A Nobreza Brasileira de A a Z  

                "Página transcrita do Archivo Nobiliarchico Brasileiro dos barões Smith de Vasconcellos, com adendas e correções".

       Autor: Sérgio de Freitas 

 

    

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ARCHIVO NOBILIARCHICO BRASILEIRO....Vejam aqui a obra completa dos Irmãos SMITH de VASCONCELLOS....<<<<<<<TITULARES BRASILEIROS DE >>>>>> A  a   Z <<<<<<<.Vejam também as adendas e correções em um grande número de titulares, obtidas através da colaboração dos pesquisadores citados na página "colaboradores" acima. >>>>>> V E J A M >>>>>Adendas e correções de CARLOS G.RHEINGANTZ de A a Z >>>>>>Já no ar os brasões e muitas fotos dos titulares>>>>>>>

 


             Títulos de Nobreza                   

São títulos nobiliárquicos de nível hierárquico ascendente sendo a de barão a de nível mais baixo na aristocracia britânica. Foi introduzido na Inglaterra à época da conquista dos normandos (1066),Esse título foi dividido em barões maiores e menores de acordo com as terras que possuíam. Essas propriedades eram passadas de pai para filho estabelecendo-se assim a aristocracia feudal.Os barões maiores tornavam-se condes ou duques tendo os barões menores como seus dependentes. Esse título é conferido a personalidades por serviços especiais prestados,ou em reconhecimento de suas obras no campo das artes ou letras. O barão é chamado de "lorde" e tem direito a uma cadeira na Câmara dos Lordes.

No Brasil o título de barão foi sempre reservado aos pequenos nobres. O primeiro título de barão foi concedido em 1822 ao coronel e comendador Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, barão da Torre,e a Garcia de Ávila por serviços prestados à Independência. D.Pedro I concedeu 43 títulos  de barão e o Império teve ao todo 950 barões. Outros títulos de barão foram concedidos a brasileiros pela Santa Sé, em reconhecimento por serviços prestados à Igreja.

O título de Conde é um título de nobreza inferior ao de marquês e superior ao de visconde. A palavra vem do latim "comes" que significa companheiro. Servia para designar os que acompanhavam os procônsules romanos. 

COROA

É um ornamento circular usado sobre a cabeça ou em torno dela como símbolo de autoridade,mérito ou distinção.A coroa real é o símbolo da autoridade suprema de um rei ou de uma rainha, mas geralmente só é usada em solenidades oficiais. Estas coroas costumam ser feitas de ouro trabalhado e adornadas com pedras preciosas.

História das Coroas

Vários ornatos para a cabeça, enfeitados com jóias, foram usados pelos reis do antigo Egito e da Assíria.Os gregos ofereciam aos seus atletas uma coroa ou diadema de folhas de oliveira como símbolo da vitória.Mais tarde os romanos vieram a adotar este costume.Suas coroas eram feitas de metal, geralmente ouro, e usadas pelos imperadores romanos.A partir do reinado de Constantino (306-337), a coroa passou a ser considerada como símbolo do poder real.Mais tarde os soberanos europeus provavelmente tomaram emprestado dos romanos o hábito de usar uma coroa.

A Coroa de Ferro da Lombardia

Era uma coroa usada pelos reis lombardos e pelos imperadores do Sacro Império Romano, quando esses se tornaram reis da Lombardia.Ela é feita de ouro e ornada com jóias e esmalte com cores separadas por finas lâminas metálicas de contorno.Seu nome se deve a um aro de ferro interior que a tradição diz ter sido feito de um prego da cruz de Cristo.A Coroa foi feita provavelmente por artesãos lombardos nos séc.VI.Carlos Magno, o imperador Carlos V do Sacro Império Romano, e Napoleão I usaram a Coroa de Ferro, que se encontra atualmente na catedral de São João Batista, em Monza, na Itália.

COROAÇÃO

É a cerimônia na qual um rei, rainha ou papa recebe publicamente uma coroa como símbolo do poder.É sempre uma cerimônia cheia de ritos e tradições.A maioria das coroações são de caráter religioso e político, e geralmente é uma autoridade religiosa que conduz a cerimônia.Durante a solenidade o novo soberano recebe também outros símbolos de realeza.Ao assumir o poder, faz um juramento solene de que reinará com sabedoria.

O Cerimonial de Coroação na Inglaterra.

Possui mais ou menos as mesmas características de cerimônias semelhantes em outras partes do mundo.Realiza-se na abadia de Westminster.O novo monarca é conduzido da port oeste da abadia, ao longo da nave, até o transepto (área entre o final da nave e o altar).É aí que se realiza a cerimônia.Primeiro, o monarca senta-se na Cadeira de Estado.As insígnias reais – a coroa, o orbe (esfera com uma cruz sobreposta como símbolo da realeza), o cetro, o bastão, as espadas reais, os anéis e braceletes usados na cerimônia – são colocados sobre o altar.O arcebispo de Cantuária apresenta o monarca aos presentes como o verdadeiro governante do reino.Este pronuncia então o juramento solene, no qual promete reinar com justiça e defender a Igreja da Inglaterra.O monarca recebe a bíblia que é colocada sobre o altar.Inicia-se depois o cerimonial da comunhão.

Após o credo, é interrompido o cerimonial da comunhão e, sem o manto, o monarca vai sentar-se na Cadeira do Rei Eduardo, também chamada de Cadeira da Coração.Nela o monarca é ungido (recebe os santos óleos que simbolicamente lhe transferem a autoridade). E vestido com um manto bordado a ouro.São trazidas então as Esporas de São Jorge, símbolo da cavalaria.Até o final da cerimônia, a Espada do Reino ´pe retirada da bainha e posta diante do monarca.

A coroação na Inglaterra é uma cerimônia muito antiga.A mais remota coração inglesa de que se tem conhecimento foi realizada no ano de 750.O Rei Eduardo I (1272-1307) mandou fazer a Cadeira da Coração pra nela colocar a Pedra de Scone (ou Pedra do Destino), que era a Pedra da Coração dos antigos monarcas escoceses.

Histórico

As antigas tribos germânicas elegiam seus governantes.O novo monarca recebia uma lança e um diadema de seda ou linho, que era colocado em sua cabeça.Depois, sentava-se sobre o escudo e seus pajens levantavam-no, a fim de que fosse aclamado pelos súditos.O cerimonial religioso, retirado da Bíblia, teve grande influência sobre as cerimônias de coroação depois do surgimento do cristianismo.Segundo narra a Bíblia, os reis eram ungidos com o crisma (mistura de óleo e bálsamo).O povo acreditava que o crisma dava ao rei ungido poderes miraculosos.Na Inglaterra, havia a crença popular de que as pessoas que conseguissem tocar n manto do rei ficariam curadas de qualquer moléstia.Em algumas cerimônia de coroação, o rei era ordenado em uma das ordens menores do clero.O monarca do Sacro Império tornava-se subdiácono e cônego das igrejas de São Pedro e de São João de Latrão, em Roma.


Tipos de Coroas

 

fonte: Enciclopédia Delta Universal, vol.4, pág.2329/30


Especificações

Estas  são coroas de  barão e barão com grandeza; conde,visconde e visconde com grandeza

                                                                                                                                                                                   

Estas são coroas usadas por marqueses e duques.

Marquês era antigamente usado para quem comandava as guarda das marcas ou fronteiras de um estado. O título de marquês é um título nobiliárquico de alta nobreza que na ordem hierárquica é superior  ao conde e inferior ao duque. O título de duque vem da palavra latina "dux" (comandante) e é o título mais alto depois de príncipe. Na Inglaterra há poucos duques, fora os da família real, cujos filhos tem os títulos de diques reais. Originalmente o duque era o comandante numa batalha e às vezes também um governante.O primeiro duque inglês foi o Príncipe Negro, o filho mais velho de Eduardo III, que se tornou duque na Cornuália em 1337.No Brasil, apenas Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias) recebeu o título de duque.

Colaboração de Wallerson Eduardo

Além do título de Duque de Caxias, foram concedidos mais dois títulos ducais no Império Brasileiro: Duquesa de Goiás (filha da Marquesa de Santos) e Duque de Santa Cruz (ao Príncipe Eugenio de Leuchtemberg, irmão da Imperatriz Amélia e noivo da Rainha Maria II). Acrescente-se ainda o de Duquesa do Ceará, para outra filha da Marquesa de Santos com D. Pedro I, falecida aos 3 anos de idade, o qual não se lavrou o decreto atributivo.

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