesa no valor de 145.597$742 (cento e quarenta e cinco contos, quinhentos e noventa e sete mil e setecentos e quarenta e dois reis) correspondentes à sua terça parte, nos permite avaliar a fortuna do 1º Barão de Cajurú considerando a terça parte da Baronesa mais os 2/3=legítima do Barão, temos um patrimônio total de 436.793$221. Em 1869 quando 1.111$000 (1 conto e cento e onze mil réis) comprava 1 kg de ouro (com margem de 10% de segurança) este patrimônio equivale a 394 kg. de ouro e hoje em dia, considerando a gr. de ouro a R$ 43,00, teríamos um patrimônio de R$ 16,9 milhões.

REGISTRO DO TESTAMENTO COM QUE FALECEU A EXCELENTÍSSIMA BARONESA DE CAJURÚ, COMO ABAIXO SE DECLARA:

Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, em quem eu Baronesa de Cajurú firmemente creio, em cuja fé protesto viver e morrer. Este é o meu testamento de última vontade. Declaro que fui casada com o Barão de Cajurú, já falecido, e de meu consórcio existem vivos nove filhos que são os seguintes:

1o) Maria Brazilina da Conceição, bat, 29/08/1826, casada com Capitão Manoel Teodoro Pereira, pais, entre outros, do Cel. Ignácio Pereira de Carvalho c.c. Emerenciana Diniz Junqueira Monteiro de Barros; 2o) Militão Honório de Carvalho, bat. a 10/5/1823, 2o Barão de Cajurú (Dec. 1889) casado em 1853 com sua prima-irmã Maria Cândida, filha do 1o Barão de Cabo Verde (Dec. 1881); 3º) Ana (tem o mesmo nome Ana, que a mãe, a avó paterna, a avó materna e a bisavó materna) casada, (em 2as núpcias) com Joaquim Alves Gomes, 4o) Libânia Jesuína Carolina, casada com seu primo-irmão, Antonio Belfort de Arantes, Barão de Arantes (Dec. 1879) e Visconde de Arantes (Dec. 1888), filho do 1o Barão de Cabo Verde (Dec. 1881); 5o) Inácio Caetano de Carvalho casado com Ana Tereza Vargas, donos da fazenda Santa Tereza em Volta Redonda, RJ; 6o) João Pedro de Carvalho (*6/10/1836-+26/8/1889) casado com Maria Isabel Marques Ribeiro, (fal. 1903), os 2 estão enterrados na fazenda Sant’Anna, em Quatis, RJ; 7o) Guilhermina, nascida a 16/6/1838, casada com Eduardo Pereira da Silva (1824-1881), Barão de São João d´El Rei (Dec. 1871), pais de 8 filhos: Maria, João Gualberto Pereira da Silva, nascido a 9/7/1861, Francisco, Eduardo, Guilhermina, José, Maria José, Esther; 8o), Custódio Ribeiro de Carvalho (*1839-+16/5/1918) 1º c.c. Francisca de Rezende e 2º c.c. Maria da Glória Fonseca, 9o) José Ribeiro de Carvalho (*21/5/1848-+6/71896), casado com Luisa Leite Ribeiro. Nomeio para meus testamenteiros em primeiro lugar ao meu filho Militão Honório de Carvalho, em segundo lugar ao meu genro Capitão Manoel Teodoro Pereira e, para aquele que aceitar a testamentaria, deixo a quantia de seis contos de réis pelo seu trabalho. Declaro que de minha terça da importância de cento e quarenta e cinco contos, quinhentos e noventa e sete mil novecentos e quarenta e dois réis, já adiantei aos meus filhos a importância de quarenta e nove contos, quinhentos e quarenta e quatro mil novecentos e setenta e um réis, dando a cada um deles a importância de cinco contos quinhentos e quatro mil novecentos e seis réis, ficando a minha terça importando em noventa e seis contos, cinqüenta e dois mil, novecentos e setenta e um réis. Declaro mais que também fiz entrega aos meus filhos das duas partes de meus bens, que me couberam no inventário de meu marido Barão de Cajurú, como tudo consta do inventário e partilhas amigáveis que entre mim e eles procedemos. Mando que por minha alma se dirão vinte e cinco missas, por alma de meu marido Barão de Cajurú vinte e cinco missas, e igual número pelas almas de meus escravos falecidos; e mando que se dê no dia de meu enterro e no sétimo dia aos pobres a quantia de seiscentos mil réis de esmolas. O meu funeral será feito á vontade de meu testamenteiro. Deixo para a Irmandade de N. Senhor dos Passos da Cidade do Turvo dois contos de réis para ser empregado na reedificação da sacristia da mesma Irmandade. Deixo também para a Irmandade de Nossa Senhora do Porto do Turvo da mesma Cidade; para a de N. Senhora do Rosário e para a Irmandade do Santíssimo Sacramento da dita Cidade a quantia de duzentos mil réis para cada uma delas. Deixo libertos os meus escravos seguintes: Antônio Mina e sua mulher Bonifácia, Felícia, Leopoldina, Isabel, Bernardina, Generosa e Paulino ficando, porém, o escravo Paulino obrigado a servir ao meu filho Militão Honório de Carvalho por espaço de quatro anos, findo os quais gozará então de sua liberdade. Deixo a meu filho Militão Honório de Carvalho tudo quanto possuo em terras de campos e culturas e na parte da casa e benfeitorias da Fazenda das Bicas; assim mais a Ermida, mobília e todos os trastes que se acharem na mesma casa, e mais a escrava de nome Eugênia, solteira. Deixo à minha neta e afilhada Maria, filha do meu genro Barão de Arantes (só em 1888 ele fica Visconde), seis contos de réis. Deixo à minha bisneta e afilhada Ernestina, filha do Doutor Ernesto da Silva Braga, um conto de réis e ao meu bisneto e afilhado Arlindo, filho de meu neto Saturnino, a quantia de um conto de réis. Deixo a três filhas solteiras de Joaquim Ferreira, já falecido, de nomes Lúcia, Maria e Mariana cem mil réis a cada uma e deixo a mais três filhos solteiros de Severino, neto do falecido Aleixo Ribeiro, cem mil réis a cada um. Deixo finalmente o remanescente de meus bens para serem repartidos com igualdade pelos meus filhos. Esta é a minha última vontade e disposição para depois de minha morte, e por este testamento revogo qualquer outro.

Cidade do Turvo, dois de setembro de mil oitocentos e oitenta. Baronesa de Cajurú.

Livro 2º, fls. 42v/45 do Registro de Testamentos do Cartório do 1º Ofício da Comarca de Andrelândia, MG.

Fontes pesquisadas para estruturar este trabalho:

 

*O texto acima do Testamento, foi retirado do livro Terra de André do autor Marcos Paulo Souza Miranda e Flávio de Carvalho O Comedor de Emoções de J. Toledo e foi complementado.

Nota: Flávio Rezende de Carvalho, n. a 10/8/1899 em Barra Mansa, o famoso modernista, era filho de Raul de Rezende de Carvalho e de Ophélia Crissiuma, neto de Custódio Ribeiro de Carvalho, bisneto do 1º Barão de Cajurú.

*Informações dos Anuários Genealógicos Brasileiros Ano: I, II, III (fl. 397: data da morte do Barão de São João d´El Rei), IV, VI, VII, e IX, do Instituto Genealógico Brasileiro, Rua Senador Paulo Egídio, 34, tel: (11) 3241-3453, São Paulo, SP.

*Efemérides de São João d´El Rei, de Sebastião Oliveira Cintra, 2a Edição; informa a morte do 1o Barão de Cajurú em São Miguel de Cajurú, (Arcângelo), São João d’El Rei, MG.

*Informações do Genealogista Cláudio Fortes, www.jbcultura.com.br

*As Ilhoas, de José Guimarães, Revista Genealógica Latina, Vol XII, 1960.

*Os Morais de São Paulo, de José Avellar Fernandes, Anuário Genealógico Latino, Vol. 4, 1953.

*Texto do Mausoléu do 1º Barão de Cajurú na fazenda Sant´Ana em Quatis (RJ), que pertencia a Manoel Marques Ribeiro, sogro do filho do Barão (João Pedro), foi fornecido por Roberto Guião de Souza Lima, pesquisador de Volta Redonda, RJ.

*Lúcio Corbolan, atual proprietário da Fazenda Sant´Ana: forneceu datas de nasc. e fal. de João Pedro de Carvalho e sua mulher Maria Isabel.

*Flávio Mário de Carvalho Jr.: 3º neto do Barão que forneceu dados de pesquisas feitas in situ.

*Família Carvalho Duarte Dicionário das Famílias Brasileiras, Cunha Bueno/Carlos Barata, Brasília, 2000.

*Site geocities.com/projetocompartilhar/estudoscaetanocaravalhoduartedosuldeminas, de Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira.

========================================================================== 

CAJURU

O 2º barão de CAJURU foi Militão Honório de Carvalho.Comendador da I.Ordem da Rosa.

Adenda

Militão Honório de Carvalho - agraciado com o título ( Dec 26.07.1889 ) de Barão (2º) de Cajuru. Nasceu em 1830 em São João d’El Rei-MG , filho de João Gualberto de Carvalho, 1º Barão de Cajuru, e de sua mulher Ana Inácia Conceição Ribeiro do Valle (1804-1889). Neto paterno de Caetano de Carvalho Duarte Filho e de sua mulher Ana Maria Joaquina, bisneto paterno de Caetano de Carvalho Duarte e de sua mulher Catarina de São José que é filha de Manoel Gonçalves da Fonseca e de sua mulher Antonia da Graça, 3 Ilhoas de Minas Gerais, radicados em São João d’El Rei, em 1723. O Barão é neto materno do Capitão Inácio Ribeiro do Valle e de sua mulher Ana Custódia da Conceição, e irmão da Viscondessa de Arantes e da Baronesa de São João d’El Rei. Também é sobrinho do 1º Barão de Cabo Verde. Casou-se a 18.09.1853 com sua prima irmã, Maria Cândida de Arantes, filha de Antonio Belfort de Arantes, 1º Barão de Cabo Verde  e de sua mulher Maria Custódia Ribeiro do Valle, que é irmã da 1ª Baronesa de Cajuru, ambas filhas do Capitão Inácio Ribeiro do Valle (1783-1853). O Barão e a Baronesa tiveram 10 filhos: 1º) Maria Isabel, 2º) Inácio, 3º) Eduardo, 4º) Adelaide, 5º) Josina, 6º) Guilhermina, 7º) Antonio, 8º) João, 9º) Ana, 10º) Martiniano.

Colaborador:

Anibal de Almeida Fernandes, sobrinho trineto do 2º Barão de Cajuru

Fontes: Anuário Genealógico Brasileiro -  Ano: I, II, III, IV, VI, VII e IX; 

            A Família Arantes, Américo Arantes Pereira, 2ª Edição, 1993.

========================================================================== 

CALDAS

Viscondessa de Caldas

O barão e visconde de CALDAS foi Luiz Antonio de Oliveira que nasceu em Minas Gerais.  

Adendas

 

Luís Antônio de Oliveira - agraciado com o título ( Dec 19.07.1879) de Barão de Caldas; elevado ao título ( Dec 10.08.1889 ) de Visconde de Caldas. Título de origem toponímica, tomado à cidade onde nasceu o titular.

Filho de Joaquim  José de Oliveira e Francisca Cândida da Paixão, neto paterno de Joaquim José de Oliveira e Rita Maria da SIlva, neto materno do Padre Francisco Antônio Junqueira e Antônia Maria da Paixão.

Nasceu em Caldas -MG  em 30.08.1831 e faleceu em Luminárias  -MG, na Fazenda do Jardim , às 8 horas do dia 05.03.1910. 

Foi sepultado no adro da Igreja Matriz de São Tomé das Letras - MG.

Casou-se a primeira vez com sua prima Francisca Cândida Junqueira da Costa, no dia 24.11.1852 em São Tomé das Letras e foram pais de:

1- Maria Luiza de Oliveira c.c. Joaquim Junqueira ; 2- Francisca Cândida de Oliveira; 3- Clotilde Hortênsia de Oliveira c.c. Carlos Ribeiro Gomes da Luz.

Casou a segunda vez, em Baependi - MG , com Felicidade Ribeiro Gomes da Luz, Viscondessa de Caldas, filha de Antônio Máximo Ribeiro da Luz e Mariana Gomes Ribeiro e foram pais de :

1- Elvira Augusta de Oliveira c.c. Aristides Cecílio de Assis Coimbra; 2- Antonieta Augusta de Oliveira c.c. Camilo de Assis Coimbra;

 3- Mercedes Augusta de Oliveira c.c. Antônio Benedito Valadares Ribeiro 4- Luís Antônio de Oliveira c.c. Maria Rita de Andrade.

Envio da foto da viscondessa e correção

Conforme nosso colaborador Flavio Augusto de Oliveira Queiroz Neto o nome correto da Viscondessa de Caldas é Felicidade Gomes Ribeiro da Luz e não Felicidade Ribeiro Gomes da Luz.

e refere existir, de certa forma, vinculo entre o ramo materno da sua  família e os Titulados, já que dois filhos de Cesário Cecílio de Assis Coimbra ( irmão de minha bisavó

 Camila Maria de Lelis Coimbra que foi casada com Prospero Paoliello), Aristides e Camilo, foram casados com duas filhas da Viscondessa, respectivamente, Elvira Augusta e Antonieta Augusta.

Colaboradores:

Rogério Evandro Farah - pesquisador no Rio de Janeiro

 Flavio Augusto de Oliveira Queiroz Neto

========================================================================= 

CALERA

O barão de CALERA foi Thomaz Garcia de Zuniga que nasceu em Montevidéu em 1783.
Serviu no Exercito Brasileiro,tendo chegado ao posto de Coronel de Milícias em 18 de Maio de 1818;Brigadeiro Graduado de Comando e Comandante de todas as Milícias da Província Cisplatina em 12 de Janeiro de 1823,confirmado neste posto e comando por decreto de 11 de Marco de 1825.Era Sindico Geral do Estado Cisplatino em 1822.Fez as campanhas de Província Cisplatina desde 1819 ate 1822, de 1823 a 1824 e de 1825 a 1828.Prestou relevantes serviços durante a época da Independência e tendo sido demitido ao posto de Brigadeiro,alegou que era nascido na então Província Cisplatina e ter prestado bons serviços a causa da Independência do Império,tomando parte em todas as campanhas dessa Província e não ser estrangeiro como o julgava o decreto de 6 de Maio de 1831 que o demitira e como natural de uma Província Brasileira,embora presentemente separada do Império,pedia a conservação do seu posto e revogação do decreto de 6 de Maio,o que conseguiu,sendo reformado nesse posto.Era Dignitário da I.Ordem do Cruzeiro e tinha a medalha de ouro de Distinção por serviços prestados a Nação,na Província de Montevidéu de 1819 a 1822.

========================================================================== 

CAMAÇARI

       

Barão e baronesa de Camaçari

Fonte: AGB IV, 1942, pág.43

O barão de CAMAÇARI foi Antonio Calmon de Araújo Goes,que nasceu na Província da Baia. Barbuda,que nasceu na vila de Chamusca,na Província do RS em 01 de Agosto de 1787 e faleceu na Província da Baia em 28 de Fevereiro de 1830 quando presidia essa Província.Era Filho do Desembargador Jose Julio Henrique Gordilho Cabral e de sua mulher Maria Barbosa Cabral Velloso de Barbuda.
Casou-se com Caetana Augusta de Vasconcellos Gordilho de Barbuda que faleceu no RJ em 02 de Agosto de 1860.Eram pais do segundo visconde de Camamu.Sentou praça de cadete no Corpo de Artilharia com 12 anos de idade sendo promovido a segundo tenente;embarcou para o Brasil onde foi tenente da Legião de Caçadores da Baia e Ajudante de Ordens do Governo dessa Capitania.Brigadeiro em 1824;foi Comandante das Armas e Presidente do RS em 1824;da Província da Baia em 1827,cargo que exercia quando foi assassinado por vários tiros de bacamarte disparados por um grupo de indivíduos.Era Veador de S.Magestade,Guarda -Roupa da I.Câmara,Grande do Império,Gra-Cruz da I.Ordem do Cruzeiro,Comendador da I.Ordem de Cristo e tinha a medalha da independência da Baia.

==========================================================================

CAMAMU

O 1º visconde com grandeza de CAMAMU foi José Egydio Gordilho Velloso de Barbuda que nasceu na vila de Chamusca,na província do RS. em 1 de Agosto de 1787 e faleceu na província da Baia em 28 de Fevereiro de 1830 quando presidia essa província.Era filho do desembargador José Júlio Henrique Gordilho Cabral e de sua mulher Maria Barbosa Cabral Velloso de Barbuda.Casou com Caetana Augusta de Vasconcellos Gordilho de Barbuda,que faleceu no RJ em 2 de Agosto de 1860.Eram pais do 2º visconde de CAMAMU.Sentou praça de cadete no Corpo de Artilharia,com 12 anos de idade,sendo promovido a 2º tenente;embarcou para o Brasil onde foi Tenente da Legião de Caçadores da Baia e Ajudante de Ordens do Governo dessa Capitania.Brigadeiro em 1834,foi comandante das Armas e presidente do RS em 1824;da Província da Baia em 1827,cargo que exercia quando foi assassinado por vários tiros de bacamarte disparados por um grupo de indivíduos.Era Veador de S.Magestade,Guarda-Roupas da I.Câmara,Grande do império,Gra-Cruz da I.Ordem do Cruzeiro,Comendador da I.Ordem de Cristo  e tinha a medalha da Independência da Baia.

O visconde de José Egídio Gordilho de Barbuda, não tem Veloso no nome,no decreto.conforme retificação ao ANB no "Titulares do Império" por Carlos G. Rheingantz, RJ 1960, páginas 112 a 121.

==========================================================================

 CAMAMU

O segundo visconde com grandeza de CAMAMU foi Jose Egydio Gordilho de Barbuda que nasceu na Ilha da Madeira onde seu pai estava de guarnição, em 25 de Fevereiro de 1808?Faleceu ele no Rio de Janeiro em 11 de Marco de 1867 e era filho dos primeiros viscondes com grandeza de CAMAMU.
Sentou praça em 2 de Novembro de 1818,chegando ao posto de Tenente General do Exercito em 1866.Tomou parte na revolução do RS em 1835,ao lado da legalidade.Foi ministro da Guerra em 1865,Diretor da Diretoria do Material do Exercito e exerceu varias comissões técnicas.Era Grande do Império do Conselho de S. Magestade,Comendador da I.Ordem de Cristo,Oficial da I.Ordem da Rosa e Gra-Cruz da I.Ordem de S. Bento de Aviz.

========================================================================== 

CAMANDUCAIA

O barão de CAMANDUCAIA foi Joaquim da Motta Paes que nasceu na Província de Minas Gerais. É irmão do barão de MOTTA PAES,José Ribeiro da Motta Paes

Adenda

Joaquim da Mota Pais - agraciado com o título ( Dec 15.06.1881 ) de Barão de Camanducaia. Filho do Major Felix da Motta Paes e Lucinda Angelica Ribeiro, que tambem assinava Lucinda Maria de Jesus).Nasceu em 1821,em Santana do Capivari, Pouso Alto-MG.Faleceu em março de 1889 em Piranguinho-MG em consequência de um raio, quando voltava de Itajubá para sua Fazenda Chapada em Conceição dos Ouros. Foi chefe do Partido Liberal.Teve dez filhos.  

Colaborador: José de Campos Salles Neto

========================================================================== 

CAMAQUAN ou CAMACUAM

O barão com grandeza de CAMAQUAN ou CAMACUAM) foi Salustiano Jeronymo dos Reis que faleceu na cidade de Porto Alegre RS em 04 de Julho de 1893.
Era marechal reformado do Exercito,foi Comandante das Armas no RS,fez as campanhas dos Farrapos na mesma Província,ate a sua pacificação em 1844 e a do Uruguai contra o ditador Rosas e parte da do Paraguai.
Era Comendador da I.Ordem de S.Bento de Aviz,da I.Ordem de Cristo da Imperial Ordem da Rosa,Oficial da do Cruzeiro;tinha medalha da primeira Divisão que assistiu a batalha do dia 03 de Fevereiro de 1852,em Monte Caseros,a do Paysandu,a de Mato Grosso e Corumbá e a Campanha do Paraguai com passador de ouro.

========================================================================== 

CAMARAGIBE

Visconde de Camaragibe

O barão e visconde com grandeza de CAMARAGIBE foi Pedro Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque que nasceu no município de Jaboatão,em Pernambuco a 19 de Abril de 1806 e faleceu em Camaragibe,PE a 02 de Dezembro de 1875.
Filho do capitão-mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de  Maria Rita de Albuquerque Mello,que eram também pais dos viscondes de Suassuna,do visconde de Albuquerque e do barão de Muribeca.
Fez o curso de humanidades em PE,estudou dois anos na Universidade de Coimbra e seguiu o curso da Universidade de Gottingen na Alemanha,onde doutorou-se em 1827,Voltando ao Brasil foi nomeado lente da Academia de SP em 1829 e depois da Academia de Olinda em 1830,onde regeu a cadeira de Direito Civil,Diretor da Faculdade de Direito do Recife,jubilou-se em 1875,resignando a percepção dos honorários a que tinha direito.Presidiu a Província de PE em 1859,tendo sido seu Vice-Presidente em 1844.Deputado Provincial diversas vezes,sempre eleito Presidente da Câmara;foi Deputado a Assembléia Geral em seis legislaturas tendo presidido a Câmara diversas vezes.Senador por sua Província,nomeado em 1869,era do Conselho de S.Magestade,Grande do Império,Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial,Gra-Cruz da I.Ordem de Cristo,Comendador da Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal.

 

Regina Cascão: - Foto do barão. Coleção Francisco Rodrigues - Fundação Joaquim Nabuco - Recife,PE

Disponível no site Domínio Público, do governo federal

BRASÃO DE ARMAS: Escudo em partido em pala; na primeira, as armas dos Albuquerques, - escudo esquartelado, tendo no primeiro quartel as armas inteiras de Portugal -; no segundo, de góles, cinco flores de liz de ouro, postas em santor,  e assim os contrários -; na segunda pala, as armas dos Cavalcantis, - de vermelho e de prata divididos estes esmaltes por uma asna de azul, coticada de sable; sendo a parte de baixo de prata e a de cima de góles semeada de flores de prata de quatro folhas.

CRIAÇÃO DOS TÍTULOS: Barão com grandeza por decreto de 2 de Dezembro de 1854.Visconde com grandeza por decreto de 14 de Março de 1860.

========================================================================== 

CAMARGOS

Foto do barão:Colaboração de Francisco Antonio Dória e Regina Cascão

Fonte:AGB I, 1939, pág.110

  O primeiro barão de CAMARGOS foi Manuel Teixeira de Souza que nasceu na cidade de Ouro Preto,capital da Província.de MG em 20 de Outubro de 1811 e faleceu nessa cidade em 20 de Agosto de 1878.Era filho do Sargento-Mor Manuel Teixeira de Souza e de Ignácia Francelina Cândida da Silva,ambos das mais respeitáveis famílias de MG.
Casou-se com Maria Leonor Teixeira de Magalhães que mais tarde foi viscondessa de Camargos.Inspetor da Tesouraria Geral e Secretario de Presidência da Província de MG em 1849.Foi Vice-Presidente dessa Província,Deputado a Assembléia Provincial na 3 legislatura de 1840 e na 7 de 1848 e a Assembléia Geral na 8 e 9 legislaturas de 1849 a 1856,Era senador pela Província de MG,nomeado em 1860 e foi Diretor do Banco do Brasil em Ouro Preto.Dignitário da I.Ordem da Rosa e Cavaleiro da I.Ordem de Cristo.

========================================================================== 

CAMARGOS

A baronesa e viscondessa de CAMARGOS foi Maria Leonor Teixeira de Magalhães.Casou-se ela com o primeiro barão de Camargos acima citado ,Manuel Teixeira de Souza ,e depois de viúva foi agraciada com o titulo de Viscondessa de Camargos.

========================================================================== 

CAMARGOS 

O segundo barão de CAMARGOS  foi o Dr. Antonio Teixeira de Souza Magalhães,que nasceu em Ouro Preto na província.de MG.

==========================================================================

CAMBAHY

O barão de CAMBAHY foi Antonio Martins da Cruz Jobin que faleceu no RS em 17 de Junho de 1869.Era proprietário na Província do RS.

BRASÃO DE ARMAS: Em campo azul, um cavaleiro armado de prata, e e um chefe de ouro carregado de uma cruz florida de góles, vazia do campo.(Brasão passado em 2 de Abril de 1862.Reg. no Cartório da Nobreza,Liv.VI, fls.50).

CRIAÇÃO DO TÍTULO: Barão por decreto de 11 de Abril de 1859.

Adendas

  Antonio Martins da Cruz Jobim, agraciado com o título ( Dec 11.04.1859) de Barão de Cambaí. Filho do segundo casamento do Te. José Martins da Cruz  ( nascido cerca. de 1775 no Porto, Portugal e falecido em 1819 em Rio Pardo-RS, sendo filho de Domingos João e de Teresa Martins ) com Ana Pereira Viana, nascida em 1785 em Porto Alegre-RS, filha de Francisco Pereira Viana. Obs: o ten. José Martins da Cruz acrescentou "Jobin" a seu sobrenome de família por ter nascido na freguesia de Santa Cruz de Jobim, bispado do Porto, Portugal. O barão nasceu em 1809 e faleceu em 1869. Casou-se com Ana de Souza Brasil, falecida em 11.12.1881..

Colaboradora:

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbete: Cambaí, Baronesa de; Jobim

==========================================================================

CAMBUHY

O barão de CAMBUHY foi João Cândido de Mello e Souza.Era coronel da Guarda Nacional.

CAMBUÍ, conforme retificação ao ANB no "Titulares do Império" por Carlos G. Rheingantz, RJ 1960, páginas 112 a 121.

  Adendas

João Candido de Melo e Souza, agraciado com o título ( Dec 19.08.1888 ) de Barão de Cambuí. Nasceu a 24.06.1820 em Lavras do Funil-MG e faleceu em 19.06.1899. Capitalista, fazendeiro e proprietário em Santa Rita de Cássia-MG, onde foi juiz de paz e delegado da instrução pública e particular. Casou-se com Matilde de Abreu Melo, baronesa de Cambuí, filha de João Pimenta de Abreu e de Silvéria de Toledo, nascida cerca de 1827 em Passos-MG e falecida a 18.07.1889.

Colaboradora:

Regina Cascão- Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Cambuí, Barão e Cambuí, Baronesa.

==========================================================================

CAMETÁ

A 1ª baronesa de CAMETÁ foi Ana Rufina de Souza Franco Correia que faleceu em 20 de Junho de 1864,em Cametá na província do Pará.

Adenda

Ana Rufina de Souza Franco Corrêa - agraciada com o título ( Dec 02.12.1858 ) de Baronesa de Cametá. Título de origem toponímica, tomado  à localidade de Cametá, no Pará. Falecida a 20.06.1864 em Cametá-PA. Casou-se com Angelo Custódio Corrêa, falecido em junho de 1856, político filiado ao Partido Conservador, Deputado à Assembléia Geral Legislativa em três legislaturas, pelo Pará. Como 1º Vice-Presidente da Província do Pará, assumiu o seu governo por 4 vezes. Ana Rufina foi agraciada com o título em questão em atenção aos relevantes serviços prestados por seu marido, quando Presidente da Província do Pará, por ocasião da epidemia do cólera-morbos, ocorrida entre 1855/56.

Colaboradora:

Regina Cascão - Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e AH Cunha Bueno - Verbete: Cametá, Viscondessa.

==========================================================================

CAMETÁ

O 2º barão de CAMETÁ foi Antonio Bento Dias de Mello que nasceu na Província do Pará

Adend